De Olho nos Ruralistas faz twittaço na quarta-feira: “O Agro não é pop”

Observatório questiona campanha da Globo, JBS e Ford, iniciada em 2016 para promover modelo que defende latifúndios e grandes empresas agropecuárias

De Olho nos Ruralistas

O Agro é Pop? O Agro É Tech? O Agro É Tudo? Assim dizem – de modo exclamativo – a Rede Globo e os patrocinadores de uma propaganda televisiva em horário nobre: a Ford e o grupo JBS, responsável pelas marcas Seara e Vigor. A campanha está no ar desde 2016, nos intervalos dos principais programas da Globo, como o Jornal Nacional, o Fantástico e a novela das nove. (mais…)

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“O agronegócio destrói o meio ambiente, a fauna, as águas e o ser humano”

“Quero colocar que as preocupações que vocês apresentam aqui são as mesmas que vivemos na aldeia, é a mesma que o meu povo vive. Não sabemos como vai ser o futuro. A maneira que o agronegócio age é para destruir o meio ambiente, a fauna, as águas e o ser humano”, afirmou o indígena Juarez Rikbatská em sua participação na mesa “Impactos e conflitos socioambientais pela água” na noite de sábado, dia 24 de junho durante as atividades da II Tenda Multiétnica – Povos do Cerrado, realizada durante o 19º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), na cidade de Goiás. Na atividade foi lida, ainda, a Carta Final da Tenda

Cristiane Passos – semcerrado.org / IHU On-Line (mais…)

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Seu churrasco tem soja? Um filme de Thomas Bauer

Por Campanha em Defesa do Cerrado

No Brasil, consumimos grandes quantidades de carne per capita e ano. O nosso alto consumo, bem como a demanda mundial por carne, gera um grande impacto ao planeta. A soja – produto base na produção da carne bovina, suína, aves e outras – domina hoje dois terços das terras férteis do mundo. O Brasil é um dos maiores exportadores de grande parte desta soja. Mas quais são as consequências do boom da soja onde ela é cultivada? O que significa para as populações locais o avanço do chamado “ouro verde”? (mais…)

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Documentário “Seu churrasco tem soja?” será lançado neste sábado no FICA, em Goiás

CPT

Por se tratar de uma produção austro-brasileira, o documentário foi lançado no mês de março em diversos estados da Áustria. E neste sábado, 24, o documentário será exibido pela primeira vez no Brasil durante a Mostra da Universidade Estadual de Goiás (UEG) na 19º edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), realizado entre os dias 20 e 25 de junho na Cidade de Goiás (GO). (mais…)

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“As pessoas não lembram que havia um ecossistema para as araucárias”

Para Clóvis Borges, da SPVS, não há tempo para grandes campanhas nacionais para salvar a floresta com araucária. Ele defende incentivos econômicos para preservar o que restou em terras privadas

Por Alexandre Mansur, no Blog do Planeta

Não há motivo algum para orgulho ou celebração no Dia Nacional da Araucária, neste sábado (24). A árvore, símbolo do Sul do Brasil, faz parte do ecossistema mais devastado e ameaçado do país. Poucos brasileiros sabem que a araucária originalmente faz parte de uma floresta temperada nacional, numa paisagem praticamente varrida do nosso mundo. Essas florestas de coníferas do Brasil cobriam 200 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao território do Paraná. Na última estimativa, feita pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná em 2001, restava 0,8% da floresta. Mas de lá para cá o desmatamento continuou.  Restaram poucas manchas da floresta original. E elas estão em perigo. Apesar de o corte ser proibido, a tentação dos proprietários é grande para converter em madeira o que restou das araucárias em floresta nativa. Esse quadro quase desesperador é traçado por Clóvis Borges, diretor da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). Ele tem esperança de salvar os últimos nacos da floresta com araucária com incentivos econômicos.

ÉPOCA – Por que devemos nos preocupar com a floresta com araucárias?

Clóvis Borges – É a floresta temperada de coníferas brasileira. Um ecossistema típico do Sul do Brasil. Rico em biodiversidade, inclui os campos naturais. Ao longo das últimas décadas, a madeira dessa floresta foi usada para alimentar um ciclo econômico insustentável em Santa Catarina e no Paraná. Houve um tempo em que a economia da região girou em torno da madeira. Mas esse ciclo se exauriu na década de 1960. Hoje restam poucos remanescentes dessa floresta. E com pouca proteção.

ÉPOCA – Por quê?

Clóvis – A araucária é o símbolo de vários municípios. Está na bandeira de Curitiba. O nome da cidade significa “região de muitos pinhões”. Apesar dessa carga simbólica toda, a sociedade não tem um entendimento do patrimônio natural como um bem comum de todos. Não valoriza. Ficamos atrás da Argentina, que tem uma cultura de parques próxima à dos Estados Unidos. Falta em geral aos brasileiros um orgulho de ver a área natural protegida. De saber que pode visitar e desfrutar. Quando surge um novo parque, é como se fosse uma guerra. O reflorestamento ou a plantação de florestas é sistematicamente usado na mídia para se referir a plantações de espécies exóticas, como eucalipto e pinus. A floresta é um tipo de vegetação complexa. A monocultura de pinus e eucalipto não é floresta. A usurpação dessa terminologia pela monocultura é sabiamente utilizada no mal sentido para colocar tudo na mesma bandeja.

ÉPOCA – Como explicar que a floresta com araucária está ameaçada se há tantas árvores de araucária no Sul?

Clóvis – É uma grande confusão. Que talvez não tenha surgido por acaso. O fato de ter uma árvore ou outra perdida em Curitiba cria a ilusão de que não precisamos salvar a floresta. As pessoas olham para a árvore na rua ou no quintal de casa e não lembram que havia um ecossistema. São dois problemas. O primeiro é a falta de entendimento popular. A segunda é uma tendência da academia de apoiar a ideia de que as últimas áreas com araucária precisam passar por manejo. Um proprietário que tem 200 hectares de floresta com araucária deve, pela legislação vigente, proteger essa área. Mas a mentalidade predominante é antiga. Dizem que é preciso deixar o proprietário cortar as araucárias para poder sobreviver. Senão ele detona toda a floresta e vai plantar soja. É uma estratégia perniciosa de interesse do proprietário que tem esse patrimônio.Eles não enxergam a floresta como patrimônio natural. Mas como metro cúbico de madeira.

ÉPOCA – Como está a floresta com araucária hoje?

Clóvis – A floresta é um ambiente associado à Mata Atlântica. Havia 200.000 quilômetros quadrados de floresta com araucária no Sul do Brasil. Ela era predominante no Paraná e em Santa Catarina. Com manchas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas essa floresta foi extirpada entre os anos 1940 e 1960. Em 1965, surgiu o Código Florestal. Só a partir daí houve algum controle da exploração de floresta nativa. Mesmo assim, entre 1965 e 2006, apesar do Código Florestal, os órgãos ambientais do Paraná e de Santa Catarina licenciaram planos de manejo de floresta com araucária. Eles não reconheceram o decreto federal da Mata Atlântica de 1993, que proíbe o corte da floresta. Eles se recusam a admitir que a floresta com araucária é parte da Mata Atlântica, e tem o mesmo nível de proteção, embora o decreto de 1993 diga isso de forma bem clara. Em 2001, saiu um levantamento sobre a situação da floresta com araucária. No Paraná, restou 0,8% da floresta original. E 0,1% dos campos naturais.

ÉPOCA – Se a floresta com araucária é o bioma mais ameaçado do Brasil, por que essa luta não foi encampada por todo o país? Por que essa floresta não é motivo de preocupação nacional, como a Amazônia?

Clóvis – Escrevi há alguns anos uma carta ao Greenpeace perguntando se eles não queriam criar uma campanha pela preservação da floresta com araucária. Responderam que só trabalham para grandes causas. Que só conseguem se concentrar na Amazônia. Para não diluir as campanhas. Os biomas mais ameaçados do Brasil pagam por uma situação unilateral. Todos os grandes esforços internacionais vão para salvar a Amazônia. Mas precisamos cuidar de todos os ecossistemas da América do Sul. Temos um problema de foco.

ÉPOCA – Qual é o melhor lugar para uma pessoa conhecer uma floresta com araucária?

Clóvis – A Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana é uma característica topográfica do Paraná. Ao longo dela há trechos de floresta. Alguns têm cachoeiras e fauna, como lobo-guará. Mas os deputados do estado querem reduzir em dois terços a proteção da área. O Cânion de Itaimbezinho oferece uma imersão. Mas esse lugares mostram a floresta de solo ruim, arenoso. As florestas mais exuberantes, com árvores de 5 metros de diâmetro, não existem mais. Eram chamadas de floresta preta, pela densidade da mata. O sol não passava. Você ia de Curitiba a Foz do Iguaçu passando por estradinhas no escuro, quase sem ver o sol, pela cobertura das árvores gigantes. Esse era o relato dos viajantes. É isso que perdemos.

ÉPOCA – Qual é a prioridade agora para salvar a floresta com araucária?

Clóvis – Não temos mais grandes áreas para proteger. Só áreas pulverizadas. Acredito mais no instrumento econômico que incentive os pequenos proprietários a preservar. Isso é mais importante do que uma campanha agora para a sociedade ficar ligada na importância do ecossitema. Não dá tempo. A situação é desesperadora. As últimas áreas estão sendo desmatadas. O proprietário que ainda tem algo precisa ser reconhecido, premiado, remunerado. Agora é corpo a corpo para salvar cada área. Fizemos um programa de desmatamento evitado para proteger 40 áreas privadas no Rio Grande do Sul e Paraná. Durante cinco anos, remuneramos mensalmente o proprietário. Depois que o programa acabou, um terço dos proprietários criou Reserva Particular do Patrimônio Natural [RPPNs] em suas áreas.

Foto: Lídia Lucaski

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Isabel Carmi Trajber.

 

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Incêndios florestais em Portugal: resultado da indústria da madeira

No GJEP

Os incêndios florestais em Portugal vêm sendo chamados de “o pior desastres desse tipo na história recente”. Dezenas de pessoas morreram em seus carros enquanto tentavam escapar do fogo. Mas essa tragédia terrível foi causada pela ação humana. Um quarto da paisagem florestal de Portugal (mais de 812 mil hectares ou 2 milhões de acres) foi substituída por plantações de eucalipto não nativas. Além disso, há imensas plantações de pínus (pinheiro). (mais…)

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“Não há nenhum fazendeiro indiciado na CPI. Somente pessoas que lutam pela vida dos povos indígenas”, afirma dom Leonardo Steiner, da CNBB

Por Guilherme Cavalli, da Assessoria de Comunicação – Cimi

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (22), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota em defesa dos povos indígenas e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O texto denuncia a “evidente tentativa de intimidar” a instituição com mais de 45 anos de existência. (mais…)

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Povos indígenas debatem resistência e territorialidade na II Tenda Multiétnica

No segundo dia da II Tenda Multiétnica durante o 19ª Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), que acontece na cidade de Goiás (GO) de 20 a 25 de junho, povos indígenas ressaltaram sua luta pela garantia do território e, também, a violência que tem sofrido ao resistirem à imposição do modelo capitalista de produção no campo. Indígenas gamela relataram a recente tentativa de massacre que sofreram em Viana, no Maranhão

Cristiane Passos – Assessoria de Comunicação CPT Nacional  (mais…)

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