Alvaro Bianchi apresenta o Dicionário gramsciano

A Boitempo acaba de publicar o monumental Dicionário gramsciano, organizado por Guido Liguori e Pasquale Voza. Ao longo de quase mil páginas, o livro destrincha o pensamento de Antonio Gramsci em uma obra de referência com mais de 600 verbetes elaborados por alguns dos mais importantes estudiosos de sua obra no mundo. Confira, abaixo, o prefácio à edição brasileira do livro, escrito especialmente para a edição da Boitempo por Alvaro Bianchi.

Por Alvaro Bianchi. no blog da Boitempo

É notável o desenvolvimento dos estudos gramscianos ao redor do mundo. Pesquisas especializadas têm sido publicadas com frequência cada vez maior, o número de pesquisadores interessados na obra de Antonio Gramsci aumenta constantemente, e seu nome tem aparecido no debate público, algumas vezes de maneira estridente.1 (mais…)

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Com um total de 53.993 posts em 8 anos, o Combate Racismo Ambiental agora tem um subdomínio: Acervo

O Combate Racismo Ambiental tem agora um subdomínio. No seu Acervo estão as publicações feitas do final de 2009, quando começamos, até 31 de dezembro de 2015. São 45.260 posts, mantendo viva a memória desse período no que diz respeito, principalmente, às lutas de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e comunidades urbanas na defesa de seus direitos. (mais…)

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Temer e nós: a Onça e o Jacaré, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Conta a tradição oral que quando a onça ataca o jacaré, ele permanece quieto e impassível enquanto ela começa a devorá-lo pelo rabo. Ouvi essa história na infância sempre acompanhada de comentários indagando por que um réptil tão corajoso, com um focinho avantajado, 80 dentes afiados, que acumula histórias de luta, se entrega covardemente à voracidade de um felino, que tem um volume e um peso muito menor?

Essa narrativa parece fantástica, mas dezenas de estudiosos da Amazônia a confirmam, entre eles o cônego Bernardino de Souza, que testemunhou o fato pessoalmente e achou “incrível o jacaré deixar-se agarrar pela onça e morrer sem oferecer a menor resistência“, conforme registrou em “Lembranças e Curiosidades do Vale do Amazonas” (1873). (mais…)

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Acampamento Terra Livre 2017

Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena

Pela garantia dos direitos originários dos nossos povos

Contexto

Os povos e organizações indígenas do Brasil, após árduas jornadas de luta que envolveram históricos processos de formação, articulação, mobilização e incansável atuação junto a Assembleia Nacional Constituinte de 1988, com o apoio de parlamentares, personalidades e instituições da sociedade civil, conseguiram que a Carta Magna proclamada em 5 de outubro daquele ano reconhecesse em seus artigos 231 e 232 o direito deles à identidade cultural própria e diferenciada, bem como os seus direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. (mais…)

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A emancipação social das mulheres e nós, por Cândido Grzybowski

No Ibase

Dia 8 de março, Dia Mundial das Mulheres. Parabéns a todas! Além de reverenciá-las neste dia, o que cabe a nós, homens, fazer? Decididamente, neste modelo de civilização patriarcal e machista, não fomos educados para reconhecer e respeitar a igualdade na diferença entre mulheres e homens. Estamos sendo levados a nos confrontar com um princípio fundamental assim na marra, diante da insurgência feminina. Pensando com os meus botões, não sei se existe o dia dos homens. Provavelmente, não temos um dia específico porque todos os outros 364 dias são nossos por costume ou, melhor, devido à lei pétrea do patriarcado e do machismo, que domina as estruturas sociais e nos enquadra em relações de gênero. Pior ainda para as mulheres quando tudo isto se combina com racismo, como é o caso no Brasil e na maioria das sociedades capitalistas na atualidade. (mais…)

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46ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima elegerá nova coordenação geral do CIR

Por Ascom/CIR 

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), as comunidades indígenas, os parceiros, as entidades e instituições convidadas estão na expectativa da realização de mais uma simbólica e histórica Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, que ocorrerá nos próximos dias 11 a 14 de março, no Centro Regional Lago Caracaranã, região da Raposa, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. (mais…)

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Audiência propõe fim do conflito entre MST e Araupel no Paraná

Evento foi convocado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

Por Daniel Giovanaz, no Brasil de Fato

Cerca de 3 mil pessoas assistem neste momento a uma audiência pública em Rio Bonito do Iguaçu, centro-sul do Paraná, organizada para mediar o conflito entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a empresa Araupel Celulose no estado. O evento foi convocado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. (mais…)

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Mulheres e agroecologia, a luta é todo dia

Por Adriana Galvão Freire, da AS-PTA

Ligória Felipe dos Santos é agricultora no semiárido brasileiro. Nasceu e se fez mulher numa comunidade rural, no município de Esperança, na Paraíba. Nasceu numa família de 7 irmãos e desde muito cedo conheceu o peso da divisão sexual do trabalho, tornando-se responsável por todos os cuidados da casa e dos irmãos; muito nova aprendeu sobre a injustiça do latifúndio quando sua família foi expulsa das terras onde morava e trabalhava para tentar a vida na cidade. Para se livrar do sofrimento, casou-se cedo, aos 19 anos. Muito nova, também aprendeu sobre violência doméstica. Separou-se e casou-se novamente, mas ainda não foi dessa fez que conheceu a felicidade. Seu segundo marido é alcoólatra e igualmente violento. E é por meio de seu trabalho na agricultura, que vem criando seus dois filhos e sua neta. (mais…)

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Os olhos verdes do Xingu e o silêncio dos cegos, por Guta Assirati

“Sim estou feliz, mas antigamente gente realizava essas festas com multidões, então olhei para a multidão e lembrei dos mentum, os antigos, quando ficávamos nessa região, porque éramos um povo que andava: vi a rere mej tchoba, a grande festa, e tinha muitas pessoas, mas hoje não somos tantos e isso me entristeceu.” (Raoni Metuktire sobre o desfile na Imperatriz Leopoldinense para Rádio Yandê).

No Indigenista

Quem assistiu Cacique Raoni Metuktire em cima de um carro alegórico em plena Sapucaí pode, descuidadamente, ter interpretado seus olhos alheios ao cenário em torno das lideranças Xinguanas em destaque no desfile da Imperatriz Leopoldinense no Rio de Janeiro. Quem conhece um pouco da história das lutas indígenas sabe, entretanto, que aqueles olhos enxergam mais longe do que se pode imaginar… Lideranças dos Povos Kamaiurá, Yawalapiti, Kaiapó e Kalapalo, sabiam muito bem o que faziam ali. (mais…)

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