Posts tagged: monoculturas

A (injustificável) destruição do cerrado, artigo de José Eustáquio Diniz Alves*

Por racismoambiental, 03/02/2012 17:28

Quando Juscelino Kubitschek decidiu construir Brasília, ele não pensou apenas em fazer uma capital no interior e que pudesse integrar as diversas regiões do país, mas também abrir novas oportunidades para a exploração do Cerrado que, como o próprio nome diz, estava fechado para a exploração humana. Juscelino desejava uma grande expansão da agricultura e da pecuária numa região inexplorada. Por isto, Brasília foi chamada de “A capital do Cerrado”.

Juscelino Kubitschek foi um produto de sua época e foi um dos expoentes da visão desenvolvimentista que, naquele tempo, visava transformar o Brasil instalando indústrias, construindo cidades modernas, implantando uma arquitetura de cimento e aço (nos traços de Niemeyer), construindo hidrelétricas, explorando petróleo e modernizando o campo. Além da presença no governo JK, a ideologia do nacional-desenvolvimentismo esteve junto com os governos militares e agora está junto com as “gestões populares” que contabilizam a bem-vinda redução dos índices de pobreza no país. Ou seja, nada de muito diferente da maioria dos países do mundo que buscam formas diversificadas para avançar com o processo de modernização econômica.

Para o desenvolvimentismo, o poderio de um país se dá por meio do crescimento populacional e econômico e o avanço do mercado interno. Quanto maior é o mercado interno, mais auto-suficiente, influente e o forte é considerada uma nação. Adicionalmente, quanto maiores forem as exportações, maiores serão as reservas cambiais, a força da moeda e o poder de compra individual e nacional. No Brasil, para a libertação do “gigante adormecido” e a grandeza pátria, os dirigentes máximos buscam colocar em funcionamento os fatores de produção: capital, terra/água e trabalho. Continue lendo… 'A (injustificável) destruição do cerrado, artigo de José Eustáquio Diniz Alves*'»

“À sombra de um delírio verde”, agora em português, denuncia a presença de transnacionais no massacre dos indígenas Guarani Kaiowá no MS

Por racismoambiental, 01/02/2012 09:54

Nota deste Blog: Por decisão da justiça, o despejo da aldeia Laranjeira Nhanderu deve acontecer até 9 de fevereiro!

Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.

Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto. Continue lendo… '“À sombra de um delírio verde”, agora em português, denuncia a presença de transnacionais no massacre dos indígenas Guarani Kaiowá no MS'»

Centroamérica: Nuestra región atraviesa una profunda crisis alimentaria y represión campesina

Por racismoambiental, 26/01/2012 09:57

Reunidas las organizaciones campesinas, indígenas y afrodecendientes de Centroamérica, hoy [ayer] 25 de Enero del 2012, expresamos ante la opinión pública nacional, regional e internacional, la situación crítica que vivimos las familias en el campo tales como: la represión, criminalización a nuestras luchas, destrucción de cultivos, persecución judicial, el acaparamiento de tierra y la explotación de los Bienes Naturales mediante la implementación de los mega proyectos,  como  mono cultivos, minería e hidroeléctricas  en la región.

Toda esta conflictividad genera a nuestros pueblos un déficit de la Soberanía Alimentaria esto lleva a una crisis profunda, hambruna y extrema pobreza en las comunidades campesinas teniendo mayor impacto en las mujeres, niños y ancianos.

Expresamos nuestro repudio y condenamos los ataques sistemáticos que sufren nuestros hermanos y hermanas del Bajo Aguán en Honduras; así como los compañeros y compañeras del Valle del Polochic en Guatemala. Continue lendo… 'Centroamérica: Nuestra región atraviesa una profunda crisis alimentaria y represión campesina'»

Filme acompanha vida dos Krahô e desvenda mistérios do palhaço sagrado da tribo

Por racismoambiental, 25/01/2012 08:29

Os próprios índios convidaram Letícia Sabatella para realizar um registro sobre eles que, naquele momento, perceberam que seria importante documentar a sua cultura, como forma de manter viva as suas raízes

Por Ciranda Assessoria de Comunicação

No dia 17 de fevereiro, estreia nos cinemas de todo o país o documentário em longa-metragem “Hotxuá”, que marca a estreia na direção da atriz Letícia Sabatella e do artista plástico e cenógrafo Gringo Cardia. Distribuído pela Caliban Produções, do cineasta Silvio Tendler, o filme foi vencedor do Prêmio do Júri Popular no Festival de Cuiabá e recebeu o troféu Mapinguari, no FestCine Amazônia, ambos em 2009. No mesmo ano, o filme também foi apresentado no Festival de Toulouse, França.

O documentário faz um registro poético sobre a tribo indígena krahô, que vive em Palmas, Tocantins, no norte do Brasil. A dupla de diretores acompanhou o dia a dia dos krahô e registrou o maior e mais importante evento da tribo, a Festa da Batata, que marca a mudança da estação chuvosa para a seca e celebra a fertilidade da tribo. Nessa ocasião, também são realizados vários ritos de passagem, inclusive a oficialização de casamentos entre os nativos.

O projeto do filme surgiu a partir de uma demanda da própria tribo, quando os próprios índios convidaram Letícia Sabatella para realizar um registro sobre eles que, naquele momento, perceberam que seria importante documentar a sua cultura, como forma de manter viva as suas raízes. “Estive pela primeira vez na tribo em 2001, quando eu e outros atores fomos levados pelo antropólogo e indigenista Fernando Schiavini, por conta de um laboratório que fizemos para uma montagem teatral. Nessa ocasião, criei um vínculo definitivo com os Khahô. Oito anos depois, surgiu o convite”, conta a atriz. Continue lendo… 'Filme acompanha vida dos Krahô e desvenda mistérios do palhaço sagrado da tribo'»

Anvisa abre consulta pública para banir os agrotóxicos parationa metílicia e forato, prejudiciais à saúde humana

Por racismoambiental, 24/01/2012 15:46

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda – feira (23/1), duas consultas públicas recomendando o banimento dos agrotóxicos parationa metílicia e forato. As recomendações da Anvisa estão baseadas em estudos científicos que relacionam o uso desses agrotóxicos à problemas de saúde.

“Nossa medida pretende reduzir o risco da população exposta a esses produtos, tendo em vista que são extremamente tóxicos e estão sofrendo restrições de uso em diversos países”, afirma o diretor da Agência, Agenor Álvares.

A parationa metílica é um inseticida e acaricida que tem uso autorizado nas culturas do algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo.  “Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”, explica Álvares. Continue lendo… 'Anvisa abre consulta pública para banir os agrotóxicos parationa metílicia e forato, prejudiciais à saúde humana'»

Suzano: “campeã” da moralidade fundiária no Baixo Parnaiba maranhense

Mayron Régis

A Suzano Papel e Celulose, certamente, em suas ações judiciais, quer mandar pro espaço as comunidades agroextrativistas que encontra pela frente como a comunidade de Formiga, município de Anapurus, Baixo Parnaiba maranhense.  Os advogados da empresa exercitam seu arsenal jurídico em ações de reintegração de posse em que os agricultores familiares despontam como seus adversários de “maior peso”. Quanto mais “pesado” o adversário, mais rapidamente a Justiça resolve agir.

Pelas razões da Suzano apresentadas e acolhidas por um juiz interino, os moradores de Formiga se configurariam como verdadeiros bandidos travestidos de agricultores que invadiram 148 hectares. Nem morariam lá, pelo que a Suzano informara.  O juiz acolheu tão bem as razões da Suzano que além de agraciar a empresa com uma liminar condenou a família do senhor Francisco Rodrigues do Nascimento a pagar uma multa diária caso reincidisse em cercar a área. Tudo bem escrito para que a comunidade de Formiga admitisse a derrota e largasse de mão da herança do senhor Francisco.

Bem que a Suzano queria os 148 hectares de mão beijada sem que nenhuma disputa judicial a atarantasse. Continue lendo… 'Suzano: “campeã” da moralidade fundiária no Baixo Parnaiba maranhense'»

François Houtart: “A causa fundamental da crise financeira é a lógica do próprio capitalismo”

Por racismoambiental, 22/01/2012 08:29

O sociólogo belga François Houtart - Foto Roosewelt Pinheiro/ABr

Para o professor François Houtart*, somos confrontados com uma lógica que corre ao longo da história econômica do século passado

Nilton Viana

A crise que vivemos é mais profunda e bastante diferente da que conhecemos nos anos 1929 e 1930, afirma o professor François Houtart. Segundo ele, sua dimensão evidentemente está vinculada ao fenômeno da globalização. Porém, ressalta que a atual crise não é nova. Não é a primeira crise do sistema financeiro e muitos dizem que não será a última. Houtart acredita que o mais importante, e isso é diferente dos anos 1929 e 1930, é essa combinação com vários tipos de crises. E afirma: a causa fundamental da crise financeira é a lógica do próprio capitalismo. “A crise financeira é devida à lógica do capital, que tenta buscar mais lucros para acumular capital, que é, dentro dessa teoria, o motor da economia”.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Houtart fala também sobre as várias facetas desta crise, inclusive a crise alimentar, a qual, segundo ele, faz parte da mesma lógica. “A combinação da crise econômica com a alimentar é algo novo. Porém, são vinculadas”.

Brasil de Fato – O mundo vive hoje uma crise mundial, que tem afetado principalmente os Estados Unidos e a Europa. Como o senhor avalia esse cenário?

François Houtart – Eu penso que, primeiro, se trata de uma crise do sistema econômico capitalista, que é muito similar à crise dos anos de 1929-1930 e também a muitas outras crises cíclicas do sistema capitalista onde há subprodução, subconsumo e eventualmente crises financeiras. Continue lendo… 'François Houtart: “A causa fundamental da crise financeira é a lógica do próprio capitalismo”'»

As impressões digitais das empresas de reflorestamento

Por racismoambiental, 21/01/2012 11:39

Mayron Régis

As impressões digitais das empresas de reflorestamento estão por toda a parte, seja no Baixo Parnaiba maranhense ou por outras regiões do estado do Maranhão. Quando uma empresa quer botar a mão nas terras alheias como faz a Suzano em Bracinho, Urbano Santos, Formiga e Buritizinho, Anapurus, e Pólo Coceira, Santa Quitéria, outra quer tirar as suas digitais das terras alheias e repassá-las para outro ator de menor importância no cenário econômico como faz a Margusa em Capão do Besta, Urbano Santos.

Segundo seus informes publicitários, a Suzano segue a risca toda a legislação do país e prima pela responsabilidade socioambiental nas regiões onde se insere. Portanto, a própria perfeição em forma de gestão empresarial.

No fundo, no fundo, a imagem que se passa é fictícia porque nos interiores do Maranhão tanto a Suzano como a Margusa se valem de expedientes grosseiros e até burlescos como a falsificação de documentos de compra e venda de terras para obterem êxito nos seus intentos, e quando a derrota é inevitável as duas empresas e suas terceirizadas agem com terrorismo e com má-fé contra as comunidades. Acusam-nas de invasoras e pouco produtivas e ateiam fogo em suas áreas de extrativismo.

MA – “Saudações” à Suzano e à Margusa

“Saudações” à Suzano Papel e Celulose e seus funcionários, que atearam fogo na Chapada da comunidade de Bracinho, município de Urbano Santos, e isso bem na vista do irmão Francisco, presidente da associação de Bracinho.

Como a justiça da comarca de Santa Quitéria proibiu a entrada da empresa na área da comunidade, os seus funcionários acham por bem tocar fogo no que não pode ser deles.

“Saudações” à Margusa, que vendeu uma terra devoluta na Chapada de Todos os Santos, municipio de Urbano Santos, para um “gaúcho”, terra esta da qual moradores da região se beneficiam para coletar o bacuri.

Enviada por Mayron Régis.

Suzano e as águas do Maranhão

Por racismoambiental, 18/01/2012 11:50

Wilson Leite*

Todos sabem que o líquido mais precioso do planeta, que garante a sobrevivência da espécie humana, a água, é também um dos principais “insumos” utilizados em grande maioria dos processos industriais. Não se pensa uma indústria que não utilize água no seu processo produtivo.

Ao longo dos anos as áreas do Maranhão foram invadidas por grandes plantações de eucalipto – tem a fama de grande consumidores desse bem -, que tiverem em nossas terras grande produtividade com redução do tempo de desenvolvimento e elevação na sua massa. Cidades como Urbanos Santos e Cidelândia foram as primeiras a receber o plantio dessa árvore, hoje os municípios que tem plantações ultrapassam mais de 50 com ampla expansão.

Em Imperatriz, graças a acordos para isenção e redução de impostos, será instalada uma unidade fabril da empresa SUZANO PAPEL E CELULOSE que pretende produzir celulose tipo exportação aproveitando as condições de logística (hidrovia, ferrovia e BR-010), ambientais (abundancia de águas: riachos e rio Tocantins, terras férteis) para a instalação de uma fábrica que inicia o processo mais poluente da produção de papel, que é o processamento da madeira para a produção da celulose, comparando-se às guserias para a produção do ferro em nível de poluição de ar e água. Continue lendo… 'Suzano e as águas do Maranhão'»

A Vale no Maranhão: ”O lucro é privado, mas o prejuízo é público”. Entrevista especial com Danilo D’Addio Chammas e Dário Bossi

Por racismoambiental, 17/01/2012 10:40

“A Vale continua adotando uma política de dois pesos e duas medidas e uma estratégia de marketing voltada à visibilidade e à imagem (falsa e incompleta) de empresa respeitosa da vida e do meio ambiente”, declaram os entrevistados.

Depois de ser devastada pela exploração ilegal de madeira, a cidade de Açailândia, localizada no interior maranhense, virou refúgio das siderurgias de ferro-gusa e se transformou no “símbolo do desenvolvimento que está ‘puxando’ o Brasil a todo vapor: muita riqueza produzida, mas custos sociais e ambientais elevados”, denunciam o advogado Danilo D’Addio Chammas e o padre Dário Bossi, missionário comboniano.

Críticos à atuação da Vale e das siderúrgicas instaladas ao longo do corredor de Carajás, os entrevistados dizem que as empresas estão gerando impactos socioambientais e interferindo na qualidade do ar, da água e do solo. “Decorrem disso graves doenças pulmonares, alergias de pele, problemas aos olhos”, relatam.

Em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail, eles contam que a instalação da Vale em Açailândia está contribuindo para enriquecer alguns setores, como “a elite político-econômica, os empreendedores locais e também investidores que instalaram empresas ou comércio”. O desenvolvimento local está acontecendo “à custa de muitos bolsões de pobreza, de um ciclo descontrolado de imigração-emigração, ligado aos altos e baixos da oferta de trabalho e às crises nacionais e internacionais”, reiteram. Continue lendo… 'A Vale no Maranhão: ”O lucro é privado, mas o prejuízo é público”. Entrevista especial com Danilo D’Addio Chammas e Dário Bossi'»

Carta do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia

Por racismoambiental, 16/01/2012 12:43

O VII Congresso Brasileiro de Agroecologia, reuniu em Fortaleza-CE 2.624 profissionais do ensino, da pesquisa e da extensão, estudantes, agricultores e agricultoras de todo o Brasil para debater o tema “Ética na Ciência: Agroecologia como Paradigma para o Desenvolvimento Rural”. A definição deste tema para o nosso Congresso partiu da constatação de que as instituições científicas em nosso país vêm sendo cada vez mais utilizadas como instrumento de legitimação de decisões políticas que aprofundam um modelo de desenvolvimento insustentável, que acentua as desigualdades sociais e destrói a base de recursos naturais necessária à Vida.

A forma como os temas dos agrotóxicos e dos organismos geneticamente modificados vêm sendo tratados pelas instituições do Estado atenta contra os mais fundamentais princípios da prática científica. Denunciamos e repudiamos o emprego da Ciência a serviço de interesses privados que atentam contra a Vida. As regras de funcionamento da CTNBio contrariam a biossegurança e o Princípio da Precaução tendo em vista que suas decisões não são tomadas levando em consideração estudos independentes da tutela dos interesses comerciais. O mesmo se aplica à liberação de agrotóxicos proibidos em outros países com base em fundamentação científica, mas que permanecem sendo utilizados com a autorização e incentivo do Estado brasileiro.

Afirmamos que o princípio Ético de defesa da Vida e do meio ambiente deve pautar a ação do Estado e de suas instituições e isso só se concretizará a partir do reconhecimento oficial e da internalização do paradigma agroecológico nas políticas públicas. Continue lendo… 'Carta do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia'»

“Extra: Trabalhadores da Suzano ateiam fogo em plantação”

Por racismoambiental, 15/01/2012 11:36

Informações ainda não confirmadas de Urbano Santos-MA dão conta de uma manifestação dos trabalhadores da Suzano Papel e Celulose e terceirizados que protestaram contra o atraso no pagamento que se perdura por volta de três meses. Na ação, os trabalhadores colocaram fogo na plantação de eucalipto – que toma grande parte do território do Município – e fizeram piquete na frente da entrada da empresa.

Após vários anos de exploração – há mais de 30 anos – pela empresa da mão de obra e das terras, cresce o sentimento de indignação nos moradores da cidade, que apesar de terem elevado a economia da cidade com a chegada da empresa sentem-se lesados com a estagnação – sem perspectiva. Essa sensação aumentou com o anúncio da empresa de instalar a FÁBRICA DE PELLETS no estado vizinho do Piauí.

http://blogwilsonleite.blogspot.com. Enviada por Mayron Régis.

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.