[EcoDebate] Não há um único jeito de deter o agronegócio. Tira-se essa conclusão a partir dos vários embates que a sociedade civil organizada e as comunidades tradicionais do Baixo Parnaiba maranhense protagonizaram entre o mês de julho de 2009 e o mês de julho de 2010. Ao mesmo tempo em que essa conclusão oferece várias possibilidades de crescimento para as organizações que participam do Programa Territórios Livres do Baixo Parnaiba em suas lutas ela também permite que se reavalie o caminho percorrido.
O Fórum Carajás executa vários pequenos projetos nos municípios de Mata Roma, Urbano Santos e Santa Quitéria. Os projetos são executados em parceria com a Aprema, a Associação do povoado de São Raimundo e a Associação de Parteiras de Urbano Santos e o CEDEPROC. Os projetos em questão se enquadram dentro de um dos programas do Fórum Carajás: A expansão da Fronteira agrícola. Desde 2007, a entidade recolhe dados sobre os impactos das monoculturas nas áreas de Cerrado e de transição com outros biomas. Fugindo muito da imagem de um bioma pobre, as informações obtidas revelam uma biodiversidade ainda desconhecida para a maior parte da sociedade. Continue lendo… 'O acabado e o inacabado no Baixo Parnaíba Maranhense, artigo de Mayron Régis'»

[EcoDebate] No dia 13 de setembro de 1987, 23 anos atrás, aconteceu um dos maiores acidentes radioativos do mundo, no centro do Brasil, em Goiania. Um velho aparelho de radioterapia com 19 gramas de um elemento altamente radioativo dentro, o Césio 137, virou uma “bomba” atômica – por causa da ignorância dos responsáveis e da falta de educação sobre os riscos da radioatividade em geral.
Até hoje, a maioria das vítimas deste “Chernobyl do Brasil” ainda não foi indenizada nem reconhecida pelas autoridades. Este acidente é uma demonstração clara da importância de informação e educação do povo e de todos os funcionários de hospitais, militares e trabalhadores da construção civil sobre energia nuclear e sobre os grandes riscos da radioatividade. Veja a entrevista de Odesson Alves Ferreira, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137 (AVCésio), realizada por Márcia Gomes de Oliveira e Norbert Suchanek, para o Portal EcoDebate: Continue lendo… 'Vítimas do Césio 137: a luta dos radioacidentados'»
A Carteira Indígena vai disponibilizar R$ 1 milhão para projetos voltados às mulheres indígenas. O objetivo é fortalecer o protagonismo das mulheres indígenas, promover a segurança alimentar e nutricional, além de incentivar a gestão territorial e ambiental de suas terras.
Esta é a primeira chamada pública da Carteira Indígena direcionada às mulheres. Os projetos devem atender atividades econômicas sustentáveis e fortalecimento de práticas e conhecimentos tradicionais para o sustento dos povos indígenas. O fortalecimento das organizações de mulheres e a gestão ambiental e territorial das terras indígenas também são contemplados pela chamada.
Continue lendo… 'Carteira Indígena investe R$ 1 milhão em projetos para mulheres'»
Segundo estudo, associação ocorre porque alterações no meio ambiente interferem na disponibilidade de peixes que é uma das principais fontes de alimento desse grupo.
AGÊNCIA NOTISA – O peixe é frequentemente a principal fonte de proteína para populações ribeirinhas da Amazônia. Entretanto, mudanças sazonais interferem na disponibilidade deste alimento. Sabendo disso, Olaf Malm, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e colegas investigaram como as mudanças sazonais (águas alta e baixa) e mudanças interanuais se associam às concentrações de mercúrio total e metilmercúrio em mulheres e crianças que vivem à margem do rio Tapajós. Os resultados da pesquisa ainda serão publicados na Environmental research.
Os autores contam no artigo que avaliaram a exposição retrospectiva aos metais através de amostras dos cabelos de 32 mães e de seus 51 filhos. Os segmentos de cabelo utilizados permitiram análise representativa de dois anos. Segundo os pesquisadores, as participantes relataram elevado consumo de peixe, de 4 a 14 vezes por semana. Continue lendo… 'Concentração de mercúrio varia em população ribeirinha de acordo com mudanças sazonais'»
O país mantém o ritmo de crescimento econômico e evolui nos principais indicadores sociais, mas persistem desigualdades sociais e regionais. Apesar de melhorias importantes em alguns indicadores ambientais, ainda há um longo caminho a percorrer para a superação da degradação de ecossistemas, da perda de biodiversidade e da melhora significativa da qualidade ambiental nos centros urbanos. Em linhas gerais, é esse o diagnóstico dado ao Brasil pelos 55 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010), produzidos ou reunidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dando continuidade à série iniciada em 2002 (com edições também em 2004 e 2008), a publicação tem o objetivo de, ao entrelaçar as dimensões ambiental, social, econômica e institucional, mostrar em que ponto o Brasil está e para onde sua trajetória aponta no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável. A quarta edição do IDS revela, assim, ganhos importantes, mas indica que ainda há uma longa estrada pela frente para o Brasil atingir o ideal previsto em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland): um desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. Veja a seguir alguns dos destaques do IDS 2010.
Continue lendo… 'IDS 2010: país evolui em indicadores de sustentabilidade, mas ainda há desigualdades socioeconômicas e impactos ao meio ambiente'»


Foto: Ibama
O governo gasta R$ 30 milhões para combater o fogo dentro e fora das unidades de conservação. Agricultores e pecuaristas estão perdendo o controle das queimadas, que atingem parques e reservas biológicas comprometendo a biodiversidade
Continue lendo… 'MMA divulga que mais da metade dos incêndios no país é em área privada'»

Por Clarise Sánchez
El viernes 27 y sábado 28 se realizó el primer Encuentro Nacional de Médicos de Pueblos Fumigados en el Pabellón Argentina de la Universidad Nacional de Córdoba (UNC). En la actividad expusieron profesionales de la salud sobre las enfermedades ocasionadas por el uso de agro-tóxicos, especialmente, el glifosato.
Los disertantes analizaron científica y socialmente los problemas de salud que acarrea la utilización indebida de insecticidas. Entre ellos, expusieron médicos de la provincia de Santa Fe, Chaco, Misiones y Córdoba.
Además, hubo una breve pero importante intervención de una de las madres de barrio Ituzaingó Anexo, quién dijo que hace más de diez años están luchando contra la contaminación. Después de relatar la difícil aceptación de los médicos sobre la existencia de agroquímicos en las personas, expresó que “no hay vuelta atrás, muchos de nosotros hemos perdido gente”.
Continue lendo… 'Cuando los médicos se pusieron del lado de los pueblos fumigados'»
A cada ano, mais de um milhão de ovos de tartarugas da Amazônia não chegam a dar filhotes nem servem de alimento humano no Tabuleiro do Embaubal, um conjunto de praias no trecho final do Rio Xingu, no Brasil. Milhares de tartarugas põem 1,8 milhão de ovos por ano em Embaubal, na Amazônia oriental. Contudo, cerca de 70% deles acabam destruídos pela cheia do rio ou pelas próprias fêmeas, que escavam a areia onde já há ovos de posturas anteriores, explica o biólogo Juarez Pezzuti, pesquisador de quelônios e ecologia amazônica.
A reportagem é de Mario Osava e publicada pela Agência Envolverde, 30-08-2010.
A rigidez da lei que proíbe a caça desde 1967 e de outra que estabelece punições aos crimes ambientais, de 1998, impede que seja aproveitada de maneira sustentável a fauna silvestre, desperdiçando uma imensa riqueza do país, afirmou Juarez. Além do mais, essas leis colocam na ilegalidade milhares de habitantes da Amazônia que dependem da caça e da pesca para se alimentar, acrescentou.
Continue lendo… 'Amazônia: lei ou burocracia?'»
O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC) denunciou à Justiça Federal o pecuarista A.S.R., proprietário da fazenda Bom Futuro, em Rio Branco, por ter, em sua fazenda, mantido em condição análoga à escravidão o trabalhador Eliseu Xavier dos Reis, no mês de julho de 2009.
Pelo descrito na denúncia, assinada pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, o trabalhador teria sido aliciado pelo pecuarista na cidade de Goiânia (GO), tendo recebido promessas de emprego em boas condições de trabalho para cuidar da fazenda de gado. Ao chegar na fazenda o trabalhador verificou que as condições de trabalho eram péssimas, com jornada de trabalho de 7h da manhã às 7h da noite, intervalo de 30 minutos para se alimentar e sem descanso em fim de semana ou feriado.
Continue lendo… 'MPF/AC denuncia pecuarista por prática de trabalho escravo'»
Durante quatro meses, trabalhadores da na Fazenda Boa Esperança, no município de Bom Jardim (MA), não receberam salários de forma regular e ainda foram impedidos de deixar o local por causa de “dívidas” com o “gato”
Bianca Pyl
O grupo móvel de fiscalização libertou 22 trabalhadores que eram submetidos a condições análogas à escravidão na Fazenda Boa Esperança, na zona rural de Bom Jardim (MA). A operação, que contou com a pariticpação de integrantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF), ocorreu em 13 de agosto.
O gerente da fazenda contratou um “gato” (aliciador de mão de obra) que reuniu o coletivo de pessoas, há cerca de quatro meses, para fazer o serviço conhecido como “roço de juquira” – que é a “limpeza” do terreno para formação de pastagem com vistas à criação extensiva de gado bovino.
Continue lendo… 'Fazenda de pecuária é flagrada com 22 submetidos à escravidão'»

Arte de Hélio Rôla
Plínio Bortolotti
Completaram-se quatro meses da morte de José Maria Filho, agricultor de Limoeiro do Norte. Abatido com 19 tiros, ao que tudo indica por matadores de aluguel, o seu assassinato não foi apenas uma brutalidade por si só, sugere também um aviso.
Zé Maria era personagem ativo na luta contra o uso intensivo e extensivo de agrotóxicos – pulverizado por aviões – na cultura de frutas nos perímetros irrigados da região. Participava também do movimento de agricultores desapropriados para a instalação desses projetos – Chapada do Apodi e Tabuleiro de Russas.
De acordo com estudos da médica Raquel Rigotto, professora da UFC, são despejados mais de 70 mil litros de agrotóxico a cada pulverização, atingindo localidades habitadas por mais de oito mil pessoas. Segundo a médica, são sete tipos de veneno que contaminam as pessoas diretamente, o solo e o lençol freático, poluindo a água consumida nessas comunidades (O POVO, 20/8). Continue lendo… 'Ceará – Chapada do Apodi, Tabuleiro de Russas: “Desenvolvimento a que preço?”'»

Foto: Mina de Urânio em Namíbia, foto do filme “Uranium Thirst” de Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira
[EcoDebate] A organização Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear, IPPNW, exigiu que a mineração de urânio seja proibida mundialmente. Na véspera do Congresso “Mineração de Urânio, Saúde e Povos Indígenas”, que vai começar dia 26 de agosto na Suiça, Frank Uhe, Chefe da IPPNW na Alemanha falou: “Nós não podemos esquecer que a mineração e a concentração de urânio sempre está conectada com perigos graves para a saúde e o meio ambiente.”
A indústria nuclear é uma indústria suja desde o seu começo. Trabalhadores nas minas e as populações locais podem adoecer com câncer, especialmente leucemia, câncer de estômago, câncer do fígado, câncer do intestino, câncer do rim e câncer de pele. Em risco estão também os recursos hídricos. Por exemplo, no norte da Austrália. Lá cada dia 100.000 litros de água contaminada com elementos radioativos e tóxicos da mina de Urânio Ranger Mine está infiltrando no meio ambiente. No mundo, 75 porcento das populações afetadas pelas minas de urânio radioativas são povos indígenas. Por isso, o IPPNW e outros organizadores do congresso como o “Nuclear Free Future Award” e “AG Uranium Network” falam: “Deixe o urânio intocado no chão!” Continue lendo… 'Mineração de Urânio precisa ser proibida, artigo de Norbert Suchanek'»
Marcos Sá Corrêa – O Estado de S.Paulo
Quem está perdendo a eleição presidencial é Serra Grande. Não confundir com outro Serra, o “Zé”. Serra Grande é um remoto povoado no litoral baiano. Mal passa dos 3 mil habitantes. E não tem um segundo de horário eleitoral gratuito.
Por isso mesmo, é um exemplo eloquente de que a campanha vai mal, desde que a entrada triunfal dos marqueteiros na disputa transformou o que parecia uma onda de nacional de bem-estar passageiro em conformismo a perder de vista.
Continue lendo… 'O futuro, vítima da eleição'»