Professores protestavam contra a municipalização do ensino e reivindicam melhoras na educação indígena
Na noite desta quarta (17), foi encerrada a ocupação da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco que, desde segunda-feira (15) contava com mais de mil pessoas. Eles estão se posicionando contra a municipalização do ensino, reivindicando melhoras na educação indígena e maior valorização das professoras e professores indígenas.
Os manifestantes não cederam na primeira reunião, que ocorreu na terça-feira (16) com o secretário de Educação, Frederico da Costa Amancio, o secretário da Casa Civil, Antonio Carlos Figueira, e o secretário de Desenvolvimento do Estado, Thiago Norões.
Eles exigiam um acordo com o governador do Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que, após pressão, recebeu a Comissão de Professores e Professoras Indígenas de Pernambuco (Copipe) e representantes de 11 etnias nesta quarta-feira (18).
As deliberações da reunião incluíram a não municipalização da Educação Escolar Indígena (EEI), o envio do projeto de Lei que cria a categoria de professor indígena para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e o apoio do governador nestes processos.
Também foi feita a promessa de que haverá uma nova estrutura de pactuação entre o governo do Estado e os indígenas dentro da Secretaria de Desenvolvimento, que permita maior participação desses povos.
Os compromissos assumidos pelo governo do Estado serão repassados para a comunidade em uma reunião da Copipe, marcada para os dias 30 e 31 de agosto, no território do povo Xucuru do Ourorubá, no município de Pesqueira (PE).
*Com informações do Cimi.
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Imagem: Professoras, professores e representantes de 11 povos indígenas ocupam a Secretaria Estadual de Pernambuco contra municipalização do ensino / Reprodução/Cimi