Operação barbárie

Nosso vídeo mostra a agonia e o sofrimento de moradores e usuários com a megaoperação policial na região da Cracolândia

por José Cícero da Silva e Sofia Amaral, da Agência Pública

No início da manhã de domingo, 21/5, enquanto poucos gatos pingados resistiam à chuva constante nos palcos da Virada Cultural no centro, uma grande movimentação policial começou próxima dali, mais precisamente no quadrilátero formado pelas ruas Helvétia, Barão de Piracicaba, Dino Bueno e Largo Coração de Jesus – a já tão conhecida pelos paulistanos Cracolândia. Era o início da megaoperação que contou com forças diversas da polícia civil, incluindo atiradores de elite, que transformaram a região em um cenário quase de guerra, como se pode ver nas imagens cedidas à Pública por Caio Castor.

Após a dispersão de todas as pessoas que se encontravam no local – usuários de crack, sem-teto, moradores, militantes dos direitos humanos –, vieram escavadeiras e caminhões de limpeza, que recolheram pertences, roupas, documentos e todo tipo de objeto encontrado no local. Imóveis foram imediatamente lacrados e alguns chegaram a ser demolidos. Em entrevista realizada logo após o término da operação, o prefeito João Dória afirmou: “A Cracolândia aqui acabou, não vai voltar mais. A partir de hoje, isso é passado.”.

A reportagem da Pública acompanhou os desdobramentos nos dias que se seguiram à invasão policial. Encontramos moradores e trabalhadores assustados – especialmente pela falta de informações –, comércios sendo lacrados sem notificação prévia e obras sendo feitas a toque de caixa, a ponto de na terça-feira, 23/5, ser iniciada a demolição de um imóvel privado com cerca de 30 moradores, que deixou três pessoas feridas, como é possível ver no vídeo. O secretário municipal de Serviços e Obras, Marcos Penido, negou erro da prefeitura e afirmou que “as pessoas poderiam ter avisado”, que o imóvel tinha moradores. A coletiva de imprensa com o prefeito João Doria, que seria realizada no local na mesma tarde, foi cancelada.

Na quarta-feira, 24/5,  liminar obtida pela Defensoria Pública na Justiça de São Paulo impediu as remoções dos moradores e comerciantes sem cadastro e notificação prévias – nada além do que já é previsto na lei, como admitido pela própria prefeitura. Na mesma quarta-feira, a gestão municipal entrou com pedido de autorização judicial para agilizar as internações compulsórias de usuários de crack. O promotor do Ministério Público, Arthur Pinto, classificou o pedido de “esdrúxulo” e afirmou que a prefeitura pretende promover uma “caçada humana sem paralelo na história”.  Na mesma noite, militantes de movimentos sociais ocuparam a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. A então secretária, Patrícia Bezerra, pediu afastamento do cargo.

Até o fechamento desta reportagem, a secretaria permanecia ocupada pelos militantes, que exigem uma reunião pública com o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, e detalhes dos planos do governo do estado e da prefeitura em relação ao projeto “Redenção”, programa anunciado pela prefeitura para substituir o programa “De Braços Abertos”, implantado pela gestão anterior, com foco em redução de danos.

Longe dos tribunais e dos prédios dos órgãos públicos, os moradores da região da Cracolândia permanecem aterrorizados e ainda sem informações oficiais sobre os planos da prefeitura para a região. Muitos usuários de crack voltaram a se concentrar, formando um novo “fluxo” na praça Princesa Isabel, a poucos quarteirões de distância do local original, mas com a diferença que agora os serviços de saúde e assistência social se encontram confusos e desorganizados, também prejudicados pela falta de informações sobre o novo projeto da prefeitura para o atendimento dessa população.

Em conversa informal com esses trabalhadores, todos afirmaram que o trabalho foi seriamente prejudicado pela invasão policial, que vínculos construídos com dificuldade foram interrompidos, e que boa parte do trabalho construído com os usuários de crack nos últimos anos volta agora à estaca zero. Também foi recorrente o relato sobre a dificuldade que encontram em trabalhar com tantas dúvidas e pouquíssimas informações sobre o futuro do atendimento no local. Os trabalhadores não são autorizados a gravar entrevista sem autorização prévia das secretarias. Todos os pedidos de entrevista foram negados a reportagem.

Os moradores do imóvel parcialmente demolido no dia 23 permanecem no local.

Imagem: PM usa bombas de gás e balas de borracha contra usuários de droga. Foto: Folhapress.

Comments (4)

  1. A IGNORÂNCIA DO HOMEM

    Estamos aqui, respirando, pensando, existindo. Nasce o sol, vem a noite, o frio, o calor, desfrutamos, sofremos e passamos por tantas coisas…
    Mas, o que é isso que denominamos vida? Isso que denominamos morte? Por que estamos aqui? Onde estávamos? E, para onde vamos? Podemos ir-nos quando quisermos? Podemos pedir para vir ou para ir? A quem? Temos como ou a quem nos queixar se estivermos aqui contra nossa vontade ou sofrendo?
    Tudo é um tremendo mistério. Nossa ignorância sobre isso é total. Como viemos a isto que chamamos de existência? O que é isso a que damos o nome de ‘eu’? O que sou eu? Haverá alguma razão para tudo isso? Fomos criados por uma inteligência superior? Como o universo surgiu um dia? De um ‘big bang’, explica a ciência de hoje. Mas, o que deu origem ao ‘big bang’? Uma singularidade, um ponto infinitamente pequeno no qual estariam concentradas todas as possibilidades. E desse ponto surgiu uma força dotada de tanto poder que, bilhões de anos após seu advento, ainda está em expansão, movendo um sem número de sóis, estrelas e galáxias?! Será que, vamos compreender algum dia? Haverá um plano, um objetivo a ser atingido? Ou eventos, fenômenos, tudo está fluindo aleatoriamente, sem qualquer finalidade? Quantas interrogações que ninguém sabe responder!
    Nós não sabemos nada! Nossa mente não é sequer capaz de imaginar um universo ou qualquer coisa que seja infinita; ou mesmo de imaginar um universo finito; ou algo eterno, isto é, que não teve começo e que não terá fim no tempo.
    Homens sábios deixaram recomendações sobre como proceder para encontrar essas respostas. Mas, seus ensinamentos chegaram até nós de modo a não deixar dúvidas? Sabemos que não! É provável que aqueles que interpretaram suas palavras o fizeram de forma imperfeita. Senão, como explicar a existência de teorias, crenças e suposições tão diferentes? Pontos de vista tão conflitantes que têm provocado até guerras? Qual o significado de tudo isso que está aí, à nossa frente, em torno de nós, isso que dizemos ser nosso mundo, nossa vida?
    E por que alguns possuem essa enorme vontade de encontrar respostas a essas questões? Porque essas perguntas, que ninguém sabe responder, perturbam tanto alguns e não outros?
    É verdade que quando tudo está transcorrendo sem qualquer problema, ou quando tudo está muito mal, o homem nem reflita acerca desses assuntos. Para quê, se tudo vai bem? E se tudo vai mal, haverá tranqüilidade para procurar os porquês de tudo isso?
    O fato é que estamos aqui, e aqui, presos. Se observarmos o que ocorre em torno e dentro de nós, vamos perceber que a vida traz para a maioria, se não para todos, muito mais desgostos, e sofrimentos, do que alegrias. Todos estamos cansados de saber que é assim. Os fatos estão aí, à nossa volta, nas conversas de todos, em toda a historia do ser humano, nos noticiários, em nossa própria família, em nós mesmos.
    Tragédias trazidas pelas forças da natureza ou pelas ações dos homens, doenças e epidemias, violências e guerras, discórdias e incompreensões, ignorância, perdas, dores morais ou físicas, inveja, preocupações, ansiedade, medo, ambição, cobiça, miséria, fome, injustiça, dúvidas, desejos de toda espécie que não se concretizam e muito mais. Talvez, só não perceba que é assim aquele que ainda não chegou à idade da reflexão, de observar aquilo que está acontecendo em torno e dentro dele mesmo; ou aquele que está fechado no que diz respeito apenas ao seu próprio ego.Mas, mais dia, menos dia, o sofrimento chega para todos. A perda de um ser querido, a dor, a doença, a falência, a demissão, o amor não correspondido; o medo de não conseguir o que desejamos e, se o conseguimos, o medo de perdê-lo; a luta pela subsistência, o receio de não darmos conta de nossas obrigações, o fracasso, a cruel competição entre todos, a violência, a traição, a luta para conservar a saúde, a juventude, a beleza, o que amamos, o que conseguimos a duras penas, as injustiças e tantas coisas mais.
    Os momentos de alegria e tranqüilidade, comparados a isso, são tão poucos!
    É provável que, desde sempre, o homem tenha procurado explicações para essas coisas que o acometiam e que o perturbavam. No início, deve ter-lhe nascido o medo daqueles fenômenos e coisas que não compreendia, mas que o inquietavam: o escuro e estranho firmamento repleto de pontos luminosos, o sol aquecendo e espantando a escuridão da noite cheia de medo e de predadores, o frio e o calor, a fúria das tempestades, terremotos, vulcões, inundações; fome, doenças, dores, etc.
    Primeiro, deve ter sentido medo; depois, deve ter mostrado respeito, chegando a reverenciar aquilo que desconhecia, mas que era tão poderoso.
    A imaginação, as crenças sem fundamento devem tê-lo perturbado por muito tempo. Tentou agradar e chegou até a … CONTINUA …
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  2. AMOR AUTÊNTICO

    VIVA JESUS!

    Boa-tarde! queridos irmãos.

    Reconheçamos com lealdade a nobreza dos princípios morais apresentados por Jesus de Nazaré à humanidade, fazendo-se portador da mensagem viva do Evangelho. Seus ensinos e orientações significam lúcida orientação de vida para que nos libertemos das ilusões mundanas e das graves quedas nos precipícios de nossas imperfeições morais.

    Luz do mundo e modelo exato para a felicidade real da moralidade, sua presença e grandeza significam – além de conforto moral próprio – roteiro de alegrias e perene felicidade diante dos desafios da vida humana e complexos desafios evolutivos.

    Sua bondade, por outro lado, expressa em autêntico amor aos irmãos menores que somos todos nós, indica o compromisso assumido de nos conduzir, chegando ao extremo de entregar-se ao sacrifício para nos ensinar o amor e o perdão, em gesto aparentemente mínimo que se transformou em roteiro celeste para a renúncia e a humildade que nos liberta de vícios e constrói o real caminho da felicidade moral que podemos alcançar.

    Construtor do planeta, modelo e guia para a humanidade, Jesus foi capaz de dividir a história em antes e depois dele. Não é Deus, mas um irmão mais velho, criado antes e já habitante do estágio de perfeição – ainda que relativa diante de Deus –, sua experiência e maturidade constituem a única opção para uma vida melhor.
    Seus ensinos, por meio das parábolas e bem-aventuranças e mesmo nas curas efetuadas – normais para o conhecimento que detém e não milagres – ou nas orientações aos discípulos, apóstolos e seguidores, significam sabedoria proveniente da experiência e maturidade acumuladas, mas sem dispensar bondade e imenso amor capaz de contagiar intensamente todos aqueles que se deixam tocar pela energia que fluem de suas palavras, de sua presença pessoal ou de sua autoridade moral inquestionável.

    No Natal, esse ar diferente, esse clima de entusiasmo – apesar dos apelos comerciais próprios da época – são resultantes da presença marcante de Jesus em favor da Humanidade, de maneira mais intensa evocado em dezembro pela humanidade cristã do planeta.

    Deixemo-nos também contagiar pelo entusiasmo, pela alegria de viver, pela gratidão a essa incomparável personalidade que nos pede humildade, renúncia, bondade e postura de perdão diante dos ferimentos físicos ou morais recebidos. Sua sabedoria sabe que quando perdoamos nos libertamos das prisões que nós mesmos criamos com nossa rebeldia ou condicionamentos vários que vamos alimentando ao longo dos relacionamentos conflituosos.

    Por gratidão à sua divina presença, ao seu imenso amor, à sua incontestável e patente realidade de sua bondade e amor para conosco, deixemos que, mais que as luzes externas das fachadas comerciais ou residenciais, se transformem em luzes interiores as luzes da solidariedade, da humildade, da disposição de servir, da alegria de viver, da gratidão, virtudes capazes e potentes para transformar o sofrido cenário da atualidade num ambiente de paz e harmonia, a partir dos lares que se refletem na sociedade.

    Por isso, toda vez que comemoramos o Natal, nosso coração pulsa para dizer: Obrigado, Senhor Jesus! – como fizemos no último Natal e em todos que virão, com votos de que a paz e a harmonia jamais faltem nos lares de nossos leitores e amigos.

    Orson Peter Carrara

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  3. HOMEM, SER HUMANO POUCO HUMANIZADO

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    Para que possamos discorrer sobre esse assunto é necessário que se entenda que o Fanatismo religioso é uma forma de fanatismo caracterizada pela devoção incondicional, exaltada e completamente isenta de espírito crítico; enfocamos que não estamos aqui direcionando esse texto para essa ou aquela religião, e sim pela crença deturbada e exagerada de fieis a determinadas religiões.

    Destacamos que religião seria uma maneira para nos religarmos com o Criador de quem, no passado, nos desligamos quando Adão e Eva, e, após sua expulsão do Paraíso transmitiram para toda a sua descendência a carga de sua falta.

    Todavia, o fanatismo em crenças sempre causou embate desde a pré-história, onde nessa época foi denominada “Religião pré-histórica”[1]; pesquisadores convergem que possivelmente as primeiras religiões foram elaboradas pelos politeístas[2] mais especificamente o paganismo , com os adoradores de Semíramis[3], Ninrode[4] e Tamuz[5].

    Já nessa época havia as conquistas, e a ação mais comum era a de destruir os totens, locais de cultos, símbolos de crenças ; tais religiões, a princípio, eram compostas de deuses cruéis.
    Desde sempre o Homem, usando de influencia politica e da fé irracional, impõem sua crueldade defendendo a bandeira de sua crença, assim foi a trama e morte de Jesus elaborada pelos Fariseus e Saduceus, ou com as “Cruzadas”[6], que tiveram oito inserções que decorreram a partir de 1096 até 1270, também houve a “Guerra dos 30 anos” (1618-1648)[7], a “Reforma Protestante” que teve seu início do século XVI que deflagrou a sangrenta “Noite de são Bartolomeu”[8] em 1572, que possivelmente chegou a 70.000 vitimas conforme Maximilien de Béthune, duque de Sully.

    Essas guerras são habilmente explanadas em “O livro dos Espíritos” , onde dentro do Capitulo VI (lei de Destruição) da 3 Parte ( a que disserta Leis Morais) Itens 671 e 742 a 745.

    Destacamos:

    1) O fanatismo e a motivação religiosa das guerras representam a ligação entre espíritos encarnados e desencarnados , sendo esses últimos impelem àqueles ao conflito; não prosperam pois as justificativas fundadas em Deus ou em sua palavra para o cometimento de violências . (671)

    2) São decorrentes da predominância animal sobre espiritual e do transbordamento de paixões.( 742)

    3) Servem para a liberdade e progresso sociais mesmo que presente, temporariamente escravidão. (744/745) Sempre que eclode uma nova guerra, percebe-se a presença do mal, não como “entidade “ ou força espiritual independente, mas como exacerbação e a exteriorização de sentimentos peculiares ao homem ainda bastante animalizado, e com vícios e tendências inferiores.

    Sob esse prisma entendemos os ataques de “terroristas Islâmicos”[9], onde os três itens acima descritos dão completa compreensão da selvageria e intentos dos terroristas.

    Nos dias de hoje, embates devido ao fanatismo religioso ocorrem em diversas regiões do mundo, podemos citar exemplos como: os Xiitas X Sunitas, os Judeus X Mulçumanos, Muçulmanos e não muçulmanos, Budistas e Mulçumanos, e etc.

    Existem também dentro do contexto de fanatismo religioso seitas que incentivam a morte de seus fiéis, sob essa abordagem destacamos o “Massacre de Jonestown” onde em 1978 o reverendo Jim Jones[10] liderando a seita Templo dos Povos levou mais de 900 pessoas a cometerem suicídio coletivo.
    Alguns anos depois, o professor de música Marshall Applewhite (1931/1997), líder da seita Porta do Paraíso, deixou registrados em vídeo os detalhes da estranha viagem que ele e mais 38 membros da seita fariam em 1997. Quando a fita chegou às mãos de seu destinatário, um ex-participante da seita, já era tarde. No dia 26 de março, a polícia invadiu a rica mansão dos fanáticos, em San Diego, Califórnia, e viu os corpos já em estado de putrefação. Segundo a mensagem, todos tinham partido para uma nave espacial próxima ao cometa Hale-Bopp[11], visível aos terráqueos somente a cada 4.200 anos.

    Em 1999, Joseph Kibwetere, fundador do Movimento para Restauração dos Dez Mandamentos, conseguiu convencer os fieis da seita de que o fim do mundo estava próximo e reuniu os adeptos na igreja. Após horas trancados dentro da capela se deixaram queimar, ou foram queimados, em um incêndio proposital… Morreram mais de quinhentas pessoas.

    Essas insanidades embasadas por uma fé pouco racional, são a causa de tanto desiquilíbrio em nosso planeta. Encontramos no ESE[ii] uma frase que define essa ideia:

    “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”[12]

    Emmanuel através de Chico Xavier na obra “O Consolador”[iii] nos ensina :

    “Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade. Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer eu creio, mas afirmar eu sei, com todos os valores da razão, tocados pela luz do sentimento.”[13]
    [1] Religião pré-histórica: período histórico que antecede a invenção da escrita, evento que marca o começo dos tempos históricos registrados, e que ocorreu aproximadamente em 4.000 a.C..

    Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não haja documentos escritos.

    [2] Politeísmo: crença em vários deuses.

    [3] SEMÍRAMIS foi uma rainha mitológica que segundo as lendas gregas e lendas persas reinou sobre a Pérsia, Assíria, Armênia, Arábia, Egito e toda a Ásia, durante mais de 42 anos, foi fundadora da Babilônia e de seus jardins suspensos. Subiu ao céu transformada em pomba, após entregar a coroa ao seu filho, Tamuz.

    [4] NIMROD (também grafado Ninrode ou Nemrod) é um personagem bíblico descrito como o primeiro poderoso na terra (Génesis 10:8; 1 Crónicas 1:10). Filho de Cush, que era filho de Cam, que era filho de Noé.

    [5] TAMUZ ou DUMUZI era uma antiga divindade suméria. era um deus dos sumérios conhecido como Dumuzi e pelos egípcios como Osíris. Tamuz tinha como companheira Asterote, a rainha do céu –

    [6] CRUZADAS foram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperarem a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa, que durou do século XI ao XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos seljúcidas sobre esta região considerada sagrada para os cristãos.

    [7] Guerra dos 30 anos denominação genérica de uma série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si a partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados: rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais.

    [8] Noite de São Bartolomeu, foi um episódio da historia da França na repressão aos protestantes na França pelos reis franceses, que eram católicos.

    [9] Terrorismo islâmico : também conhecido como terrorismo islamita ou terrorismo jihadista, é uma forma de terrorismo religioso cometida por extremistas islâmicos com o propósito de atingir variadas metas políticas e/ou religiosas.
    [10] James Warren “Jim” Jones (1931-1978) líder de seita estadunidense e fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple).

    [11] Hale-Bopp, ou C/1995 O1, foi um dos maiores cometas observados no século XX. Pôde ser contemplado a olho nu durante 18 meses.

    [12] O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 9, item 7.

    [13] O Consolador, perg. 354.

    KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. Ed. FEB. Rio de Janeiro. 2002

    [ii] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo Espiritismo. Tradução de J. Herculano Pires. Ed. Lake. São Paulo 2003.

    [iii] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ed. FEB. Rio de Janeiro. 2000

    Marcos Paterra

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  4. DOMESTICAÇÃO DOS INSTINTOS AGRESSIVOS

    VIVA JESUS!

    Bom-dia! queridos irmãos.

    À medida que o ego se faz consciente dos valores ínsitos no
    Self, torna-se factível uma programação saudável para o comportamento Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. –
    Allan Kardec[1]

    Estudando a história dos povos, não ficará difícil concluir que a gênese dos instintos agressivos – à solta nos dias atuais – se mescla à gênese do próprio homem, portanto, perde-se na noite dos tempos!… Na frase em epígrafe, observemos que Kardec usou o verbo “domar”. E ele estava, (como sempre!), coberto de razão, porque para revertermos os instintos agressivos em “atitudes educadas”, há que se empregar ingentes esforços de autodomesticação. E caso não venhamos a tomar a iniciativa por nós mesmos, os mecanismos divinos passarão a agir tal como ensina Lázaro ao nos admoestar[2]:“(…) ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Pois nós, que somos os guias da humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora”.
    A psicoterapia ante os instintos agressivos

    Joanna de Ângelis[3] leva-nos a uma viagem às abissais e ignotas profundezas do “Self”, onde estão firmemente implantadas as raízes dos instintos agressivos, mostrando-nos como extirpá-los.

    Segundo a nobre Mentora, “uma psicoterapia eficiente libera o paciente não só dos conflitos, mas também das paixões primitivas, que passam a ser direcionadas com equilíbrio, trans¬formando os impulsos inferiores em emoções de harmonia. As imagens arquetípicas que emergem do in¬consciente pessoal, heranças algumas dos instintos agressivos que predominam em a natureza humana, resultantes do processo antropossociopsicológico, tornam-se diluídas pela razão, em um trabalho de conscientização das suas inclinações más e imediata superação, conforme acentua Allan Kardec, o ínclito Codificador do Espiritismo.

    Essas inclinações más ou tendências para atitudes primitivas, rebeldes, perturbadoras do equilíbrio emocional e moral, são heranças e atavismos insculpidos no Self, em razão da larga trajetória evolutiva, em cujo curso experienciou o primarismo das formas ancestrais, mais instinto que razão, caracterizadas pelos impulsos automáticos do que pela lógica do discernimento. Impregnando o ego com a sua carga de paixões asselvajadas, necessitam ser trabalhadas com afinco, a fim de que abandonem os alicerces do inconsciente, no qual se encontram, e possam ser dissolvidas, substituídas pelos mecanismos dos sentimentos de amor, de compaixão, de solidariedade…

    À medida que o ego se faz consciente dos valores ínsitos no Self, torna-se factível uma programação saudável para o comportamento, trabalhando cada dificuldade, todo desafio, mediante a reconciliação com a sua realidade eterna. Os fenômenos que parecem obstar o processo de maturação psicológica, cedem lugar aos estímulos pelas conquistas que se operam, emulando a novas realizações edificantes que enriquecem de alegria os relacionamentos familiares, sociais e humanos em geral. É uma forma de o paciente desencarcerar-se dos impulsos perniciosos, que somente contribuem para asselvajar-lhe os sentimentos e emparedar-lhe as aspirações no estreito espaço das ambições tormentosas.
    A necessidade de trabalhar as tendências primárias, os instintos dominantes e primitivos, torna-se imprescindível em todos os indivíduos. Todo esse patrimônio psicológico ancestral que nele permanece, constitui-lhe patamar inicial do processo para a aquisição da consciência, que não pode ser violentado, sem graves prejuízos, no que diz respeito a outras manifestações que fazem parte da realidade dos próprios instintos. Essa batalha íntima se faz possível graças aos estímulos que decorrem dos primeiros resultados, quando são vencidas as etapas iniciais da luta interna que se processa com naturalidade. Como não se podem preencher espaços ocupados, faz-se imperioso substituir cada impulso perturbador por um sentimento enobrecido, ampliando a área de compreensão da vida e disputando a harmonia no cometimento da saúde.

    Deixando de lado os impulsos instintivos…
    Merece seja evocada, novamente aqui, a já analisada sábia proposta de Krishna ao discípulo Arjuna, conforme narrada no Baghavad Gita, quando o primei¬ro lhe refere que, na sua condição de príncipe pândava, terá que lutar com destemor contra os familiares do grupo kuru, mesmo que esses sejam numericamente maiores. Não obstante o jovem candidato à plenitude desejasse a paz, foi tomado de temor por considerar que lhe seria impossível combater os demais membros da sua família, gerando uma tragédia de grande porte.
    Ademais, ignorava onde seria essa batalha vigorosa. Mas o mestre, compassivo e sábio, admoestou-o, informando que se tratava de familiares, sim, porque procedentes da mesma raiz, mas que os pândavas eram as virtudes enquanto os kurus eram os vícios, nesse inter-relacionamento que se estreitava na causalidade dos fenômenos, mas que a vitória, sem dúvida, seria daqueles valores nobres enquanto que a luta teria que ser travada no campo da consciência… Esse momento do despertar da consciência para a realidade do Si, também significa a alegria de reconhecer a necessidade de libertar-se das paixões dis¬solventes, geradoras de tormentos.
    Indubitavelmente, o passado programou no ser as necessidades da sua evolução, apontando-lhe uma finalidade, um objetivo que deve ser alcançado medi¬ante todo o empenho da sua inteligência e do seu discernimento. Deixando de lado os impulsos meramente instintivos que o vêm guiando através dos milênios, agora desperta para a razão, descobrindo a essencialidade da vida, que nele próprio se encontra como tendência inapelável — o seu destino — que é a harmonia, a plenitude ambicionada… É inevitável que, durante essa trajetória, repontem as dificuldades, hoje ameaçadoras, que fizeram parte das conquistas pretéritas, e, no seu momento, foram os mecanismos de sobrevivência e de vitória do ser em relação ao meio hostil e aos semelhantes primitivos que o buscavam dizimar.
    Vencendo as impressões que permanecem do ontem, o seu vir-a-ser desenha-se atraente e enriquece¬dor, por propiciar-lhe metas idealistas que irão desenvolver os sentimentos e a inteligência, encarregados de selecionar os recursos que o podem impulsionar para a conquista da saúde integral e do equilíbrio social”.

    Rogério Coelho
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