Malala no Brasil e sua bandeira pelo empoderamento Feminino

por Alenice Baeta e Pablo Camargo*

O Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva -CEDEFES parabeniza a Associação Nacional de Ação Indigenista – ANAI, que tem sede em Salvador-BA, entidade parceira do CEDEFES há vários anos na luta pelos direitos dos povos indígenas, por ter sido visitada pela líder paquistanesa Malala Yousafzai, vencedora em 2014 do Prêmio Nobel da Paz, quando discursou uma frase tocante e inesquecível:  Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas…

Ainda mais satisfeitos em saber que a educadora Ana Paula Ferreira Lima, que atua na ANAI, mas que é sócia e também já integrou a equipe técnica do CEDEFES, anos atrás, teria sido umas das três brasileiras escolhidas para integrar a Rede Gulmakai, iniciativa do Fundo Malala, que patrocina inúmeros projetos para a educação e a emancipação de meninas em vários países. O Fundo irá assim apoiar um projeto em parceria com a ANAI, envolvendo garotas indígenas entre 14 e 17 anos.

O projeto da Anaí/Rede Gulmakai pretende alcançar toda a Bahia com um projeto incentivado pelo Fundo Malala. Serão três etapas: de diagnóstico, formação e campanha. Conforma Ana Paula Lima: “De início, iremos realizar um diagnóstico quantitativo da educação na Bahia, focado na educação de meninas. No segundo, iremos discutir sobre vários temas para empoderar e levantar a voz dessas meninas, e no terceiro, vamos fazer com que elas participem de campanhas. Toda pauta de movimento indígena, a gente quer que elas participem. Isso porque a Malala acredita que a gente deva construir junto. Pressionar o governo para fazer. Então é importante para essa criação.

Nesta mesma ocasião, Malala e sua comitiva também esteve no Rio de Janeiro tendo visitado a comunidade Tavares Bastos e o importante projeto desenvolvido pela Rede Nami, que aborda os direitos da mulher negra por meio do grafite, as AfroGrafiteiras.

Malala é a pessoa mais jovem até o momento que ganhou o prêmio Nobel da Paz e tem sido um símbolo contra a intolerância e da resistência feminina desde que sofreu um grave atentado pelo Talibã (movimento fundamentalista nacionalista) em 2012, por simplesmente defender a educação feminina em seu país. No ano anterior, teria recebido o prêmio Sakharov oferecido pelo Parlamento Europeu, que homenageia pessoas ou organizações que dedicaram as suas vidas ou ações na defesa dos direitos humanos e da liberdade.

Na icônica obra intitulada “Eu Sou Malala”, a autora relata o seu sentimento após a tentativa de assassinato: “Deus impediu que eu fosse para o túmulo. Tenho a sensação de que esta é uma segunda vida. Muita gente rezou a Deus para que Ele me poupasse, e fui poupada por um motivo: usar a minha vida para ajudar as pessoas. Quando me falam o que aconteceu, da maneira que fui baleada ( …) Não sinto que se trate de uma história sobre mim”.  (MALALA, 2013:314-315)

Agora Malala e sua rede de apoiadores de todo o mundo seguem em luta!

 #Somos Todos Malala#

Título Consultado:

YOUSAFSAI, MALALA . Eu sou Malala. São Paulo: Cia das Letras, 2013.

*Membros do CEDEFES

Imagem: Malala e sua comitiva em reunião na sede da Associação Nacional de Ação Indigenista –  ANAI, em Salvador, BA. Foto enviada por Augusto Sampaio da ANAI.

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