Mourão diz querer diálogo com sociedade civil, mas não dá sinal de reversão da política antiambiental

ClimaInfo

Depois de mais de um ano e meio de gestão repleta de falsas acusações contra a sociedade civil e de ações antiambientais perpetradas por Bolsonaro e seu ministro do meio ambiente, Mourão acena com uma retomada do diálogo com organizações ambientalistas para discutir medidas de preservação à Amazônia.

O general vice-presidente se reuniu na 3ª feira (28/7) com a direção da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e, segundo matéria da Folha, pretende conversar com outras organizações até o final do ano. “Não me furto a conversar com ninguém, não sou dono da verdade”, disse o vice-presidente à reportagem. O Estadão menciona um motivo em particular para esse movimento de Mourão: a possibilidade de usar ONGs para implementar novas ações na Amazônia sem contrariar o teto de gastos da União.

Será difícil ao general conseguir seu intento sem antes reabrir os espaços oficiais de diálogo que foram desmontados ou profundamente modificados por Salles, como o CONAMA e o COFA, por exemplo, e sem colocar sobre a mesa um plano plausível de combate ao desmatamento e às queimadas. Isto é, sem antes reverter a política antiambiental de seu chefe-presidente.

Em tempo: No Repórter Brasil, Maurício Hashizume relata como a presença crescente e disseminada de militares no governo federal está criando dificuldades e obstáculos para políticas de proteção na Amazônia, facilitando a vida dos criminosos por trás do desmatamento e das queimadas nessa região. Um desses problemas é a subordinação dos fiscais do Ibama ao comando militar da Operação Verde Brasil 2, que quase sempre ignora suas recomendações técnicas e aplica estratégias ultrapassadas, ineficazes e dispendiosas. A matéria cita também problemas na aplicação de multas e a falta de transparência sobre dados gerais da operação.

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