Governo promete proteção a indígenas e ambientalistas no Vale do Javari

ClimaInfo

O governo federal anunciou nesta 2ª feira (27/2) novas medidas para garantir a proteção de comunidades indígenas e defensores dos Direitos Humanos e do meio ambiente no Vale do Javari, no norte do Amazonas. A área ganhou destaque no ano passado depois dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips por pescadores ilegais.

Entre as medidas anunciadas, está a inclusão dos defensores de direitos da região no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Além disso, o governo criou um grupo de trabalho para articular uma política permanente para esses ativistas no Vale do Javari.

“Nosso intuito é ter uma política efetiva de proteção dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas, atuando na segurança e na defesa daqueles territórios oprimidos por interesses antidemocráticos”, afirmou a secretária-executiva do MDHC, Rita Oliveira. A Agência Brasil deu mais detalhes.

A comitiva de representantes do governo federal contou com a presença da antropóloga Beatriz Matos, viúva de Bruno Pereira. Ela assumiu a direção do Departamento de Proteção Territorial e de Povos Indígenas Isolados da FUNAI, posto que chegou a ser ocupado pelo falecido marido.

“Essas mortes do Bruno e do Dom levaram a uma insegurança extrema para eles [indígenas e servidores], que se perguntam: ‘se fizeram isso com o Bruno, que era um branco, que trabalha na FUNAI, o que não farão com a gente?’ Então acho que é importante fazer uma demonstração de força para dizer para a bandidagem que essa questão é muito séria e o governo está de olho”, disse Beatriz ao jornal O Globo.

A viúva de Dom Phillips, Alessandra Sampaio, também acompanhou a comitiva governamental no Vale do Javari. Ao Guardian, ela ressaltou sua vontade de continuar a luta do marido em defesa da Amazônia. “Não considero uma obrigação continuar seu legado. Vejo isso como um privilégio”, disse.

Reuters

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