Fiocruz Bahia
A equipe do Núcleo de Estudos em Saúde Indígena (Nesi) e representantes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde apresentaram os resultados de um estudo multicêntrico com populações indígenas de Paulo Afonso, no norte da Bahia, e Pau Brasil, no sul do estado. O encontro foi realizado no Distrito Especial Indígena (Dsei Bahia), em Salvador. A Fiocruz coordena o estudo.
De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Bahia Isadora Siqueira, o principal objetivo é identificar a soroprevalência de doenças como dengue, zika e chikungunya, além de sífilis e doença de Chagas. Segundo Isadora, que é a líder da pesquisa, a apresentação serviu para compartilhar dados coletados e para planejar as ações futuras, incluindo atividades de educação em saúde e divulgação científica, como oficinas de prevenção às arboviroses voltadas para agentes de saúde e membros das comunidades visitadas.
Para a chefe da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (Diasi) do Dsei Bahia, Barbara Antunes, o estudo é de grande relevância para o aperfeiçoamento da atenção em saúde primária, ajudando a compreender quais são as doenças que acometem os indígenas de diversos territórios da Bahia, buscando ações mais assertivas e com cada vez mais qualidade. Thauara Brito, enfermeira da Diasi, reforçou a importância do projeto, destacando o impacto desses dados para o perfil epidemiológico dos territórios, e a contribuição para a criação de estratégias e políticas públicas voltadas para as comunidades indígenas da Bahia.
Além dos dados apresentados, a equipe do Núcleo de Estudos em Saúde Indígena deu início ao planejamento das ações em homenagem aos povos indígenas que serão realizadas durante o mês de abril. Também foram abordadas as próximas visitas, que deverão ocorrer nos territórios do polo base de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, e de Juazeiro, no norte do estado.
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Imagem: dsei.ba
