Comissão da Memória e da Verdade traz relatos de resistência durante a ditadura na Ufrgs

Nesta quinta-feira (28), audiência pública no Salão de Atos reúne técnicos perseguidos na universidade

Por Clara Aguiar, Agência Brasil

A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), realiza nesta quinta-feira (28), às 18h30, sua segunda audiência pública com foco nas marcas deixadas pela ditadura militar dentro do ambiente universitário. Com o tema “Técnicos(as) e a memória da ditadura na Ufrgs”, o encontro ocorre na Sala II do Salão de Atos da universidade, na av. Paulo Gama, 110, em Porto Alegre.

A atividade contará com os depoimentos de três técnicos aposentados da instituição: Jussara Rosa Cony, Décio Aloísio Schauren e Alcides José de Almeida Neto. Os relatos integram o processo de investigação e reconstrução da memória sobre práticas de vigilância, perseguição política, repressão e resistência ocorridas na universidade durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, entre 1964 e 1988.

Jussara Rosa Cony atuou nas faculdades de Medicina e de Farmácia da Ufrgs. Já Décio Aloísio Schauren trabalhou nos departamentos de Pessoal e de Relações Internacionais, além do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Alcides José de Almeida Neto exerceu atividades nos institutos de Biociências (IBio) e de Ciências Básicas da Saúde (ICBS).

A audiência pública faz parte da série de ações promovidas pela Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós, criada para aprofundar a investigação sobre violações de direitos ocorridas no espaço universitário durante o regime autoritário. A iniciativa busca reunir documentos, testemunhos e registros históricos que contribuam para preservar a memória institucional e ampliar o debate sobre os impactos da ditadura nas universidades brasileiras.

Ao trazer à tona experiências de servidores técnico-administrativos, a comissão amplia o olhar sobre os diferentes segmentos atingidos pela repressão política dentro da universidade. Além de estudantes e docentes, trabalhadores técnicos também viveram episódios de controle, perseguição e silenciamento ao longo do período ditatorial.

A audiência é aberta ao público e integra os esforços da universidade para fortalecer políticas de memória, verdade e justiça, reafirmando o compromisso com a preservação da história e com a defesa da democracia.

Editado por: Katia Marko

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