Iniciativa beneficiará 56 famílias organizadas pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e pela Associação de Apoio à Moradia
A coordenação da ‘Ocupação Nove de Novembro’ divulgou uma carta aberta à Associação de Moradores e à comunidade do Santo Agostinho. O objetivo foi esclarecer dúvidas sobre o empreendimento habitacional que será construído no bairro por meio do ‘Minha Casa, Minha Vida – Entidades’ (MCMV-E)’. O projeto beneficiará 56 famílias organizadas pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e pela Associação de Apoio à Moradia. Diferentemente da modalidade tradicional do programa, o MCMV-E atende famílias organizadas coletivamente, que participam de todas as etapas da construção da política habitacional.
Morador do Santo Agostinho desde 1982, Paulo Lopes, coordenador da Ocupação Nove de Novembro, informou que mais de 90% das famílias contempladas já vivem no bairro. São trabalhadores, mães solo, idosos e famílias que pagam aluguel e lutam pela casa própria desde 2010. A lista de beneficiários está concluída e não haverá novos cadastros.o empreendimento habitacional que será construído no bairro por meio do ‘Minha Casa, Minha Vida – Entidades’ (MCMV-E)’. O projeto beneficiará 56 famílias organizadas pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e pela Associação de Apoio à Moradia.
Segundo Paulo Lopes, o empreendimento representa uma conquista coletiva e um instrumento de inclusão social. Ele também lembrou que a Ocupação Nove de Novembro homenageia os operários mortos na greve da CSN de 9 de novembro de 1988, reafirmando o compromisso com a memória, a justiça social e o direito à moradia.
DIÁLOGOS
Em busca do diálogo com a comunidade, Paulo informou que apresentou o projeto ao padre Juarez Sampaio, vigário episcopal para a Dignidade da Pessoa Humana, que acolheu a iniciativa, destacou a importância da moradia digna que aborda o tema ‘Fraternidade e Moradia’ e o lema ‘Ele veio morar entre nós’ (Jo 1,14), e recomendou a continuidade do diálogo com a vizinhança lideranças do bairro. O coordenador também agradeceu o apoio do Movimento Pela Ética na Política (MEP.VR), presente desde o início da mobilização. O projeto será apresentado à comunidade em encontro da ‘Ocupação Nove de Novembro’, situado ao lado rodovia, no próximo dia 12, reafirmando o compromisso com a transparência e a boa convivência.
O Procurador da República Júlio Araújo, que acompanhou diferentes etapas do processo, definiu o empreendimento como uma conquista construída pelo esforço conjunto de moradores, movimentos sociais e instituições públicas. “O Minha Casa, Minha Vida – Entidades, no Santo Agostinho é resultado de um longo processo de diálogo, cooperação e perseverança. Com o acompanhamento do Ministério Público Federal e o reconhecimento da Justiça Federal, essa conquista demonstra que a união entre sociedade e instituições pode transformar o direito à moradia em realidade”, destacou o procurador.
Lembrou ainda que a construção do empreendimento no bairro Santo Agostinho é uma conquista histórica que decorreu do esforço de vários atores governamentais e sociais com apoio do Ministério Público Federal. Isso, ainda segundo ele, com o reconhecimento da Justiça Federal e com um forte engajamento de pessoas que esperam pelo menos 15 anos para realizar o sonho da moradia. “Então, o que temos ali é um processo, infelizmente, lento, mas muito importante não só para a cidade de Volta Redonda, mas para o Estado do Rio de Janeiro”, explicou o procurador, lembrando que espera que isso se concretize. “Já está na reta final e é importante que todos valorizem esse esforço, que é de toda a sociedade”, completou.
A futura moradora Jaqueline Henrique Celestino destacou que o conjunto habitacional reunirá famílias trabalhadoras do próprio bairro. “Somos trabalhadores que lutam há mais de 15 anos pela casa própria. Esse não será um ‘prédio de bandidos’, mas um lar para famílias honestas que desejam viver com dignidade. Esperamos que a comunidade conheça nossa realidade e caminhe conosco”, disse. “A moradia digna não divide a comunidade. Ela fortalece a cidadania, promove inclusão e nos une na construção de um bairro mais justo, seguro e solidário, reforçou.




