Mães e filhas na repressão: impactos da ditadura na educação

Participe do evento Mães e filhas na repressão e descubra os impactos da ditadura na vida dos filhos de presas políticas.

Na Rádio Peão Brasil

No dia 28 de maio (quarta-feira), das 14h às 17h, o Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antônia (USP) receberá o evento “Mães & Filhas na Repressão”, um painel seguido de roda de conversa sobre as sequelas deixadas pela ditadura militar brasileira (1964–1985) na vida dos filhos de presas políticas e os efeitos transgeracionais desses traumas.

Curadoria e mediação

Shellah Avellar – Jornalista e gestora de processos comunicacionais, premiada nacional e internacionalmente. É presidente da Sensorion Special Projects, ativista de direitos humanos, integrante do coletivo Filhos & Netos por Memória, Justiça e Verdade, do movimento pela não criminalização de movimentos sociais e membro do Instituto Alípio Freire – Estação Paraíso. E coautora do livro 60 Anos do Golpe – Gerações em Luta e autora de Mulher na Palma da Mão.

Convidadas

  • Rita Sipahi – Membro da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e presidente do Instituto Alípio Freire.
  • Camila Sipahi – Filha de Rita. Designer gráfica do livro Infância Roubada e autora do projeto Retalhos de Memória, desenvolvido com participantes das Clínicas do Testemunho – Comissão de Anistia.
  • Mariluce Moura – Jornalista e professora aposentada da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Doutora em Comunicação pela UFRJ, pós-doutora pelo Labjor-Unicamp. Atuou nos veículos Jornal do Brasil, O Globo, Gazeta Mercantil, Exame, Senhor e IstoÉ/Senhor. Ex-presa política, foi torturada grávida. É viúva de Gildo Macedo Lacerda, assassinado pela ditadura em Recife.
  • Tessa Moura Lacerda – Filha de Mariluce. Professora Livre-Docente do Departamento de Filosofia da USP. Especialista em Filosofia Moderna, pesquisadora de temas ligados à memória, testemunho e ditadura civil-militar, além de questões de gênero sob perspectivas filosóficas (feminismos, transfeminismo, teoria queer). Autora do livro Pela memória de um país. Gildo Macedo Lacerda, presente! (Aretê, 2023).
  • Amelinha Teles – Jornalista, escritora e ativista feminista pelos direitos humanos. Diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordena o projeto Promotoras Legais Populares. Integra o Conselho Consultivo do Centro Dandara e a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Ex-presa política, foi torturada na frente dos filhos Janaína (5 anos) e Edson (4 anos). Autora dos livros: Breve História do Feminismo no Brasil, O que é Violência contra a Mulher e O que são Direitos Humanos das Mulheres.
  • Crimeia de Almeida – Irmã de Amelinha. Enfermeira, militante e ativista de direitos humanos. Atuou como guerrilheira no Araguaia, prestando apoio à população local. Foi presa na Operação Bandeirantes e torturada grávida no DOI-CODI/SP, em 1972.

Durante o evento, será exibido o vídeo “Retalhos da Memória”.

Também estará em exposição o estandarte do projeto no saguão do Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antônia.

Local: Centro Universitário Maria Antônia – USP
Rua Maria Antônia, 294 – 3º andar, Salão Nobre – Vila Buarque, São Paulo – SP
Data: 28 de maio, quarta-feira
Horário: das 14h às 17h

Assista ao vídeo “Retalhos da Memória”:

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Zelik Trajber.

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