Radis destaca como SUS se prepara para as mudanças climáticas

Na Agência Fiocruz de Notícias

Como as mudanças climáticas vão afetar a saúde das pessoas? Os serviços de saúde estão preparados? Como organizar o SUS para enfrentar essa nova realidade? Os impactos das mudanças climáticas já figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo, corrobora o ministro da Saúde Alexandre Padilha. Em entrevista coletiva concedida no início de setembro, o ministro avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão. Durante a coletiva, Padilha destacou que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que uma em cada quatro mortes registradas globalmente está relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas.

A edição de número 289 da revista Radis aborda a questão. 

O principal instrumento de alerta e de orientação do Ministério da Saúde (MS) para enfrentar a emergência do clima é o Plano Setorial de Saúde (AdaptaSUS). Lançado oficialmente em novembro de 2025, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o plano estabelece estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos na saúde e nos serviços e define diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios.

A iniciativa visa preparar e blindar o SUS diante dos efeitos gerados por eventos climáticos extremos e pelo fenômeno El Niño e prevê um investimento global de R$ 9,8 bilhões para executar 27 metas e 93 ações diretas até 2035.

Mas quais são os reais impactos da emergência climática na saúde? O AdaptaSUS enumera a possibilidade de maior ocorrência de mortes, traumas, aumento de doenças, o comprometimento na prestação dos serviços de saúde, destruição da infraestrutura e a maior ocorrência das chamadas emergências de saúde pública.

Entre os principais efeitos diretos à saúde das pessoas, o documento destaca a maior incidência de doenças associadas a extremos de temperatura (calor e frio); de enfermidades transmitidas por vetores e zoonoses, além daquelas decorrentes do acesso inadequado à água, saneamento e higiene; de doenças respiratórias e associadas à poluição atmosférica; de lesões e mortalidade por eventos climáticos extremos; e de doenças não transmissíveis, além de impactos na segurança alimentar e na saúde mental e psicossocial.

Leia a reportagem completa no site da Radis.

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