Segurança pública: por um direito fundamental contra a barbárie. Por Julio José Araujo Junior

Enquanto direito fundamental, segurança pública deveria expressar valores positivos, mas é encarada como restrição, proibição ou supressão

No Jota

E se a segurança pública fosse, de fato, tratada como um direito fundamental? Por mais que esteja presente nos jornais, nas pesquisas de opinião, nas agendas eleitorais e nos jantares de família, disputando com a saúde o topo do ranking dos temas mais importantes para a população brasileira, a segurança pública é pouco reconhecida como direito fundamental. (mais…)

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Banco Master: Economia ou polícia? Por Paulo Kliass

Caso não é desvio de conduta, mas crime – e deve ser punido como tal. Complacência revela a morosidade do Banco Central em agir, as alianças obscuras do financismo com o poder político e a urgência de criar condições para o Estado regular e fiscalizar o “mercado”

Em Outras Palavras

Vira e mexe a gente aqui no Brasil passamos a conviver com alguma instituição financeira ocupando com destaque as páginas policiais da grande imprensa. Os escândalos envolvendo bancos ou empresas assemelhadas são muito mais frequentes do que deveriam, principalmente se partirmos do princípio de que existe um sistema de fiscalização e regulação bastante aprimorado para evitar esse tipo de crime ou desvio de comportamento no mercado. A questão é que, na maior parte dos casos, o poder econômico exercido por estas grandes corporações caminha junto com forte esquema de poder político, com surpreendente capacidade de exercer pressão sobre os órgãos de Estado encarregados de evitar e/ou punir esse tipo de situação. (mais…)

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Gramsci, um revolucionário de carne e osso

Secretário do partido, filósofo, revolucionário e agitador cultural incansável, Antonio Gramsci fazia tudo e ainda usava a caneta como espada. Ele não achava que grandes idéias eram questões intelectuais – e insistia que os trabalhadores deveriam se tornar líderes de suas próprias organizações. Aos 129 anos, lembramo-nos dele com as vozes daqueles que o conheciam e o amavam.

Por Lorenzo Alfano, na Jacobin

É madrugada em Turim, rua do Arcivescovado, início de 1920. Na porta do L’Ordine Nuovo um homem com sotaque sulista estava irredutível: queria imediatamente uma reunião com o diretor da revista. L’Ordine Nuovo não era apenas o jornal dos operários turineses, era também o jornal de Antonio Gramsci. (mais…)

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Contra a redução epistêmica: em defesa de Nêgo Bispo e da substantividade do pensamento contracolonial. Por Pâmela Carvalho

A pesquisadora e historiadora Pâmela Carvalho discute em texto de opinião a obra do intelectual e filósofo quilombola Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo, em contraste com recente texto publicado no Blog da Boitempo com críticas à produção e impacto do escritor

No Alma Preta

O mundo acadêmico e político atravessa uma encruzilhada histórica: diante do colapso das narrativas dominantes, eurocêntricas, lineares e monoculturais, emergem vozes que ousam deslocar o centro do discurso. Em 21 de janeiro de 2026, no Blog da Boitempo, foi publicado o texto “Contra Nego Bispo”, assinado por Douglas Barros, que critica o pensamento de Antônio Bispo dos Santos, o Nêgo Bispo. O autor pretende situá-lo como um sujeito que teria abandonado a análise material do mundo em favor de uma “visionarização” mítica ou essencialista, um desvio perigoso para a esquerda crítica. (mais…)

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Hugo Souza: “O dia em que o extremista engomadinho sacou um tacape do topete”

Hugo Motta expulsou a imprensa do plenário Ulysses Guimarães e mandou para a enfermaria jornalistas e um deputado que lhe faz oposição. Depois, abriu uma sessão como se nada tivesse acontecido.

No Come Ananás

Desde fevereiro, a imprensa corporativa trata Hugo Motta a pão de ló, como “normal”, apesar de tudo, como a associação de Motta com as forças e figuras que ainda ontem tentaram dar um golpe no Brasil e, principalmente, a dobradinha que já dura nove meses, desde março, do presidente da Câmara dos Deputados com um deputado franca, aberta, escancaradamente mancomunado com agentes estrangeiros para conspirar contra o Brasil.

Nove meses: é o tempo mesmo de gestar e parir um filhote de ditador. (mais…)

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A esquerda radical deveria apoiar Lula desde o primeiro turno. Por quê? Por Valério Arcary

O voluntarismo não é bom conselheiro. Ideias revolucionárias são poderosas e podem colocar em movimento milhões de pessoas até então desesperançadas. Mas é imprudente desconhecer a impiedosa força da realidade objetiva.

No A Terra é Redonda

Quem em caminho leva pressa, no chão tropeça
Quem anda à chuva, molha-se
As flores ficam mais perfumadas antes da chuva
(Provérbios populares portugueses)

A esquerda radical deveria apoiar Lula desde o primeiro turno em 2026. O PSol é o maior partido anticapitalista e deve fazê-lo, repetindo a tática eleitoral de 2022, embora a decisão ainda não tenha sido, formalmente, aprovada. Diferente de 2022, quando a decisão de renunciar à apresentação de candidatura, pela primeira vez desde a fundação foi, intensamente, polêmica, o mais provável é que a discussão provoque uma controvérsia menor. O PSol não considera a sua autoconstrução o primeiro critério de definição da tática eleitoral, e avalia que será mais útil construindo uma Frente de Esquerda com o PT para abrir caminho de uma situação política mais favorável. (mais…)

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Ineditismo enganador. Por Manuel Domingos Neto

Quando a autoridade civil ordena a prisão de altas patentes envolvidas em tentativa de golpe, o impacto simbólico é fortíssimo. Mas pode ser engodo. Democracia se conquista em confrontos barulhentos. Não é dádiva de tribunal, parlamento, líder carismático ou quartel

No Outras Palavras

O democrata brasileiro alegra-se com a prisão de militares julgados responsáveis pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

A bem da verdade, deve moderar sua alegria. A condenação tanto pode favorecer a revisão do papel das fileiras quanto pode empaná-la. (mais…)

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