Venezuela: o Império ameaça; e está nu. Por Antonio Martins

Ao sequestrar Maduro e escancarar o projeto de submissão da América Latina, Trump revela força e fraqueza. EUA expõem sua condição de opressores. Agora é prioritário afastar sua enorme influência, em particular no Brasil. Há caminhos para isso

Em Outras Palavras

A Venezuela não é para principiantes. No último sábado (3/1), um ataque militar maciço dos Estados Unidos, que concentram no Caribe a maior força naval agressora já reunida nas Américas, sequestrou Nicolás Maduro e decapitou o governo do país. Desde então, Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, têm multiplicado ameaças. Falaram num “segundo ataque”. Alardearam que “qualquer integrante do governo ou das forças armadas” pode sofrer o mesmo que impuseram a Maduro. Acrescentaram que Delcy Rodriguez, a vice-presidente agora em exercício, pode defrontar-se com “algo pior”. Na vociferação mais recente, o próprio Trump “assegurou” num post em rede social, em 6/1, que Washington exigirá de Caracas de 30 a 50 milhões de barris de petróleo (dois meses de produção), cuja receita seria administrada por ele em pessoa… (mais…)

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João Pessoa – PB em “alta”: turismo, mercado imobiliário e os problemas de viver. Por Sérgio Botton Barcellos e Henry Santos

Vivendo em João Pessoa não é possível deixar de perceber o que está acontecendo com a cidade, com a vida de quem vive nela e como o seu ecossistema vem sendo alterado pela quantidade de pessoas e de resíduos gerados, em especial esgoto, os preços de bens de consumo e sobre se deslocar na cidade em especial ao final da tarde. São vários exemplos e detalhes que podem ser trazidos. Claro, observa-se também o planejamento para faturar com o turismo na alta temporada e a falta de planejamento infraestrutural para os impactos disso. (mais…)

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Na partilha do mundo, ou você está sentado à mesa, ou é o menu

Lições do ataque militar dos EUA à Venezuela para o Brasil: caso o Brasil não se sente à mesa, com seus vizinhos, seremos o menu do jantar das potências, onde a regra é a força

Por Ana Penido, do Brasil de Fato, em MST

A guerra sempre trouxe uma névoa de desinformação, uma ansiosa busca por respostas e por culpados. Com a revolução das comunicações, essa característica deixou de ser um efeito colateral e tornou-se fundamental taticamente. Por isso, antes de ler o texto, recomendo não perder de vista o que é central e factual: os EUA bombardearam um país vizinho sul-americano, incluindo alvos civis, sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, a também militante política Cília Flores. O fato terá impactos em toda a América Latina e, em menor medida, no mundo. (mais…)

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O momento é de ruptura dialética da historicidade social: “um eclipse total da lua”. Entrevista especial com José de Souza Martins

Para o sociólogo, vivemos tempos de anomalia. A sociedade pós-moderna “esfacelou as identidades sociais” e está difícil “ter uma percepção clara e objetiva do que está acontecendo”

Por: Patricia Fachin, em IHU

A imagem que melhor ilustra a atual fase histórica do mundo é “um eclipse total da lua”. É a ela que o sociólogo José de Souza Martins recorre para dizer que “estamos vivendo um momento de ruptura dialética da historicidade social”. E mais do que isso: “estamos envolvidos num fazer história que não sabemos que história é”, alerta. “Não está acontecendo o que supúnhamos que aconteceria”, reitera, fazendo referência às tendências sociológicas elaboradas nos últimos 80 anos. (mais…)

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Ação Civil Pública tenta evitar que Braskem vire dona dos bairros que destruiu em Maceió

por Wanessa Oliveira, da Mídia Caeté, no MZC

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para reivindicar que a Braskem não detenha a posse das áreas destruídas pela mineração em Maceió. O instrumento, produzido por meio do Núcleo de Proteção Coletiva e endereçado à Justiça Federal, defende que os acordos realizados com os órgãos públicos, no contexto do afundamento dos bairros, sejam interpretados sob a finalidade exclusivamente reparatória, como instrumento de transação pública, e não a partir de uma relação de compra e venda entre empresa e ex-moradores – vítimas de remoção forçada em razão do afundamento provocado pela mineração irregular. (mais…)

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O congresso Pós-COP30: o Brasil que promete e o Brasil que devasta. Por Celso Pinto de Melo

O Congresso demonstra que as regras ambientais brasileiras podem ser reescritas ao sabor da madrugada, da bancada e da barganha

No Le Monde Diplomatique Brasil

“Nós não herdamos a Terra de nossos antepassados;
nós a tomamos emprestada de nossos filhos.”
Wendell Berry

A derrubada, pelo Congresso Nacional, dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental tornou-se um dos contrastes políticos mais estridentes de nossa história recente. Belém prometera um país; Brasília entregou outro. Menos de uma semana após o Brasil encerrar, em Belém, uma COP30 marcada por elogios ao protagonismo climático do país, Brasília assistiu ao ressurgimento do chamado “PL da devastação”, descrito por redes de pesquisadores e organizações socioambientais como o maior retrocesso ambiental desde os anos 1980[1]. O país que discursava na Amazônia não era – e nunca foi – o mesmo que legislava no Planalto Central. (mais…)

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