Do assalto à Venezuela aos eventos no Irã, o jornalismo torna-se arma de guerra e isola os países em conflito com os EUA. O que a velha mídia não conta? Por onde se informar? Qual o desafio de contextualizar processos históricos? E o papel dos meios alternativos?
Por Anna Júlia C. da Silva, em Outras Palavras
A geopolítica, como outras pautas que durante anos permaneceram isoladas em editorias especializadas no jornalismo, tem atravessado grande parte das notícias diárias. Um exemplo recente é a cobertura do sequestro do presidente venezuelano, o chavista Nicolás Maduro, pelo governo estadunidense do republicano Donald Trump. Em meio a essa atenção intensificada, marcada tanto pela força dos veículos jornalísticos tradicionais quanto pela ascensão de perfis informais nas redes sociais e pelo avanço de deepfakes geradas por inteligência artificial, é cada vez mais urgente fornecer explicações suficientes para que o público tenha condições de escolher refletidamente de que modo prefere se informar. (mais…)
