Brasil se prepara para uma campanha eleitoral difícil, marcada pela interferência liderada por Trump e pela extrema-direita global

O presidente Lula da Silva concorre à reeleição em outubro contra Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente de extrema-direita condenado por tentativa de golpe e apoiado pelo governo de Donald Trump.

por Bernardo Gutiérrez, em elDiario.es, IHU

O presidente Lula da Silva inaugurou a campanha eleitoral no último domingo em São Bernardo do Campo, a cidade industrial onde forjou sua lenda de sindicalista, envolto na bandeira brasileira e apelando à soberania nacional. Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento durante o atual mandato de Lula, foi um pouco mais longe: “Enquanto falam de pátria, quem defende as cores verde e amarela somos nós, porque eles desfilam com bandeira estrangeira. São traidores da pátria”. Quase simultaneamente, Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), se gabava na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, de ser o único que pode negociar com os Estados Unidos.

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Publicação lembra 50 anos do atentado à sede da ABI na ditadura

Documento destaca importância da imprensa livre no combate à censura

por Bruno de Freitas Moura, da Agência Brasil

Na próxima quarta-feira (19), um dos atentados que tentaram calar vozes democráticas que lutavam contra a ditadura militar (1964-1985) completa 50 anos: a explosão da bomba no prédio-sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. Para marcar a data, a instituição lançou neste sábado uma edição especial do Boletim da ABI. 

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Lula vencerá com as armas do passado? Por Antonio Martins

Em meio a novos ataques de Trump ao Brasil, presidente lança campanha com honra à história das lutas dos trabalhadores. Mas cala sobre batalhas atuais e busca acordos à sua direita. Uma postura moderada o ajudará, em ambiente de confronto?

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

No início de julho, quando a coordenação da campanha de Lula começou a construir ato de lançamento de sua corrida à reeleição, as pesquisas de opinião colocavam-no seis pontos à frente de Flávio Bolsonaro, num eventual segundo turno. A distância parecia crescer. Talvez por isso, o cenário grandioso e o script do comício, realizado ontem em São Bernardo, tenham sido desenhados com olhos voltados para o bravo histórico do candidato.

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Comunidades e movimentos parceiros participam de encontro de escuta com a CPT Regional Amazonas

Por Manuel do Carmo da Silva Campos – Departamento de Comunicação da CPT Regional Amazonas e Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus, integrante do CDDHPA e assistente do MTCPA

Em um momento de acompanhamento aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, ribeirinhos e povos da Amazônia, a CPT Amazonas promoveu, no último dia 29 de julho em sua sede regional, um momento de encontro e escuta, reunindo de forma presencial e online, militantes, integrantes, contatos e agentes de movimentos sociais, religiosos e pastorais de todo o estado.

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Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra: “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota.”

Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

por Daniel Verdú, em El País

Boris Cyrulnik (Bordeaux, 1937) aparece na porta de um dos escritórios da editora francesa que publica seus livros. Ele tem uma expressão estranha, a cabeça baixa. Não é um estado mental, esclarece; ele tem uma rigidez no pescoço que mal lhe permite levantar o queixo do peito. Mas quando o faz, sorri, brinca, e sua ironia permanece intacta.

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CPT Pará e rede socioassistencial de Redenção discutem construção de fluxo municipal de atendimento a vítimas de trabalho escravo

Por CPT Pará

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara e a rede socioassistencial de Redenção, no sul do Pará, discutiram a construção de um fluxo municipal para o atendimento às vítimas de trabalho escravo a partir das diretrizes nacionais. A reunião ocorreu no dia 7 de agosto, na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), e reuniu profissionais do CREAS, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e da Vigilância Socioassistencial. 

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Mineração em terras indígenas: quando a proteção constitucional é transformada em promessa de exploração

O STF deu ao Congresso 24 meses para regulamentar a mineração em terras indígenas, referendando Flávio Dino no caso dos Cinta Larga (RO). A decisão não libera exploração irrestrita, mas abre disputa sobre transformar uma exceção constitucional em regra, avaliam Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima

Por Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira, 13 de agosto, que o Congresso Nacional terá 24 meses para regulamentar a exploração de recursos minerais em terras indígenas. Por ampla maioria, o Plenário referendou a medida cautelar do ministro Flávio Dino no Mandado de Injunção (MI) 7.516, reconhecendo a existência de omissão legislativa na regulamentação do artigo 231, § 3º, da Constituição Federal.

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O STF, a partir do voto divergente do Zanin na ADC 87, está entre o Direito Civil e a Constituição de 1988 para a resolução da matéria indígena

A resposta para o conflito está na própria Constituição. E o papel do STF, é de zelar pelo Texto de 88, pelo bem público e pelas culturas indígenas que tornam nossa sociedade diversa, plural e culturalmente abundante e rica

Por Luis Ventura Fernández e Rafael Modesto*, no Cimi

A Suprema Corte vem sendo provocada nos últimos anos a se manifestar sobre os direitos originários dos povos indígenas. Julgou a Pet. 3388/RR e a ACO 312/BA, no final da década de 2000 e apresentou, para ambos os casos, saídas constitucionais com argumentos diferentes. Na ACO 312, a Corte anulou títulos de propriedade incidentes no território do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e aplicou a tese do indigenato. Na Pet 3388, apresentou, como saída jurídica para o conflito, a tese do marco temporal e a vedação de reestudo e redimensionamento de terras já demarcadas.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica – 6: commodities e fatores locais de desmatamento

Entre os resultados financeiros da pecuária, em Apuí (Amazonas), está um investimento que resultará em aumento de pastagem, levando a aumento de desmatamento e à expansão da fronteira. Estudos apontam que os lucros dos fazendeiros são desproporcionais ao desenvolvimento da região e levanta questões como aumento de especulação imobiliária

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real

O preço favorável da carne bovina é outro incentivo importante que possibilita a expansão da fronteira pecuária em Apuí (Amazonas). Os retornos financeiros da produção de carne bovina em Apuí eram baixos ou negativos em períodos anteriores, e a especulação imobiliária explicava a atratividade da pecuária [1]. Estudos em outras partes da Amazônia brasileira em períodos anteriores também constataram que a pecuária em si (independentemente de ganhos especulativos e incentivos fiscais) gerava lucros muito marginais apenas para os grandes fazendeiros [2]. Os lucros dependiam fortemente de subsídios governamentais e ganhos especulativos [3, 4]. No presente estudo, os dados coletados em 2021 demonstram que os lucros da produção pecuária e da especulação imobiliária são altos e proporcionam retornos maiores e muito mais rápidos (com menor risco) do que outras oportunidades de investimento disponíveis. A alta rentabilidade da produção de carne bovina é um novo fator observado em Apuí.

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Partido da farda: número de candidatos policiais passa de 1,2 mil nestas eleições

Bancada de policiais no Legislativo direciona recursos para a Polícia Militar, enquanto resolução de crimes segue baixa

Por Dyepeson Martins, Agência Pública

Cabo, sargento, coronel. Se nos órgãos de segurança pública a função de cada integrante tem a hierarquia de poder seguida à risca, no processo eleitoral as denominações se misturam e disputam o mesmo espaço. Só neste ano, pelo menos 1.229 profissionais ligados a instituições policiais são candidatos às eleições de outubro, 5,99% do total de candidatos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual é pouco menor que o registrado nas eleições de 2022, quando houve 6,71% de candidaturas de policiais e pessoas ligadas às forças de segurança, refletindo a permanência de discursos punitivistas na política, conforme apurou a Agência Pública. 

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