As digitais do financismo nos crimes de Bolsonaro

Mídia ligada à Faria Lima faz-se horrorizada com o plano de golpe. Mas rentistas alimentaram a polarização e “instalaram-se” no governo bolsonarista, sob Paulo Guedes. Diziam que “excessos” eram pontuais. Agora, tentam lavar suas mãos…

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

O período do Carnaval de 2024 tem oferecido um espetáculo à parte para a maioria da sociedade brasileira. Para além dos tradicionais desfiles de escolas de samba e dos blocos para todos os gostos e dimensões, passaram a ganhar destaque as novas etapas de investigação da Polícia Federal (PF) e as revelações associadas às tentativas de levar em frente um golpe militar em nosso país. A semana do Rei Momo, normalmente dedicada à alegria e à folia, desta vez está marcada também pela divulgação dos avanços das investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo Bolsonaro e seus principais aliados, a respeito de atos anti-democráticos e de ações de preparação de terreno para a instalação de uma ditadura no Brasil. Continue lendo “As digitais do financismo nos crimes de Bolsonaro”

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USP oferece bolsa de R$ 9 mil para pesquisa sobre saberes das mulheres indígenas

As inscrições vão até o dia 21 de fevereiro

por MARIANE BARBOSA, em Alma Preta

A Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência da Universidade de São Paulo (USP) lançou um edital para a seleção de pesquisadores de pós-doutorado nas áreas de antropologia, psicologia, pedagogia, saúde pública, artes, estudos culturais e direitos humanos. As inscrições vão até o dia 21 de fevereiro. Continue lendo “USP oferece bolsa de R$ 9 mil para pesquisa sobre saberes das mulheres indígenas”

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Renováveis para quê? Petrobras vai ao Oriente Médio buscar parcerias em combustíveis fósseis

Exploração e produção de petróleo e gás fóssil, GNL, petroquímica e Braskem foram os temas das conversas do presidente da estatal brasileira com petroestados árabes.

ClimaInfo

Na semana anterior ao Carnaval, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, foi ao India Energy Week 2024. No evento, disse novamente que manter [leia-se “ampliar”] a produção de petróleo é preciso para financiar a transição energética. De lá, partiu para petroestados do Oriente Médio, a fim de garantir parcerias da petroleira brasileira com estatais de petróleo e gás fóssil desses países. O foco foram combustíveis fósseis, a Refinaria baiana de Mataripe (ex-RLAM) e a Braskem. Ao que se sabe, não se falou de fontes renováveis de energia nos encontros. Continue lendo “Renováveis para quê? Petrobras vai ao Oriente Médio buscar parcerias em combustíveis fósseis”

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Guarani Mbya retomam território no município de Viamão (RS) e cobram demarcação de terras indígenas

Retomada foi feita no dia 14 de fevereiro e denominada Tekoá Nhe’engatu; Guarani cobram presença da Funai e andamento de GTs para identificação e delimitação de terras

Cimi

Nesta quarta-feira, dia 14 de fevereiro, indígenas do povo Guarani Mbya retomaram uma área de terra no município de Viamão (RS). O local é considerado parte do território de ocupação tradicional dos Mbya, que reivindicam a demarcação da área. A retomada foi denominada Tekoá Nhe’engatu. Continue lendo “Guarani Mbya retomam território no município de Viamão (RS) e cobram demarcação de terras indígenas”

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Um ano da tragédia-crime no litoral norte de São Paulo

Toda a água que atingiu o litoral norte no carnaval de 2023 durou menos de 24 horas, mas a tragédia não terminou com as chuvas: ela ainda acontece, todos os dias, quando as pessoas sobem o morro encharcado e rezam para que ele não venha abaixo

por Fernanda Biasoli e Semíramis Biasoli, em Diplomatique Brasil

Para os moradores do litoral norte de São Paulo, a madrugada do dia 19 de fevereiro de 2023 ressoa em looping em suas memórias há quase um ano. Toda a água que atingiu o território naquele sábado de carnaval durou menos de 24 horas, mas a tragédia não terminou com as chuvas: ela ainda acontece, todos os dias, quando as pessoas sobem o morro encharcado e rezam para que ele não venha abaixo. Foram 683 milímetros registrados em poucas horas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em 2024, um ano depois, os moradores da região ainda não puderam descansar em suas casas com a certeza de uma fundação firme abaixo de seus pés e um teto seguro sobre suas cabeças. Continue lendo “Um ano da tragédia-crime no litoral norte de São Paulo”

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Cartografias e direitos

Por HENRI ACSELRAD*, em A Terra é Redonda

Os usos da cartografia para uma apropriação da linguagem cartográfica por grupos não dominantes

A noção de território esteve, em sua origem, intimamente ligada aos modos de existência do Estado. Punha-se em pauta representações do espaço onde o Estado exerceria seu poder e sua soberania. Nas monarquias europeias, o conhecimento sobre o território servia ao Príncipe para dominar melhor o espaço. Este conhecimento era produzido de várias maneiras: por pesquisas para identificar o seu patrimônio; pela viagem do soberano, que afirmava sua presença nos lugares onde cobrava impostos; e também pelo mapa, que dava a ver o espaço do Reino. O conhecimento do território era, assim, inseparável do próprio exercício da soberania estatal. Continue lendo “Cartografias e direitos”

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Salgueiro: afinal, algum dia seremos o Brasil Cocar? Por José Ribamar Bessa Freire

em Taquiprati

“Não queremos sua “ordem”, nem o seu “progresso” […]. A chance que nos resta é um Brasil cocar. (Samba-enredo da Salgueiro. 2024)

São cerca de 40.000 Yanomami, dos quais 31.007 vivem em 384 aldeias no Brasil, segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Os demais, na Venezuela. Falam seis línguas da mesma família. Uma delas ecoou no desfile das campeãs na madrugada de domingo (18) no refrão da Acadêmicos do Salgueiro: Continue lendo “Salgueiro: afinal, algum dia seremos o Brasil Cocar? Por José Ribamar Bessa Freire”

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O roteiro de um crime. Por Marcelo Semer

Diferentemente de como lidaram com Lula, hoje a imprensa trata com cautela a possibilidade de julgamento de Bolsonaro por causa do insucesso da intentona golpista. Mas a tentativa de um crime é crime: desde o ataque ao processo eleitoral ao bloqueio de eleitores e monitoramento de adversários, até a construção jurídica com a minuta do golpe à tentativa de gerar o caos incendiando o país para invocar as Forcas Armadas.

No Jacobina

Jornais e televisões foram os primeiros a se engalanar de forma acrítica com os arbítrios da Lava Jato e saudaram, como prova do vigor da democracia, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com base em delações. Agora, quando a acusação contra Jair Bolsonaro se refere a crimes contra a democracia em si mesma, fruto de seus próprios discursos e reuniões, a grande mídia ressalta prudência, insinua vingança e questiona frontalmente a legalidade dos atos do Supremo Tribunal Federal (STF). Continue lendo “O roteiro de um crime. Por Marcelo Semer”

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Manutenção, atitude anticapitalista?

Em tempo de obsolescência programada e descarte, sobressai prática de prevenir a deterioração das coisas úteis. Porque, mesmo singela, é potente e antissitêmica. Como se relaciona com a desalienação e reflexão sobre a materialidade do mundo

Por Alex Vuocolo, em Noema
Tradução: Antonio Martins, no Outras Palavras

Os trens R32, do sistema de metrô de Nova York, são apelidados de Brightliners por seu exterior brilhante e sem pintura. Foram construídos para durar 35 anos. (Imagine só: sua vida útil estampada em metal, sua morte prefigurada.) Quando finalmente foram retirados de serviço em janeiro de 2022, já haviam circulado por nada menos que 58 anos e eram, segundo a maioria dos relatos, os vagões em operação mais antigos do mundo. São 23 anos não planejados de transporte de pessoas. Uma geração inteira viu essas belezas de aço inoxidável chispando pelo túnel até a plataforma, com seus exteriores canelados e anúncios iluminados. Continue lendo “Manutenção, atitude anticapitalista?”

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Desigualdade no mundo: Pirâmide UBS 2023. Por Ladislau Dowbor

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Uma ferramenta útil, por exemplo, para os professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão dos nossos desafios.

No Fórum21

Todos sabemos do drama da desigualdade, ainda mais porque somos um dos países mais desiguais do planeta. Mas muitos têm dificuldade em dimensionar realmente a que ponto isso é catastrófico.

A pirâmide acima ajuda, pela forma visual, a ter uma noção real, a “ver” os números. Por exemplo, professores que queiram fazer os alunos entenderem a dimensão do desafio. A fonte é de banqueiros, e confiável. E acrescentamos um parágrafo da Oxfam, que mostra que no tempo a situação piora.

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