Justiça condena Vale, Samarco e BHP a pagar quase R$ 50 bilhões por tragédia em Mariana

Valor deve ser corrigido desde data da decisão judicial e com juros de mora a partir de 5 de novembro de 2015, dia da tragédia

ClimaInfo

O dia 25 de janeiro de 2024 marcou os 5 anos do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, que matou 270 pessoas e deixou um rastro de destruição socioambiental. Nesse mesmo dia, a Justiça Federal decidiu punir financeiramente Vale, BHP e Samarco por outra tragédia com uma barragem minerária: a de Fundão, em Mariana. Continue lendo “Justiça condena Vale, Samarco e BHP a pagar quase R$ 50 bilhões por tragédia em Mariana”

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Brumadinho: O alerta que vem da lama

Há eventos que devem ser estampados na memória nacional – e o crime da Vale privatizada, que há cinco anos matou 240 e destruiu o Rio Doce, é um. A cautela precisa ser perene – para a mineração-rentismo, os garimpos, o agronegócio movido a venenos…

por Roberto E. Zwetsch, em Outras Palavras

O dia 25 de janeiro é para jamais nos esquecermos na memória nacional. Na memória de nossa gente pobre, de trabalhadoras e trabalhadores de uma grande empresa multinacional de mineração que se tornou criminosa e – até o momento – não assumiu plenamente suas responsabilidades pelo crime cometido: contra as pessoas, contra a economia nacional e local e, principalmente, contra o meio ambiente. Continue lendo “Brumadinho: O alerta que vem da lama”

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Por um orçamento de combate à desigualdade

Há distância entre o discurso distributivista de Lula e o direcionamento real de recursos definido pela Lei Orçamentária. Para que o dinheiro público não seja todo sugado pelos abastados, faltam mecanismos para monitorar o seu caminho no Brasil

por 

Finanças Públicas, Políticas Públicas, Poder Público: se fossem fiéis ao caráter público que as nomeia, estariam orientadas ao Bem Comum. Mas no Estado brasileiro, com estruturas patrimonialistas, patriarcais, racistas, coloniais tão profundas, não é bem assim. As diretrizes orçamentárias para 2024 não deixam dúvidas a respeito. A orientação para a execução dos orçamentos públicos, longe de possibilitar o cuidado com a vida, a superação da pobreza, das desigualdades, das emergências socioambientais, segue reproduzindo mecanismos de transferência de recursos e concentração da riqueza nas mãos dos mais ricos, financiando esquemas clientelistas para sustentar eleitoralmente as velhas e novas oligarquias no sistema político. Mesmo as políticas que visam a redistribuição social da riqueza mantêm invisíveis e sem reparação a exploração e a injustiça que a divisão sexual e racial do trabalho impõe às mulheres trabalhadoras, negras, indígenas em toda parte, sobrecarregadas que estão com os cuidados com suas famílias e comunidades, pelos quais o setor privado não se responsabiliza e que o poder público não assume. Continue lendo “Por um orçamento de combate à desigualdade”

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Nota da CPT em apoio aos Pataxós Hã–hã–hãe e repúdio à violência contra os povos originários

“Ai daqueles que, deitados na cama, ficam planejando a injustiça e tramando o mal! É só o dia amanhecer, já o executam, porque têm o poder em suas mãos. Cobiçam campos, e os roubam; querem uma casa, e a tomam. Assim oprimem ao homem e à sua família, ao proprietário e à sua herança” (Miquéias 2, 1-2)

CPT

A Comissão Pastoral da Terra – Bahia (CPT BA), vem por meio desta manifestar sua indignação contra a onda de violência e tentativa de massacre promovida por fazendeiros latifundiários no município de Potiraguá (BA). Numa ofensiva contra os povos indígenas Pataxó Hã – hã – hãe, a violência ceifou a vida de Maria de Fátima Muniz de Andrade, Nega Pataxó, e atentou contra a vida do Cacique Nailton Muniz e mais outros 12 indígenas, deixando-os gravemente feridos. Mais de 500 anos após a invasão portuguesa, a política escravagista e de extermínio dos povos originários continua. Nos solidarizamos com os povos indígenas e sua luta justa e sagrada pela retomada de seus territórios de origem. Continue lendo “Nota da CPT em apoio aos Pataxós Hã–hã–hãe e repúdio à violência contra os povos originários”

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Povo Akroá Gamella se manifesta contra atos de violência sofridos pelo povo Pataxó Hã Hã Hãe

Em carta, a comunidade lamenta a morte e o ferimento de indígenas Pataxó Hã Hã Hãe, alvo de um ataque armado, e cobra demarcação dos territórios indígenas

Cimi

Em repúdio ao ataque sofrido, no último domingo (21), pelo povo Pataxó Hã Hã Hãe, o povo Akroá Gamella, dos estados do Maranhão e Piauí, publica carta manifestando sua dor e revolta com a situação de violência vivida pela comunidade do território tradicional Caramuru-Catarina Paraguassu, localizada no município de Potiraguá, no Sudoeste da Bahia. Continue lendo “Povo Akroá Gamella se manifesta contra atos de violência sofridos pelo povo Pataxó Hã Hã Hãe”

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No mundo em frangalhos, a leitura. Por José Ribamar Bessa Freire

“Nunca leio os livros que critico, para não me deixar influenciar pelo seu autor”. (Oscar Wilde – 1854-1900).

Taquiprati

Como a leitura pode ajudar a curar a humanidade doente? Já cometi aqui alguns artigos sobre o ato de ler, um deles “Contra a leitura” escrito com muita fúria, em 2008, depois de ter ouvido um pesquisador alemão dizer que a oralidade era como uma casa de palha e barro, que dura pouco, enquanto a escrita era perene, como o castelo de pedra da cidade alemã de Bielefeld construído no ano 1240, no alto de uma colina, que havíamos visitado no dia anterior. Continue lendo “No mundo em frangalhos, a leitura. Por José Ribamar Bessa Freire”

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O juízo de Haia e a moral do Ocidente. Por José Luís Fiori

Mesmo sem exigir o necessário cessar-fogo, decisão da CIJ é histórica. Agora está claro que as atrocidades em Gaza enterram o mito de “moral superior” do Ocidente. E são, aliás, versão contemporânea dos “genocídios aéreos” praticados por EUA e Inglaterra na II Guerra Mundial

No Outras Palavras

As conversações entre os “donos do mundo” costumam ser secretas e em princípio não deveriam vazar. No entanto, transpirou em alguns órgãos da imprensa internacional que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria alegado a seu favor, junto a Joe Biden e Anthony Blinken, que os ingleses e norte-americanos também teriam bombardeado e destruído cidades e populações civis em várias de suas guerras ao redor do mundo. Se isto for certo, Netanyahu tem razão, porque de fato sua estratégia de saturação e destruição aérea da infraestrutura e da população civil da Faixa de Gaza é uma cópia atualizada dos bombardeios aéreos e massacres noturnos da população civil das cidades alemãs e japonesas que foram praticados pela aviação da Inglaterra e dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Continue lendo “O juízo de Haia e a moral do Ocidente. Por José Luís Fiori”

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Chutzpah* Corporativo no Brasil!

*N.T.: Chutzpah é um termo tirado do idioma iídiche amplamente utilizada nos Estados Unidos para definir um tipo de comportamento ultrajante, como, por exemplo, quando uma pessoa que matou ambos os pais pede clemência ao tribunal alegando que é órfão. 

Por Laurie Kazan-Allen (IBAS), na ABREA

Em 17 de janeiro de 2024, Fernanda Giannasi – líder da campanha de proibição do amianto na América Latina e cofundadora do Grupo Brasileiro de Vítimas do Amianto, a ABREA, postou um comentário no LinKedIn. Li uma vez e então, perplexa, li novamente. Depois de estudá-lo forensemente, comecei a escrever o artigo abaixo. Quando terminei, enviei para Fernanda para garantir que havia entendido corretamente os fatos por ela denunciados e ela confirmou que sim, dizendo: Continue lendo “Chutzpah* Corporativo no Brasil!”

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Abin monitorou promotora do caso Marielle durante governo Bolsonaro, aponta PF

Operação investiga estrutura paralela que atuava na Abin para “monitorar ilegalmente autoridades públicas”

Redação Brasil de Fato

Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), uma estrutura paralela da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi usada para monitorar ilegalmente a promotora da Justiça do Rio responsável pela investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Continue lendo “Abin monitorou promotora do caso Marielle durante governo Bolsonaro, aponta PF”

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Fiscalização resgatou mais de 2,5 mil do trabalho infantil em 2023

Segundo o MTE, 89% dos casos são de trabalho infantil na construção civil, venda de bebidas alcoólicas, coleta de lixo, oficinas mecânicas, lava-jatos e comércio ambulante nas ruas, que são consideradas as piores formas

Por Redação RBA

Mais de 1.500 ações de fiscalização ao longo de 2023 retiraram 2.564 crianças e adolescentes de situação de exploração do trabalho infantil. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), desse total, 1.923 (75%) são meninos e 641, meninas (25%). Entre as unidades da federação, Mato Grosso do Sul liderou com 372 casos. Em seguida, vêm Minas Gerais (326) e São Paulo (203). Continue lendo “Fiscalização resgatou mais de 2,5 mil do trabalho infantil em 2023”

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