Pesquisa da UFPR analisa 394 registros de assassinatos de mulheres e meninas indígenas entre 2003 e 2022, e discute relação entre feminicídio, conflitos territoriais e desigualdades sociais
por Livia Inacio, em UFPR
Em 20 anos, o número de homicídios de mulheres e meninas indígenas no Brasil cresceu 500%. É o que diz um artigo de pesquisadores do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva no fim do ano passado. Os autores analisaram homicídios registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) entre 2003 e 2022, considerando apenas vítimas de 10 anos ou mais. Mantida pelo Ministério da Saúde, a base reúne informações sobre os óbitos ocorridos no país, incluindo causa da morte, dados sociodemográficos e local da ocorrência.
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