Pesquisas identificam vertiginoso crescimento da machosfera brasileira. Reativos, não se deixam intimidar por acusação de misoginia. Convertem-na em “perseguição” e estabelecem novas redes de solidariedade. Fenômeno não se limita à extrema direita
Por Sara Goes e Paola Jochimsen, em Outras Palavras
Masculinidade em crise e novas solidariedades masculinas
Em novembro de 2025, um estudo conduzido por Julie C. Ricard e uma equipe de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas revelou um retrato detalhado de um fenômeno que, durante muito tempo, foi tratado como subcultura marginal da internet. O levantamento identificou 85 comunidades da machosfera brasileira no Telegram, reunindo mais de 220 mil usuários e cerca de 7 milhões de conteúdos publicados desde 2015.
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