“A extrema direita é fascista e se baseia na violência, discriminação e ódio”, diz Stedile

“Naquilo que o governo fica lerdo, medroso, não toma iniciativa, é nossa obrigação criticar. Nós temos dito claramente para o governo Lula isso.”

Por Dijna Torres, do Mangue Jornalismo / MST

Entre falas polêmicas e a defesa pela reforma agrária, o economista e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, esteve em Aracaju para cumprir agenda estabelecida pelo MST e recebeu a equipe da Mangue Jornalismo para um bate-papo sobre as diretrizes, projetos atuais e a relação do movimento social com o Governo Lula. Continue lendo ““A extrema direita é fascista e se baseia na violência, discriminação e ódio”, diz Stedile”

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Cúpula da Amazônia: sociedade quer barrar petróleo, mas no Brasil a tendência é explorar mais

Voz isolada na defesa das novas gerações, o colombiano Gustavo Petro propôs que não haja novos contratos na maior floresta tropical do planeta, mas tudo indica que não tem apoio de Lula nem dos dirigentes dos outros seis países que participam do encontro de Belém

por CLAUDIA ANTUNES, em Sumaúma

No momento em que a emergência climática produz ondas inéditas de calor e eventos extremos, a redução imediata da produção de combustíveis fósseis, principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, deveria ser uma prioridade não só das organizações da sociedade civil, mas também dos governos que participarão dos Diálogos Amazônicos e da cúpula dos oito países da Amazônia, entre os dias 4 e 9 de agosto, em Belém. Até agora, porém, o presidente colombiano, Gustavo Petro, que propõe o fim de novos contratos de exploração de petróleo e gás no bioma amazônico, é uma voz isolada entre os dirigentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – que, além da Colômbia, reúne Bolívia, Brasil, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. O Brasil de Lula, o maior produtor de petróleo do grupo, está em rota de aumento da exploração na região. Nestes primeiros meses do terceiro mandato do petista, a perfuração na bacia da foz do Amazonas dividiu o governo brasileiro. Continue lendo “Cúpula da Amazônia: sociedade quer barrar petróleo, mas no Brasil a tendência é explorar mais”

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A anta na sala se chama petróleo. Por Eliane Brum

Se não houver compromisso concreto com o fim da exploração de combustíveis fósseis na maior floresta tropical do planeta, a Cúpula da Amazônia poderá ser mais uma chance perdida para proteger a qualidade de vida das novas gerações

Sumaúma

Querida comunidade,

Entre os dias 4 e 9 deste mês de agosto, Belém se ensaia como a capital mais importante do norte do Brasil ao receber, primeiro, a sociedade civil para os Diálogos Amazônicos e, depois, os presidentes dos países que abrigam a maior floresta tropical do planeta na Cúpula da Amazônia. O objetivo é debater o desenvolvimento da região no momento em que a floresta se aproxima do ponto de não retorno – o que significa que, enfraquecida pelo desmatamento e pela degradação, perderá a capacidade de regular o clima. O problema é que há um bode gigante na sala ou, para ser mais fiel aos habitantes não humanos do bioma, uma anta, criatura muito inteligente, apesar da má fama que lhe foi dada por quem não a conhece bem. Essa anta se chama petróleo. Continue lendo “A anta na sala se chama petróleo. Por Eliane Brum”

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Comitê de Direitos Humanos espera do Brasil o fim do marco temporal e agilidade nos processos de demarcação

Neste artigo, Paulo Lugon, assessor do Cimi, lista apontamentos sobre o processo de Revisão Periódica do Estado brasileiro, realizada pelo Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas

POR PAULO LUGON ARANTES, ASSESSOR INTERNACIONAL DO CIMI

O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu suas conclusões finais após a 3ª Revisão Periódica do Estado brasileiro, demonstrando sua preocupação com a tese do marco temporal e com o acúmulo de territórios indígenas a serem demarcados pelo atual governo. Ao mesmo tempo, elogiou a criação do Ministério dos Povos Indígenas. Continue lendo “Comitê de Direitos Humanos espera do Brasil o fim do marco temporal e agilidade nos processos de demarcação”

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Congresso paraguaio tramitou pedido de refúgio para blogueiro bolsonarista foragido

Investigado por atos pró-golpe no Brasil, Oswaldo Eustáquio divulgou teoria da conspiração sobre hackers brasileiros

Por Juliana Dal Piva, Leonardo Martins, Juliana Quintana, Maximiliano Manzoni, Agência Pública

O blogueiro de Bolsonaro Oswaldo Eustáquio, com três investigações e mandados de prisão no Brasil por apoiar pedido de golpe militar e fechamento do Congresso brasileiro em 2020, obteve ajuda do Congresso paraguaio para evitar sua extradição por meio de um pedido de refúgio no Paraguai. No país vizinho, ele foi um dos principais divulgadores de uma teoria da conspiração que ligava o suposto apoio a Lula à oposição paraguaia para afetar as urnas eletrônicas nas eleições de 2023. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal pediu que o nome de Eustáquio fosse incluído na lista vermelha da Interpol. Continue lendo “Congresso paraguaio tramitou pedido de refúgio para blogueiro bolsonarista foragido”

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A chacina do Guarujá. Por Luis Felipe Miguel

Violentas e corruptas, as polícias são singularmente incompetentes em desempenhar as tarefas às quais seriam destinadas

A Terra é Redonda

O governo paulista reconheceu 8 mortos, embora se fale em 10, 12 ou mesmo 19. Familiares das vítimas apontam sinais de tortura e execução. Mas Tarcísio de Freitas já se antecipou: “não houve excesso”. Também declarou estar “extremamente satisfeito com a ação da polícia”. Continue lendo “A chacina do Guarujá. Por Luis Felipe Miguel”

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Estudo crítico faz balanço de seis meses da Operação Yanomami

Documento divulgado hoje vê avanços mas avalia que não há “real controle territorial” e cita “sentimento de insegurança”

Por Rubens Valente, Agência Pública

Os seis primeiros meses da Operação Yanomami lançada em janeiro pelo governo federal para combater a desnutrição e os garimpos dentro da Terra Indígena foram marcados por “importantes avanços”, mas persistem focos de garimpeiros, um “sentimento de insegurança” e a falta de um “real controle territorial”. Sem esse domínio completo do território, as ações de saúde estão prejudicadas. Continue lendo “Estudo crítico faz balanço de seis meses da Operação Yanomami”

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Nós, mulheres, estamos vivendo um relacionamento abusivo com o Estado brasileiro

O que estamos enxergando são mulheres sendo perseguidas no Legislativo, inseguras no Executivo e ignoradas no Judiciário

Coalizão Nacional de Mulheres, Brasil de Fato

As mulheres conscientes deste país lutaram pela democracia. Por meio do nosso voto, derrubamos a ameaça fascista e, com isso, consolidamos a força e a vigência do Estado Democrático de Direito. Continue lendo “Nós, mulheres, estamos vivendo um relacionamento abusivo com o Estado brasileiro”

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Políticos, militares e traficantes: quem atrasa a expulsão dos garimpeiros da terra Yanomami?

Relatório inédito faz balanço semestral sobre operação contra garimpo e aponta caminhos enfrentar o problema

Murilo Pajolla, Brasil de Fato

“Não sei como seria hoje se Bolsonaro fosse reeleito. Eu acho que a terra Yanomami e o povo Yanomami estariam exterminados”, avalia Maurício Ye’kwana, integrante da Hutukara Associação Yanomami, principal entidade representativa do território. A liderança considera que o fim do governo de Jair Bolsonaro foi fundamental para interromper o genocídio indígena provocado pelo garimpo. O desmatamento caiu, o atendimento de saúde foi ampliado e parte significativa dos invasores já deixou a terra indígena. As fendas e crateras abertas na floresta para extrair minério já não avançam mais. Continue lendo “Políticos, militares e traficantes: quem atrasa a expulsão dos garimpeiros da terra Yanomami?”

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Justiça de transição: para MPF, direito a indenização por danos decorrentes de atos da ditadura é imprescritível

Em manifestação apresentada ao STJ, subprocurador-geral da República Antonio Carlos Bigonha defende direito de parentes de vítima em ação contra Carlos Alberto Brilhante Ustra

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu, em parecer enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o entendimento de que são imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar, conforme súmula do próprio STJ (Súmula 674). A manifestação do MPF foi em recurso especial contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que reconheceu a prescrição e extinguiu a ação de indenização movida contra Carlos Alberto Brilhante Ustra por parentes de Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna do II Exército (DOI-Codi), em São Paulo (SP).

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