Voz isolada na defesa das novas gerações, o colombiano Gustavo Petro propôs que não haja novos contratos na maior floresta tropical do planeta, mas tudo indica que não tem apoio de Lula nem dos dirigentes dos outros seis países que participam do encontro de Belém
por CLAUDIA ANTUNES, em Sumaúma
No momento em que a emergência climática produz ondas inéditas de calor e eventos extremos, a redução imediata da produção de combustíveis fósseis, principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, deveria ser uma prioridade não só das organizações da sociedade civil, mas também dos governos que participarão dos Diálogos Amazônicos e da cúpula dos oito países da Amazônia, entre os dias 4 e 9 de agosto, em Belém. Até agora, porém, o presidente colombiano, Gustavo Petro, que propõe o fim de novos contratos de exploração de petróleo e gás no bioma amazônico, é uma voz isolada entre os dirigentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – que, além da Colômbia, reúne Bolívia, Brasil, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. O Brasil de Lula, o maior produtor de petróleo do grupo, está em rota de aumento da exploração na região. Nestes primeiros meses do terceiro mandato do petista, a perfuração na bacia da foz do Amazonas dividiu o governo brasileiro. Continue lendo “Cúpula da Amazônia: sociedade quer barrar petróleo, mas no Brasil a tendência é explorar mais”