A Era da Distopia: a população revira o lixo das grandes cidades em busca de alimentos. Entrevista especial com Samuel Kilsztajn

“A Revolução Industrial, que nos levaria à Era da Utopia, o fim da carestia para a humanidade, engendrou, ao contrário, a atual Era da Distopia”, constata o economista

IHU

“Atender a população pobre e miserável”. Essa deveria ser a motivação de sustentação de um projeto de desenvolvimento possível e desejável para o país, diz Samuel Kilsztajn ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na entrevista a seguir concedida por e-mail. Entretanto, adverte, “estamos todos mergulhados no sistema orquestrado pelo despotismo da mercadoria. Quem hoje ousaria se contrapor à mercadoria e ao desenvolvimento econômico?” Continue lendo “A Era da Distopia: a população revira o lixo das grandes cidades em busca de alimentos. Entrevista especial com Samuel Kilsztajn”

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Campanha Contra Violência no Campo completa um ano de luta pelos povos do campo, das águas e das florestas

Por Nathalia Carvalho / Campanha Contra Violência no Campo, em CPT

Nesta quarta-feira (2/8), às 10h, a Campanha Contra Violência no Campo celebrou o seu primeiro ano ativa em prol do enfrentamento à injustiça, à opressão e à desumanidade sofrida pelos que resistem em defesa das suas terras e de seus territórios. Continue lendo “Campanha Contra Violência no Campo completa um ano de luta pelos povos do campo, das águas e das florestas”

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Carta aberta ao ministro Flávio Dino. Por Luiz Eduardo Soares

Diante das novas brutalidades da polícia contra negros e pobres, em três estados, tomo a liberdade de compartilhar algumas observações e propostas. Ao longo de décadas, acumulei mais derrotas que vitórias. Por isso mesmo, me permito algumas ponderações

Por Luiz Eduardo Soares, na RED

Nem quando, em 1999, ouvi no rádio do carro a notícia de minha morte, nem quando, ainda garoto, ao lado de meu pai, escutei no radinho de pilha a leitura do Ato Institucional número 5, em 13 de dezembro de 1968 -eu ainda não atinava completamente seu alcance devastador-, nem mesmo quando, em 17 de março de 2000, soube pela TV que havia sido exonerado da subsecretaria de segurança do estado do Rio, o que me levaria a fugir com a família para o exílio. Nada disso. O momento mais marcante eu vivi, às 18:44 do dia 30 de outubro de 2022, assistindo à edição especial do Foro de Teresina: as curvas se encontraram, as linhas se cruzaram e o destino do Brasil começava a apontar na direção da vitória sobre o fascismo. Lula ultrapassava Bolsonaro na contagem de votos. Viramos! A comoção que tomou conta da sala, nos abraços enxarcados, nas interjeições embargadas, na alegria feroz e contagiante, nada tinha de ingenuidade quanto aos limites do que seria sensato esperar. Aquilo era nosso culto, o exorcismo em gritos e pranto da abjeção inominável que o bolsonarismo representava. Era nossa forma de louvar a vida, com seus riscos e contradições. O voto do povo trabalhador mais espoliado rasgava o capuz que nos asfixiava. O futuro se abria diante de nós. Continue lendo “Carta aberta ao ministro Flávio Dino. Por Luiz Eduardo Soares”

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“Massacre do Abacaxis”: caso completa três anos e sociedade mobiliza debate em torno da falta de providências após indiciamento de acusados

Sob o tema “Haverá Justiça e Reparação? ”, evento reúne autoridades e representações da sociedade civil organizada, em busca de respostas para andamento do caso

POR STEFFANIE SCHMIDT, COLABORADORA DA ASCOM – CIMI REGIONAL NORTE I

A mobilização da sociedade civil pela apuração do caso que ficou conhecido como Massacre do Rio Abacaxis, trouxe para o debate público a cobrança sobre andamento do procedimento de denúncia dos envolvidos, ante à constatação do inquérito da Policia Federal (PF) da existência de provas e indícios do envolvimento de agentes públicos de segurança no crime. Continue lendo ““Massacre do Abacaxis”: caso completa três anos e sociedade mobiliza debate em torno da falta de providências após indiciamento de acusados”

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As raízes racistas e antidemocráticas da polícia brasileira

No Brasil, as polícias tem um histórico de ações violentas espetaculosas destruindo quilombos, esmagando revoltas populares como as de Canudos, Contestado e Chibata e perseguindo movimentos grevistas. Novo livro mostra porque esses entulhos autoritários continuam até hoje sendo usado como aparato repressivo contra as “classes perigosas”.

Por Fausto Salvadori, na Jacobin

Eu tinha grandes esperanças quando, em 2014, me juntei a um grupo de companheiros de ofício e de luta para criar a Ponte Jornalismo, um meio de comunicação que procura ampliar o debate sobre os direitos humanos e que carrega como principal bandeira a denúncia de violações cometidas pelas polícias. Não posso falar pelos demais fundadores da iniciativa, mas sei que eu ambicionava nada menos do que tocar corações e mentes país afora com essas denúncias e levar o papel das forças de segurança ao centro do debate público nacional, para daí, em um futuro próximo, conseguir mudar para melhor o sistema de justiça criminal brasileiro. Continue lendo “As raízes racistas e antidemocráticas da polícia brasileira”

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