O mal-amado. Por André Márcio Neves Soares

O presidente do BC afronta os interesses do país, especialmente das camadas menos favorecidas da população

No A Terra é Redonda

No Brasil de hoje, se existe alguém que deve ser mal-amado, este é o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. É bom frisar minha expressão na condicional “deve”, pois não tenho acesso a informações particulares dele. Entretanto, só uma pessoa de mal com o país, pirracenta e atrelado a interesses privados pode ser responsável por essa ignomínia que foi a manutenção da taxa de juros em 13,73% ao ano na reunião de junho do Copom. Uma das mais altas taxa de juros do planeta, diga-se de passagem. E, no entanto, a atitude dele de afronta aos interesses do país, especialmente das camadas menos favorecidas da população brasileira que lutam diariamente pela sua sobrevivência, não foi surpresa. Continue lendo “O mal-amado. Por André Márcio Neves Soares”

Ler maisO mal-amado. Por André Márcio Neves Soares

Morre Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e advogado de Lula

Considerado um dos grandes juristas do Brasil, Pertence defendeu Lula na Lava Jato e nas greves dos metalúrgicos durante a ditadura

Na RBA

São Paulo – Sepúlveda Pertence, jurista, professor e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) faleceu na madrugada desse domingo (02/07) em Brasília, por falência múltipla de órgãos. Estava internado há uma semana no hospital Sírio Libanês no Distrito Federal. Continue lendo “Morre Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e advogado de Lula”

Ler maisMorre Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e advogado de Lula
NÃO USAR

Entendendo a injustiça ambiental. Por Denis Coitinho

Embora estejamos falando de desastres ambientais, esses fenômenos também se relacionam com questões de justiça, pois revelam um flagrante desrespeito aos direitos humanos, uma vez que os mais atingidos têm sido os socialmente mais vulneráveis

No Diplomatique Brasil

Com 16 mortes confirmadas, o ciclone extratropical que atingiu o Rio Grande do Sul nos dias 15 e 16 de junho de 2023 é o maior desastre natural relacionado a chuvas intensas das últimas quatro décadas no Estado. O fenômeno provocou estragos em 41 municípios. Segundo a Defesa Civil, 1.538 pessoas ficaram desabrigadas e 13.824 desalojadas, sendo o município de Caará um dos mais atingidos. Desde 1980, não há registros de outro episódio que tenha acarretado tantas perdas humanas devido a enxurradas no Estado. Continue lendo “Entendendo a injustiça ambiental. Por Denis Coitinho”

Ler maisEntendendo a injustiça ambiental. Por Denis Coitinho

Sinais da mudança de época. Por Marcio Pochmann

No Terapia Política

O governo da Argentina pagou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em yuans (moeda chinesa), com base no Direito Especial de Saque (DES), a quantia referente a 2,7 bilhões de dólares. O acontecimento, ademais de inédito desde a criação do FMI em 1944, anuncia a profunda mudança de época em curso na Ordem Mundial.

Isso porque não se confirmou a expectativa trazida pelo fim da Guerra Fria (1947-1991) de um novo ciclo de expansão econômica com inclusão social, estabilidade política e paz. Com o desmoronamento da União Soviética, não se concretizou o anúncio de um “novo século estadunidense”, assentado no retorno aos anos de ouro do capitalismo, como na experiência passada no fim da Guerra Mundial, diante da derrota do nazifascismo. Continue lendo “Sinais da mudança de época. Por Marcio Pochmann”

Ler maisSinais da mudança de época. Por Marcio Pochmann

Os critérios, as narrativas, e as “guerras hegemônicas”. Por José Luis Fiori

Guerra na Ucrânia deixou de ser uma guerra local para se transformar numa disputa sobre quem terá o “direito” de definir os critérios e as regras de arbitragem dentro do sistema mundial no século XXI

“The desequilibrium in the international system is due to increasing disjuncture between the existing governance of the system and the redistribution of power in the system [and] throughout history the primary means of resolving the disequilibrium between the structure of the international system and the redistribution of power has been war, more particularly what we shall call a “hegemonic war”.(1) Continue lendo “Os critérios, as narrativas, e as “guerras hegemônicas”. Por José Luis Fiori”

Ler maisOs critérios, as narrativas, e as “guerras hegemônicas”. Por José Luis Fiori

O adeus de um homem minúsculo. Por Renato Essenfelder

O homem minúsculo, o homúnculo, apagou as luzes do palácio e foi dormir. Depois de tanto bradar, gritar e babar, depois de ameaçar e conspirar à luz do dia, incessantemente, calou-se. Recolheu-se à insignificância que o espera. Amém.

Como os livros de história no futuro irão se referir a esse homem tão pequeno? Terá alguma importância, o seu nome, ou irão se interessar apenas pelo surto coletivo que se apossou de milhões de brasileiros, por meia década ao menos, e que resultou na eleição de um ninguém, um nada, um palhaço macabro? Um fantasma descarnado, insepulto e obcecado pela morte, sua especialidade, no qual milhões projetaram suas próprias fantasias autoritárias. Como? Por quê? Continue lendo “O adeus de um homem minúsculo. Por Renato Essenfelder”

Ler maisO adeus de um homem minúsculo. Por Renato Essenfelder

Ao Brasil, com amor, verdade, memória e Justiça. Por Jamil Chade

Do UOL

Carta às instituições democráticas brasileiras,

No final de janeiro de 2019, eu me sentei ao lado da mesa do clã Bolsonaro, num café da manhã no luxuoso hotel no qual sua delegação se hospedou em Davos, aqui na Suíça. Entre os vários absurdos que escutei, um deles me deixou duvidando se de fato aquela era a delegação que comandava um dos maiores países do mundo.

O filho do então presidente, o deputado, perguntou a quem estava naquela mesa enquanto tentava usar as redes sociais: Continue lendo “Ao Brasil, com amor, verdade, memória e Justiça. Por Jamil Chade”

Ler maisAo Brasil, com amor, verdade, memória e Justiça. Por Jamil Chade

Equipe do MPF se encontra com quilombolas e militares na Marambaia (RJ)

Projetos de memória institucional gerarão mostra fotográfica e reportagem especial

Uma equipe do Ministério Público Federal (MPF) ficou dois dias (26 e 27/6) na Ilha da Marambaia, em Mangaratiba (RJ), iniciando o projeto de resgate de memória da atuação da instituição num caso que opôs a União, por meio da Marinha do Brasil, e o grupo de remanescentes do quilombo local. O projeto resultará em uma exposição fotográfica e uma reportagem especial. O caso remonta à ação civil pública do MPF ajuizada em 2002 pelos direitos territoriais da comunidade. Em 2014, o litígio fundiário findou com o termo de ajustamento de conduta (TAC) que, por proposta do MPF, foi firmado entre quilombolas – reconhecidos dez anos antes – e os militares. Continue lendo “Equipe do MPF se encontra com quilombolas e militares na Marambaia (RJ)”

Ler maisEquipe do MPF se encontra com quilombolas e militares na Marambaia (RJ)

Como negacionistas influenciam o debate ambiental no Brasil

Ligados a instituições respeitadas, porta-vozes da desinformação ambiental ganharam espaço e apoio de setores da economia para propagar mensagens que vão contra o consenso científico sobre as mudanças climáticas.

Por Nádia Pontes | Meghie Rodrigues | Giselle Soares | Renata Fontanetto | Vanessa Brasil | Diogo de Oliveira | Eduardo Geraque, na DW

Nos corredores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), o desfecho de um longo e complicado processo administrativo é aguardado com expectativa pela comunidade acadêmica de um dos maiores centros universitários latino-americanos. Acatada pela Reitoria da USP, a demissão de Ricardo Felício, professor do departamento de Geografia, põe fim a anos de ausência na universidade, produção científica irrelevante e métodos controversos usados em sala de aula. Continue lendo “Como negacionistas influenciam o debate ambiental no Brasil”

Ler maisComo negacionistas influenciam o debate ambiental no Brasil

Idolatrias. Por Julio Pompeu

No Terapia Política

Não há homenagem a herói, sábio ou santo que não escape à indiferença de quem passe por ela quotidianamente. As glórias são coisa do instante. Para além do seu tempo, é só esquecimento e indiferença. Quando muito, são lembrados em livros de história lidos por alunos desinteressados. Não há estátua que não acabe pontilhada de excrementos de pombos a enfeitar o vai e vem de uma multidão perdida com as mesquinharias do seu presente. Alguém distraído com uma cena assim poderia pensar que não há ídolos nesta Terra. Engana-se. Há os ídolos do presente. Por todos os lados. De todos os tipos. Continue lendo “Idolatrias. Por Julio Pompeu”

Ler maisIdolatrias. Por Julio Pompeu