Minerais críticos têm boom em cinco anos e cercam 278 terras indígenas

Observatório da Transição Energética aponta pressão de projetos de mineração ligados à transição energética sobre 44% das terras indígenas do país; lideranças criticam lobby para liberar a atividade nesses territórios

por Isabel Harari, em Repórter Brasil

AO MENOS 278 terras indígenas estão cercadas por requerimentos de exploração dos chamados “minerais críticos” — elementos essenciais para tecnologias avançadas, energia renovável e indústria bélica. Esse total representa 44% das áreas indígenas do país.

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MPRJ denuncia agressores de capivara na Ilha do Governador no Rio

Espancamento por pau e pedras causou graves ferimentos no animal

por Douglas Corrêa, na Agência Brasil

Os seis homens que espancaram uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada do dia 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

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Povos indígenas apresentam proposta global para eliminação dos combustíveis fósseis durante o Acampamento Terra Livre

Documento propõe fim da expansão de petróleo e gás, criação de zonas livres de exploração e coloca territórios indígenas no centro da estratégia climática global

Na Apib

Brasília, abril de 2026 — Em um cenário de crescente instabilidade geopolítica e agravamento da crise climática, povos indígenas de todo o Brasil apresentaram uma proposta para orientar a transição global para além dos combustíveis fósseis. O documento foi entregue por lideranças durante o 22º Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização indígena do país, organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e realizada entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília. A iniciativa reúne recomendações para a construção de um “mapa do caminho global” que combine ambição climática, justiça social e proteção territorial.

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Pesadelo judeu. Por Samuel Kilsztajn

O pesadelo judeu foi anunciado por Hannah Arendt já no início de 1948. Na época, Arendt prenunciou que poderia haver uma ruptura entre o Estado de Israel e os judeus da diáspora. Mas a realidade foi muito mais cruel – o sionismo capturou o judaísmo e se transformou oficialmente em sua nova identidade tanto em Israel quanto na diáspora, apesar dos protestos de algumas organizações judaicas antissionistas

No Le Monde Diplomatique

A identidade, tanto de um indivíduo como de um povo, é uma construção atualizada historicamente. Nomes, então, são variáveis aleatórias. No Leste Europeu, onde meus antepassados viveram por um milênio, as fronteiras moviam-se quase que por encanto – ia-se dormir em um país e acordava-se em outro. O idioma oficial variava entre o polonês, o alemão falado na Prússia, no Império Austro-húngaro, o russo etc. Meu nome poderia variar, ir e vir, entre Szmil Kilsztajn, Samuel Külstein ou Самуил Кильштейн.

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MAB, Fiocruz e Ministério da Saúde aprofundam cooperação em territórios atingidos por barragens

Reunidas no Rio de Janeiro, as três instituições debateram os próximos passos do projeto que iniciou em 2025 e se estende até 2027

por Victória Holzbach / MAB

A escuta das populações atingidas por barragens e por eventos extremos da crise climática foi o primeiro passo do projeto “Saúde e Direitos Humanos: vigilância popular e participativa em saúde e ambiente, nos territórios atingidos por barragens”. Durante 2025, Canoas (RS), Cametá (PA), e Jequié (BA) acolheram a primeira etapa do projeto, que nos próximos meses chegará a São Paulo e ao Ceará. 

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Mulheres indígenas da Amazônia pedem por fim da violência e apresentam protocolo de segurança  

Por Valdeniza Vasques, na Coiab

Pela proteção de meninas e mulheres, dentro e fora dos territórios, lideranças femininas da Amazônia brasileira reuniram-se na tenda da Coiab no Acampamento Terra Livre (ATL), nesta quinta-feira, dia 9, em Brasília. Além de denúncias sobre casos de violência, o espaço foi palco do lançamento do documento ‘Território seguro para mulheres indígenas’, política de proteção e salvaguarda da Makira E’ta – Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas.

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MPF avança na disseminação de ferramenta para autodeclaração de territórios de comunidades tradicionais de Goiás

Oficinas capacitam lideranças para possibilitar cadastro de terras ocupadas tradicionalmente por povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos

Procuradoria da República em Goiás

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma série de oficinas, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), para formação de comunidades tradicionais do estado para o cadastro na Plataforma de Territórios Tradicionais (PTT). O primeiro encontro reuniu lideranças comunitárias, representantes da sociedade civil e de instituições públicas parceiras, como Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) e Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) para apresentar a ferramenta e orientar sobre o processo de cadastramento e autodeclaração dos territórios. A atividade, realizada na sede do MPF em Goiás em 27 de março, marca uma nova etapa do projeto Territórios Vivos.

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A pedido do MPF, TRF1 garante perícia independente para apurar etnocídio em Belo Monte

Decisão garante a continuidade de medidas urgentes, como a realização de auditoria e medidas de saúde e proteção territorial

Procuradoria-Geral da República

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, nesta quarta-feira (8), manter integralmente a realização da perícia étnica multidisciplinar determinada em processo que discute os danos socioambientais da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A medida – requerida pelo Ministério Público Federal (MPF) – havia sido questionada pela concessionária Norte Energia, que solicitou ainda o trancamento da ação judicial que avalia a eficiência de medidas mitigatórias e compensatórias previstas no licenciamento ambiental.

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Mercúrio no garimpo não é legal. Uma chamada pública para ação!

Por: Rafaela R. da Silva Castelo Branco 1, Jeffer Castelo Branco1,2, Zuleica Nycz2

Pesquisas científicas há tempos demonstram o perigo da exposição ao mercúrio e seus compostos à saúde animal e humana. E investigações expõem que a mineração de ouro é, atualmente, a maior fonte de poluição por mercúrio no planeta. Trata-se de um dos metais mais tóxicos conhecidos pela humanidade e o seu uso permanece como uma ameaça severa ao meio ambiente e à saúde.

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Preto, pobre e vagabundo. Por Samuel Kilsztajn

Por Samuel Kilsztajn*, em A Terra é Redonda

Com as políticas de ações afirmativas, as universidades brasileiras começaram a assumir a cara do país

1.

Exceção feita aos craques do Corinthians, a grande maioria dos pretos é pobre. Para quem considera que os pobres são pobres porque são vagabundos, preto e vagabundo acabam virando praticamente sinônimos, com a honrosa exceção feita aos craques do Corinthians e aos nossos dóceis, fiéis e descartáveis serviçais pretos.

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