Segundo as lideranças, trens de minério sem licença circulam em trecho da Estrada de Ferro Carajás na TI Mãe Maria. Em denúncia ao MPF, eles afirmam que não foram consultados pela empresa e também relatam aumento de impacto ambiental, contaminação e aumento de doenças graves. Um laudo do Ibama indica degradação da qualidade da água e presença de metais pesados em peixes
Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real
Manaus (AM) – Uma denúncia do povo indígena Gavião, no Pará, ao Ministério Público Federal (MPF) expôs a circulação irregular de trens carregados de minério em uma segunda linha da Estrada de Ferro Carajás (EFC), da mineradora Vale S.A., sem licença e sem consulta prévia aos indígenas. Conforme a denúncia, feita em dezembro de 2025, a obra opera no trecho de 18 quilômetros que corta a Terra Indígena Mãe Maria, no município de Bom Jesus do Tocantins, sudeste paraense, onde vive uma população de 1,2 mil indígenas. A denúncia foi coletiva, feita pelos três grupos que integram a etnia: Parkatêjê, Kyikatêjê e Akrãtikatêjê.
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