A responsabilidade do governante. Por Tarso Genro

Lula e Fernando Haddad venceram a ferocidade da baleia branca

Em A Terra é Redonda

Como o coordenador da casa de máquinas de um grande navio, não como um capitão tranquilo de um barco de turismo, Lula sustentou publicamente que os juros não são uma fatalidade de uma mecânica celeste de natureza mercantil, e que o custo do dinheiro deve buscar uma justa mediação – equilíbrio entre os fatores mercantis globais que determinam o seu custo e a necessidade de gastar nos investimentos sociais. Continue lendo “A responsabilidade do governante. Por Tarso Genro”

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Justiça universal? Por Boaventura de Sousa Santos

Não houve nenhum mandado de captura contra Bush Jr., mas há agora contra Putin

Em A Terra é Redonda

O mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra o presidente Vladimir Putin, terá repercussões distintas das que são invocadas, tanto pelos EUA e aliados, como pela Rússia e aliados. Para os primeiros, Vladimir Putin, que ainda não foi sequer acusado, é já um criminoso de guerra, um pária internacional, devendo ser preso na próxima oportunidade. Para os segundos, o mandado não tem qualquer valor jurídico e não terá qualquer eficácia, sendo apenas mais um ato de propaganda do Ocidente. Continue lendo “Justiça universal? Por Boaventura de Sousa Santos”

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Buriticupu e seus abismos: onde o agronegócio é o maior causador de mortes

Município maranhense de Buriticupu tornou-se notícia nacional por conta de abismos e crateras que avançam na cidade

Igor de Sousa*, Agência Tambor, no Brasil de Fato

“A ação do agronegócio na região de Buriticupu pode potencializar o fenômeno da voçoroca, na zona rural do município. Hoje, já se percebe os impactos nessas áreas.” A afirmação é de Marcelino Farias, geógrafo e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Continue lendo “Buriticupu e seus abismos: onde o agronegócio é o maior causador de mortes”

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Alertas de garimpo caíram, mas invasão segue na Terra Yanomami, aponta Ibama

Número de novos garimpos ou ampliações caiu 88% na região do rio Uraricoera desde 20 de fevereiro

Por Rubens Valente, Agência Pública

O número de alertas de garimpos em uma das regiões mais visadas na Terra Indígena Yanomami, o rio Uraricoera, desabou 88% desde que o Ibama interditou a calha do rio, indica um levantamento inédito feito pelo órgão ambiental em Brasília. Continue lendo “Alertas de garimpo caíram, mas invasão segue na Terra Yanomami, aponta Ibama”

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Ditadura nunca mais: memória, verdade e justiça

Discutir a redemocratização do Brasil, passa por compreender sua precária política de transição pela garantia ao direito à memória e a verdade

Por Setor de Formação
Da Página do MST

Em 31 de março de 1964, há 59 anos, tropas do exército deram início ao levante militar que rompeu com o Estado Democrático de Direito no Brasil. Nesse período, a sociedade brasileira vivia momentos de uma intensa mobilização popular e sindical, com propostas concretas de reformas de base e um recém-governo favorável à realização dessas reformas, empurrado por uma grande pressão social de movimentos sociais de massa organizados que exigiam a melhoria de suas condições de vida e da democracia. Continue lendo “Ditadura nunca mais: memória, verdade e justiça”

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“Há um conspirador em cada um de nós”. Entrevista com Donatella Di Cesare

Ela é uma das intelectuais mais lúcidas da Itália. Em seu novo livro, ‘A conspiração no poder’, afirma que as conspirações estão ligadas a um problema de impotência política

IHU

O mundo mudou repentinamente após a queda das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O curso da história acelerou em uma direção irregular. O que se passava já não podia ser analisado com a lógica do progresso e grande parte dos cidadãos, marcados pelo ressentimento, subscreveram a conspiração. É disso que trata A conspiração no poder (Sexto Piso, 2023), último livro traduzido para o espanhol de Donatella Di Cesare (Roma, 66 anos), uma das mais ponderadas e lúcidas intelectuais da Itália. Nascida em uma família judia, foi educada na Alemanha e foi uma das últimas alunas de Hans-Georg Gadamer. Seus primeiros trabalhos estão próximos da teoria da desconstrução de Derrida. Mais tarde, analisou o nazismo de Heidegger. A obra da filósofa italiana, quase sempre nos afluentes da política, tem marcado boa parte do debate do país nos últimos anos. Continue lendo ““Há um conspirador em cada um de nós”. Entrevista com Donatella Di Cesare”

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Reforma agrária norteia debates em seminário sobre a situação fundiária do Brasil

O Seminário é o primeiro ato conjunto de trabalho previsto no acordo assinado com a CPT neste ano e debateu políticas de fortalecimento e amparo às populações do campo e da floresta

Por Assessoria de Comunicação Social da DPU / CPT

Brasília –  Nos dias 28 e 29 de março, a Defensoria Pública da União (DPU) iniciou ao 1º Seminário sobre “Conflitos Fundiários, Direito de Acesso à Terra e Direitos Territoriais”, feito em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT). A iniciativa é o primeiro ato conjunto de trabalho previsto no acordo assinado com a DPU em janeiro deste ano, que pretende desenvolver ações conjuntas para a defesa dos direitos de pessoas e comunidades na luta pela terra e território. Continue lendo “Reforma agrária norteia debates em seminário sobre a situação fundiária do Brasil”

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À ONU, líder Yanomami denuncia invasão do garimpo, estupro, doenças e a morte de 570 crianças indígenas

Representando indígenas Yanomami e Ye’kwana, Dário Kopenawa realizou as denúncias na 52ª sessão do CDH da ONU, nesta quarta-feira (29)

POR ADI SPEZIA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI
Representando mais de 30 mil indígenas dos povos Yanomami e Ye’kwana, Dário Kopenawa Yanomami denunciou a invasão do garimpo, estupro, doenças e a morte de 570 crianças indígenas durante o “Debate Geral” que busca acompanhar e implementar a Declaração e Programa de Ação de Viena, realizado nesta quarta-feira (29). Continue lendo “À ONU, líder Yanomami denuncia invasão do garimpo, estupro, doenças e a morte de 570 crianças indígenas”
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Polêmica: Os “identitários” sabem ouvir?

Contraposição a um artigo publicado em Outras Palavras. Antagonismos esvaziados tem efeito colateral: o marxismo desaparece como prática fundamentalmente política – e protagonistas das lutas sociais tornam-se figuras mudas e surdas

por Alex Moraes*, em Outras Palavras

O texto de Moysés Pinto Neto, publicado por Outras Palavras no início de março, apresenta-se como um diagnóstico contraposto a outros diagnósticos e aos seus supostos formuladores. Ali, está em jogo o desafio de representar, em termos claros e forjados com linhas divisórias dramáticas, o panorama de uma polêmica na qual incidem o bolsonarismo, a “esquerda liberal racionalista” (acadêmicos progressistas), a “esquerda radical” (influencers comunistas e velhas lideranças marxistas), uma “nova direita fantasiada de esquerda” (nacionalistas econômicos) e as/os protagonistas de um movimento “minoritário” em permanente mutação; movimento que, hoje, confronta-nos com a radicalidade de suas lutas, ancoradas na densa tessitura de filosofias e modos de vida estruturalmente alheios aos regimes de governo promovidos pelo “Deus-Capital-Branco”. No seio dessa polêmica, instala-se um profundo equívoco que organiza os olhares confusos do bloco esquerdista e do bloco bolsonarista: eles só conseguiriam enxergar nas políticas minoritárias o sinal de uma falta identitarista – falta de “luta de classes”, falta de ponderação no tocante a tendências essencialistas, falta, em suma, de radicalismo transversal e vocação majoritária – ou, então, no pior dos casos, o indício de uma insubordinação corpo-política e onto-epistêmica que exige repressão e normalização. Continue lendo “Polêmica: Os “identitários” sabem ouvir?”

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Caminhada do Silêncio lembra vítimas da ditadura de 1964

Evento fará parte do calendário oficial da cidade de São Paulo

Por Bruno Bocchini, na Agência Brasil

A terceira edição da Caminhada do Silêncio, realizada neste domingo (2) na capital paulista, relembrou o golpe civil-militar de 1964, homenageou a memória das vítimas da violência, e pediu o fim da impunidade dos crimes cometidos por agentes estado brasileiro durante a ditadura. Continue lendo “Caminhada do Silêncio lembra vítimas da ditadura de 1964”

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