Enquanto Brasil insiste em debater “equilíbrio fiscal”, avança em todo mundo outra agenda. Dogmas do neoliberalismo estão abalados. Estado volta a ser ator central. País precisa priorizar, urgente, projeto que o situe num mundo em transformação
Por José Luís Fiori e William Nozaki, em Outras Palavras
O “debate desenvolvimentista” latino-americano
não teria nenhuma especificidade se tivesse se reduzido
a uma discussão macroeconômica entre
“ortodoxos” neoclássicos ou liberais
e “heterodoxos” keynesianos ou estruturalistas.
Na verdade, ele não teria existido se não fosse
por causa do Estado e da discussão sobre a eficácia ou não
da intervenção estatal para acelerar o crescimento econômico,
por cima das “leis de mercado”*










