Sem mudanças, Bolsa Família pode agravar a fome dos Yanomami

O governo Lula quer ampliar o cadastro na terra indígena, mas é preciso adaptar o programa de transferência de renda às realidades dos diferentes povos para que não se torne mais um vetor de violências

por MARCELO MOURA, em Sumaúma

O rio Demini percorre a porção central da Terra Indígena Yanomami. Nasce ao pé das montanhas que se erguem perto da fronteira do Brasil com a Venezuela. E desce vagaroso, curvando-se para contornar as serras do Aracá até desaguar no rio Negro, próximo à cidade de Barcelos, no Amazonas. Suas curvas e corredeiras compõem o caminho dos Yanomami que viajam para a cidade para acessar os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. É na calha do Demini que fica a comunidade Maxokapiu, onde pude conviver com os Yanomami ao longo de muitos meses, em diversas viagens de 2018 até hoje, e observar de perto o progressivo impacto do Bolsa Família e de outras iniciativas governamentais no chão da floresta. Na contramão dos bons resultados de programas de transferência de renda em diferentes regiões do país, da forma como foi pensado e como de fato chega aos Yanomami e a muitos outros povos indígenas no Brasil, o Bolsa Família pode criar mais problemas do que soluções. Continue lendo “Sem mudanças, Bolsa Família pode agravar a fome dos Yanomami”

Ler maisSem mudanças, Bolsa Família pode agravar a fome dos Yanomami

Empresários do agro que foram à China devem R$ 32 milhões ao IBAMA

ClimaInfo

O grupo de empresários do agronegócio brasileiro que foi à China na semana passada numa comitiva organizada pelo governo federal incluiu representantes de companhias que devem mais de R$ 32 milhões em multas ambientais ao IBAMA. A principal devedora é a JBS, com 37 multas pendentes com o órgão ambiental que somam R$ 26,7 milhões. A Suzano aparece com uma infração de R$ 5 milhões. Continue lendo “Empresários do agro que foram à China devem R$ 32 milhões ao IBAMA”

Ler maisEmpresários do agro que foram à China devem R$ 32 milhões ao IBAMA

Racista não dá mais nome a sala da Faculdade de Direito da USP

Em decisão histórica, o nome de Amâncio de Carvalho foi retirado do Largo de São Francisco; reportagem da Ponte revelou histórico do médico que manteve mumificado o corpo de Jacinta Santana, mulher negra, por anos exposto na universidade

por Gil Luiz Mendes, na Ponte

Um racista não dá mais nome a uma sala dentro da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Depois de dois anos de luta dos movimentos negros e estudantis, a homenagem ao eugenista Amâncio de Carvalho foi retirada da instituição de ensino após votação da congregação da entidade realizada nesta quinta-feira (30/3). Continue lendo “Racista não dá mais nome a sala da Faculdade de Direito da USP”

Ler maisRacista não dá mais nome a sala da Faculdade de Direito da USP

Mortalidade infantil entre indígenas da etnia Xavante é cinco vezes a média nacional e se aproxima dos Yanomami

Dados obtidos com exclusividade pelo Joio também mostram altos índices de desnutrição infantil. Monocultura avança sobre territórios e afeta saúde dos indígenas do Mato Grosso

por Marcos Hermanson Pomar, em O Joio e o Trigo

Os Xavante, uma numerosa etnia indígena concentrada em nove terras demarcadas no estado de Mato Grosso, têm uma taxa de mortalidade infantil cinco vezes maior do que a média brasileira. Continue lendo “Mortalidade infantil entre indígenas da etnia Xavante é cinco vezes a média nacional e se aproxima dos Yanomami”

Ler maisMortalidade infantil entre indígenas da etnia Xavante é cinco vezes a média nacional e se aproxima dos Yanomami

Governo Lula mantém norma inconstitucional de Bolsonaro sobre terras indígenas

Instrução normativa libera exploração agropecuária por não indígenas, o que viola Constituição. “Medida deve ser revogada urgentemente”, diz movimento indígena

Por Tatiana Merlino e João Peres, em O Joio e o Trigo

Prestes a completar cem dias, o governo Lula mantém vigente uma norma do governo Jair Bolsonaro que libera exploração agropecuária dentro de terras indígenas em parceria com não indígenas. Continue lendo “Governo Lula mantém norma inconstitucional de Bolsonaro sobre terras indígenas”

Ler maisGoverno Lula mantém norma inconstitucional de Bolsonaro sobre terras indígenas

Visão da ditadura sobre Amazônia operou “totalmente” na gestão Bolsonaro, diz pesquisadora

Para professora Adriana Marques, políticas do ex-governo inspiradas nos militares deixaram floresta “mais desprotegida”

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

O ideário que orientou as políticas para a Amazônia na ditadura militar, cujo golpe fundador está prestes a completar 59 anos, foi replicado por Jair Bolsonaro em seu governo, que deixou aflorar antigas teorias conspiratórias e fez com que a floresta ficasse mais desprotegida. Essa é a avaliação de Adriana Aparecida Marques, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora de questões relacionadas às Forças Armadas há mais de duas décadas. Continue lendo “Visão da ditadura sobre Amazônia operou “totalmente” na gestão Bolsonaro, diz pesquisadora”

Ler maisVisão da ditadura sobre Amazônia operou “totalmente” na gestão Bolsonaro, diz pesquisadora

Nota de Repúdio ao Racismo Ambiental contra Terreiro Bantu-Indígena em Taperoá – BA

Viemos por meio desta nota repudiar os recorrentes atos de intolerância religiosa e racismo institucional por parte da atual gestão municipal de Taperoá – BA que atualmente por meio da Secretaria de Turismo, Meio Ambiente e Pesca persegue o Taata Luangomina, sacerdote do Camdomblé Bantu que tem construído um espaço sagrado denominado “Aldeia Taperaguá” próximo à localidade da Itiúba em Taperoá – BA. Cabe destacar que a notificação encaminhada pela secretaria citada consiste em um ato de Racismo Ambiental, pois os Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro têm a natureza como seu verdadeiro espaço sagrado de culto ancestral, às plantas que são mantidas nos territórios do Candomblé expressam a cosmovisão de povos que foram escravizados mais que resistiram a partir da sua cultura e identidade aqui no Brasil. Continue lendo “Nota de Repúdio ao Racismo Ambiental contra Terreiro Bantu-Indígena em Taperoá – BA”

Ler maisNota de Repúdio ao Racismo Ambiental contra Terreiro Bantu-Indígena em Taperoá – BA

Espaços de diálogo: o retorno dos conselhos de participação

Especialistas fazem balanço do governo anterior e apontam desafios para os próximos anos

Juliana Passos – EPSJV/Fiocruz

A retomada dos conselhos de participação social já nos primeiros meses do terceiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva trouxe alívio diante da falta de interlocução com o governo anterior. O ex-presidente Jair Bolsonaro extinguiu dezenas de órgãos colegiados que não estavam previstos em lei e fez alterações importantes naqueles que tinham proteção legal, em uma de suas primeiras medidas após tomar posse, em 2019. Entre os exemplos mais significativos estão o fim do Consea, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, e a mudança na composição do Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente e no Conselho Nacional de Educação (CNE). Continue lendo “Espaços de diálogo: o retorno dos conselhos de participação”

Ler maisEspaços de diálogo: o retorno dos conselhos de participação

Famílias sem terra fecham rodovia após despejo na Chapada Diamantina, na Bahia

Trabalhadores afirmam que só deixarão a área após diálogo com empresa, Incra e MDA

Da Redação Brasil de Fato

Na manhã desta quarta-feira (29), centenas de famílias trabalhadoras rurais fecharam a rodovia BA-250, no trecho que liga o município de Maracás (BA) a Lagedo do Tabocal (BA), denunciando o despejo que ocorreu na terça (28) na área que pertence à empresa Ferbasa. Desde o dia 28, as famílias seguem acampadas próximo ao local e aguardam uma possível abertura de diálogo com a empresa e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Continue lendo “Famílias sem terra fecham rodovia após despejo na Chapada Diamantina, na Bahia”

Ler maisFamílias sem terra fecham rodovia após despejo na Chapada Diamantina, na Bahia

O terror da ditadura sobre minha família. Por Roque Aparecido da Silva

Geração 68 Sempre na Luta

Vivemos dias dramáticos em nosso país. O genocida que ocupava a Presidência e seus apoiadores defendiam a Ditadura e as torturas. Um dos seus grandes heróis é o Coronel Ulstra, que foi um dos líderes dos torturadores durante a Ditadura Militar, que durou de 1964 a 1985. Quem não viveu nesse período e mesmo muitos que viveram não têm muita ideia sobre o que foi a Ditadura Militar. Continue lendo “O terror da ditadura sobre minha família. Por Roque Aparecido da Silva”

Ler maisO terror da ditadura sobre minha família. Por Roque Aparecido da Silva