“Passaporte para o futuro”: as miragens fósseis da Petrobras na margem equatorial do Brasil

ClimaInfo

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Petrobras resolveram dobrar suas apostas na exploração de petróleo e gás natural na margem equatorial, faixa litorânea que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá. Em particular, estão de olho na liberação da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, que está sob análise do IBAMA – mesmo sem uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) que verifique se a região está apta à atividade, lembra o Observatório do Clima. Continue lendo ““Passaporte para o futuro”: as miragens fósseis da Petrobras na margem equatorial do Brasil”

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Fome no Brasil não é conjuntural, pontual, transitória ou atípica; é estrutural. Entrevista especial com José Raimundo Sousa Ribeiro Junior

“Quanto mais restritiva é a definição de fome, menores são os números, menor é a quantidade de pessoas consideradas famintas. Precisamos ter isso em mente porque, à medida que os dados são lançados, muitas vezes eles carregam consigo uma aparência de objetividade e até mesmo de neutralidade que oculta as posições teóricas e políticas que estão por trás da sua formulação”, alerta o geógrafo

Por: Patricia Fachin, em IHU

A busca por compreender o fenômeno da fome em sua complexidade, a partir da análise dos dados, mas também do cotidiano real das famílias, permite observar que este não é um problema “conjuntural, pontual, transitório ou atípico” na sociedade brasileira, mas algo presente e contínuo, um fenômeno estrutural. Ter clareza sobre esta realidade permite “entender qual é a magnitude do problema e, portanto, quais são as possibilidades de superá-lo”, disse José Raimundo Sousa Ribeiro Junior na videoconferência intitulada “O panorama da fome no Brasil e as possibilidades da sua superação”, ministrada em 16-03-2023 no Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Continue lendo “Fome no Brasil não é conjuntural, pontual, transitória ou atípica; é estrutural. Entrevista especial com José Raimundo Sousa Ribeiro Junior”

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Cosmovisões ancestrais e resistências ao capitalismo

Reflexão sobre a profunda crise do projeto moderno ocidental e os caminhos para enfrentá-la. Superar ideais de conquista é crucial – assim como retomar concepções da vida e de mundo fundadas na integração à natureza, no cuidado e na partilha

Por Soleni Biscouto Fressato, em Outras Palavras

Para os povos indígenas do rio Negro,[1] dentre eles os Desana, os seus antepassados eram “gente-peixe”, que vieram do cosmos para povoar a Terra, navegando numa canoa em formato de uma enorme serpente. No meio da escuridão, surgiu, por ela mesma, Yebá Buró, a Avó do Mundo, sustentada num banco de quartzo branco. Mascando ipadu[2] e fumando tabaco, ela começou a pensar em como deveria ser o mundo. Enquanto ela pensava, levantou-se uma esfera: era o mundo, que ela chamou de Maloca[3] do Universo. Depois, Yebá Buró tirou um pouco de ipadu da boca e os transformou em homens, eram os Trovões ou os Homens de Quartzo Branco. Yebá Buró ordenou que eles criassem a humanidade, mas eles nada fizeram. A Avó do Mundo, então, resolveu criar outro ser que seguisse suas instruções e no mesmo momento surgiu, da fumaça do seu cigarro de tabaco, o Deus da Terra. O Terceiro Trovão e o Deus da Terra uniram-se para criar a “gente-peixe”. O Terceiro Trovão se transformou na “canoa serpente” e trouxe o Deus da Terra e a “gente-peixe” para povoar o mundo, que ainda não existia. Durante muitos séculos, a “gente-peixe” viveu na “canoa serpente”, até que surgiu uma enorme parede de gelo. O Deus da Terra reuniu todo o seu conhecimento e, com seu bastão, quebrou a parede de gelo. Quando a parede de gelo foi quebrada, surgiram o céu, os mares, os oceanos e toda a terra, e a “gente-peixe” desembarcou e começou a povoar o mundo todo[4]. Para os Kaxinawá, povos que habitam o estado do Acre (Brasil) e o Peru, a origem da vida é a “mulher jiboia”, que vive nas águas do igarapé[5]. Entre os Shipibos, povo da Amazônia peruana, o rio, onde surgiu a vida, é uma grande serpente que se chama Ronin.  Continue lendo “Cosmovisões ancestrais e resistências ao capitalismo”

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Comunidades amazônicas são essenciais para saúde da floresta

Artigo publicado por pesquisadores do Inpe detalha como a expansão do agronegócio na região a partir da década de 1960 vem causando desequilíbrios que geram problemas de saúde pública. Solução será impossível se não incluir povos tradicionais

por Alessandra Monterastelli, em Outra Saúde

A Amazônia é crucial na manutenção da vida no planeta: além de ser responsável pela produção de 20% do oxigênio de todo planeta, a floresta guarda uma diversidade de espécies e saberes de valor inestimável. Um artigo assinado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), publicado nos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), relaciona a diversidade amazônica e sua preservação a ação produtiva das comunidades locais. Continue lendo “Comunidades amazônicas são essenciais para saúde da floresta”

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Economia: tudo o que falta mudar

Num seminário histórico, pensadores de relevo internacional reunidos pelo BNDES sugerem: país continua refém do rentismo. Juros impostos pelo BC são sabotagem. Mas há saída – em políticas que o ministério da Fazenda ainda resiste em adotar

por Antonio Martins, em Outras Palavras

A muralha de silêncio erguida para que o Brasil mantenha-se tão desigual e regredido foi vazada brevemente esta semana. Pensadores convidados pelo economista André Lara Resende sustentaram, num seminário promovido pelo BNDES1 em 20 e 21/3, ao menos quatro ideias esperançosas, e contrárias à ortodoxia econômica que sufoca o país há muito. Num Ocidente mergulhado em crise civilizatória e acossado pelo fascismo, afirmam eles, um processo de reconstrução nacional com redução das desigualdades, desencadeado por aqui, pode ter repercussão global. O prestígio internacional de Lula é um catalisador muito potente. Continue lendo “Economia: tudo o que falta mudar”

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MST afirma que governo de GO defende latifúndio usado para exploração sexual

Em denúncia, Movimento diz que Ronaldo Caiado fez a defesa de uma propriedade utilizada em crimes, ao invés de buscar medidas que garantam a dignidade de famílias Sem Terra

Da Página do MST

Na madruga deste sábado (25), mais de 600 famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda São Lukas, no município de Hidrolândia, em Goiás. A área ocupada hoje integra o patrimônio da União desde 2016. Mas, antes, a propriedade pertencia a um grupo criminoso, condenado, em 2009, pelos crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas. A ação fez parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre em todo país durante o mês de março. Continue lendo “MST afirma que governo de GO defende latifúndio usado para exploração sexual”

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Contra exploração sexual, mulheres Sem Terra ocupam latifúndio em Goiás

Ação cobra que fazenda utilizada para tráfico humano e exploração sexual seja destinada para Reforma Agrária

Da Página do MST

Na madruga deste sábado (25), mais de 600 Famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda São Lukas, no município de Hidrolândia, em Goiás. A área ocupada hoje integra o patrimônio da União desde 2016. Mas, antes, a propriedade pertencia a um grupo criminoso, condenado, em 2009, pelos crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas. A ação é parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre em todo país durante o mês de março. Continue lendo “Contra exploração sexual, mulheres Sem Terra ocupam latifúndio em Goiás”

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Em declaração conjunta em evento da ONU, Dom Roque cobra a demarcação das terras indígenas e a superação do marco temporal

Presidente do Cimi e Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque fez o alerta ao Conselho de Direitos Humanos em sua 52ª sessão, nesta quinta-feira (23)

POR ADI SPEZIA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Em declaração conjunta, o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e Arcebispo de Porto Velho, Rondônia, Dom Roque Paloschi alertou ser fundamental que o novo governo retome, imediatamente, a política de demarcação de terras indígenas no Brasil, em Debate Geral sobre situações de Direitos Humanos que requerem a atenção do Conselho. O evento faz parte do 52º período ordinário de sessões do Conselho de Direitos Humanos (CDH 52), que está sendo realizado em Genebra, na Suíça. Continue lendo “Em declaração conjunta em evento da ONU, Dom Roque cobra a demarcação das terras indígenas e a superação do marco temporal”

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Comitiva de Lula à China inclui desmatadores e lobistas do agronegócio

Imprensa nacional destaca os donos da JBS, mas não a participação de empresas envolvidas com desmatamento, como Marfrig e Paper Excellence; Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) atacou “oportunistas do ambientalismo radical” após Dia do Fogo

Por Hugo Souza e Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia, neste domingo, a primeira missão diplomática de seu governo, com destino à China. Com a proximidade do embarque, veículos como Folha, Estadão e O Globo vêm destacando a participação, entre os 102 empresários que integram a comitiva presidencial, de nomes como os dos irmãos Joesley e Wesley Batista, do frigorífico JBS, e de doadores de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas e a comitiva do agronegócio? A viagem a Pequim teve seu objetivo descrito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, como o de “abrir portas, criar oportunidades de crescimento e aumentar o mercado”. Qual é a história desses empresários? Continue lendo “Comitiva de Lula à China inclui desmatadores e lobistas do agronegócio”

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O tempo está fechando: povos isolados correm risco de extinção

Estudo mostra a urgência de a gestão Lula 3 fortalecer o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai para que as demarcações avancem e o combate às violações de direitos seja efetivo e salve vidas

por ARIENE SUSUI, em Sumaúma

Metade das terras indígenas exploradas ilegalmente por garimpeiros no Brasil são territórios em que vivem povos isolados. Essa é uma das constatações do estudo Isolados por um Fio: Riscos Impostos aos Povos Indígenas Isolados, publicado em janeiro deste ano pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Continue lendo “O tempo está fechando: povos isolados correm risco de extinção”

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