Esquema de ouro ilegal Yanomami envolve empresas milionárias acusadas de lavagem de recursos no Pará

Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal revelaram que ouro ilegal Yanomami foi comercializado por atravessadores para instituições financeiras acusadas de danos ambientais na Amazônia e lavagem de ouro no Pará

Por Ana Magalhães e Diego Junqueira, no Repórter Brasil

O garimpo na Terra Indígena Yanomami envolve milhares de pessoas entre garimpeiros, pilotos, operadores de rádio, atravessadores, cozinheiros e até garotas de programa. Mas quem mais lucra com esse crime são empresas com faturamentos milionários e sede em bairros nobres da capital paulista. Algumas delas são alvo na Justiça não só por comprar de garimpeiros clandestinos, mas por participar de um esquema que pode ter legalizado, em 2019 e 2020, mais de 4 toneladas de ouro ilegal de várias terras indígenas da Amazônia, segundo o Ministério Público Federal. Continue lendo “Esquema de ouro ilegal Yanomami envolve empresas milionárias acusadas de lavagem de recursos no Pará”

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A fotógrafa sobrevivente do Holocausto que há mais de 50 anos luta contra massacres dos yanomami

Por Letícia Mori, na BBC Brasil*

Aos 40 anos, em 1971, a fotógrafa Claudia Andujar teve um encontro que mudou o rumo de sua vida.

Nascida na Suíça, Andujar já vivia no Brasil havia 16 anos, tendo construído uma carreira de sucesso no fotojornalismo. Mas naquele início da década de 1970, sua profissão tomou outra direção quando ela fotografou os indígenas yanomami de Roraima para a revista Realidade, que fazia um especial sobre a Amazônia. Na época, o povo yanomami era relativamente isolado. Continue lendo “A fotógrafa sobrevivente do Holocausto que há mais de 50 anos luta contra massacres dos yanomami”

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O que eles estão pensando? Estadão: “A democracia precisa do Supremo”

Enquanto a Folha de São Paulo se dedica a defender quem usa rede social para fazer enquete sobre o assassinato do presidente da República, o Estadão abre editorial em defesa do Supremo e da democracia. Diz ele: “não poucas vezes o STF poupou o País dos efeitos mais nefastos da agenda reacionária de Jair Bolsonaro. Tanto que o custo dessa altivez foi o ódio dos bolsonaristas não só à Corte, cuja sede foi a mais vandalizada em 8 de janeiro, mas aos seus ministros e familiares”. E acrescenta; desqualificar a Suprema Corte “é desqualificar a própria ideia de Justiça como alternativa civilizatória à barbárie.” Vale ler.(TP)

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AGU responde a editorial da Folha que defendeu jogador de vôlei

Jornal disse que o jogador “é um profissional do setor privado”. AGU rebateu: “os fatos ocorridos nos últimos quatro anos mostram que normalizar condutas criminais é perigoso”

No Brasil 247

A Advocacia-Geral da União (AGU) reagiu ao editorial da Folha de S. Paulo deste sábado (4), que chama de  ‘bola fora’ a decisão da AGU defender o banimento do jogador de vôlei Wallace, que incitou o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Continue lendo “AGU responde a editorial da Folha que defendeu jogador de vôlei”

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Relatório da DPU constata “violação generalizada e sistemática de direitos humanos” dos Yanomami

Por Samantha Rufino, g1 RR — Boa Vista

Um relatório da Defensoria Pública da União (DPU) constatou uma “violação generalizada e sistemática de direitos humanos dos povos indígenas Yanomami e Ye’kwana“. O documento, intitulado “Missão da DPU na Saúde Yanomami”, é referente a uma visita técnica do órgão para verificar a crise sanitária e humanitária que os indígenas enfrentam.

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Forças Armadas no governo Bolsonaro deixaram de agir na Terra Yanomami em sete ocasiões

O ápice da atuação de mais de 20 mil invasores foi em 2022, último ano do governo

Por Vinicius Sassine, no Yahoo

Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), as Forças Armadas deixaram de atuar no combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami ou tiveram uma atuação insuficiente em, pelo menos, sete ocasiões —o que enfraqueceu ações policiais e contribuiu para a expansão da atividade criminosa no território. Continue lendo “Forças Armadas no governo Bolsonaro deixaram de agir na Terra Yanomami em sete ocasiões”

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O Brasil verde-amarelo é um país sem cor. Por Vinício Carrilho Martinez e Márcia Camargo

Nós sentimos todas as dores do mundo, mas hoje nos dói profundamente a dor das 500 crianças mortas pela má fé que lhes trouxe a morte

No A Terra é Redonda

Muitas pessoas dizem o que sentem. Assim, algumas pessoas dizem que um mês há uma sensação de que já se transcorreram vários anos. Seriam anos de alívio pela defenestração do fascismo no comando do Estado, e ainda que seus efeitos sejam longevos na fruição da sociedade. Continue lendo “O Brasil verde-amarelo é um país sem cor. Por Vinício Carrilho Martinez e Márcia Camargo”

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Depois do “Marx”, Jean Tible lança agora “Política Selvagem”

Em 2021. Jean Tible nos ofereceu o relançamento de Marx Selvagem, versão de sua tese de doutorado junto à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Desta virada de ano, temos agora Política Selvagem, a partir de sua tese de livre-docência junto ao Departamento de Ciência Política da USP e, segundo ele, um desdobramento do “Marx” relançado há menos de dois anos. Com ele, Jean Tible nos convida a “pensar a política com as lutas das coletividades dissidentes e suas incessantes revoltas atravessando tempos-espaços-mundos”.

Política Selvagem terá seu lançamento no Rio de Janeiro na livraria Folha Seca, em 3 de março de 2023. E, para dar uma pequena dica do que nos espera, segue abaixo o comentário de Peter Pál Pelbart a respeito da obra. (TP) Continue lendo “Depois do “Marx”, Jean Tible lança agora “Política Selvagem””

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Necropolítica e racismo. Por Luiz Marques

Na economia do biopoder, a função do racismo é regular a distribuição da morte e tornar possíveis as funções assassinas do Estado

No A Terra é Redonda

“Correntes nunca mais” (Glória Maria).

Achille Mbembe é um filósofo camaronês que, no início do século XXI, publicou um pequeno ensaio em inglês intitulado Necropolitics. Traduzido para o português, em 2018, soma mais de uma dezena de reimpressões. Virou um grande best-seller do pensamento. Necropolítica  discute o atributo fundamental da soberania: “exercer o controle sobre a mortalidade e definir a vida como implantação e manifestação de poder”. A definição corresponde ao que Michael Foucault denomina de biopoder, em Nascimento da biopolítica (Collège de France, 1978-1979). Continue lendo “Necropolítica e racismo. Por Luiz Marques”

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Maitowa: o homem do contato

Maitowa Enawenê, ancião que esteve no cartaz da Semana dos Povos Indígenas de 2018 do Cimi, encantou nesta semana no Mato Grosso; Maitowa esteve no contato com Thomaz de A. Lisboa e Vicente Cañas

Por Fausto Campoli, no Cimi

Ele está próximo do rio, ouve um som estranho, afinal ele é de um povo isolado. Aqueles que o acompanham se distanciam. Ele permanece, pois a curiosidade o instiga.

Maitowa fica até ver o barco a motor e seus ocupantes, tornar-se bem visíveis e gritar: “Nowaka Nato, Dawati Dakolata Nowaini” – em tradução para o português “Estou aqui, tragam-me machado”. Continue lendo “Maitowa: o homem do contato”

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