“Brasil quebrado”, uma ladainha perniciosa. Por André Doneux*

Por trás do discurso de rombo fiscal, está a pressão das elites para forçar Lula a manter o Teto de Gasto. Mas o Estado, emissor de moeda, não corre risco de insolvência – e justiça social, ao contrário do que dizem, cabe sim na planilha macroeconômica

em Outras Palavras

Breve retrato do presente

Desde a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – uma vitória do Estado de Direito e da Constituição Cidadã de 1988 sobre os porões da ditadura – em 30 de outubro de 2022, os desafios fiscais e orçamentários do governo eleito ganharam grande destaque no debate público. Continue lendo ““Brasil quebrado”, uma ladainha perniciosa. Por André Doneux*”

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Perspectivas democráticas e os desafios da questão racial na luta pela Reforma Agrária Popular

Por Rosa Negra, Mara Santos e Gladys Oliveira*, na Página do MST

“Viemos cobrar a miscigenação forçada”

“Cobrança” – Aracy Cachoeira.

Esses dias pós celebração da vitória do último pleito eleitoral temos vivido uma sensação de alívio, análises projetivas, sorrisos firmes e a convicção que se fortalece sobre estar do lado certo da história, agora do lado de quem venceu respeitando as regras do jogo. E isso é próprio de quem defende “a alegria como uma trincheira”, como aprendemos nos versos de Benedetti e de tantos outros e outros poetas que nos ensinaram a querer a vida pela vida e nada mais. Não há dúvidas de que é preciso comemorar, extravasar, enaltecer essa vitória, mas, precisamos nos atentar que esse não deve ser o ponto final e sim o ponto de partida. Sem reforma agrária e com racismo não tem democracia. Não basta uma vitória nas eleições, ela precisa se efetivar em um projeto popular. Continue lendo “Perspectivas democráticas e os desafios da questão racial na luta pela Reforma Agrária Popular”

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A ONU e o peso dos nossos mortos

No TaquiPraTi

O mundo atingiu a marca de 8 bilhões de pessoas, segundo projeção da ONU, cujas estimativas levam em conta que, em cada segundo, ocorrem três nascimentos no planeta. Dessa forma, a mídia de diferentes países comemorou a 8ª bilionésima criança nascida na madrugada de terça feira (15): Lucca Freire, em Porto Alegre (RS), Damian na República Dominicana, Vinice nas Filipinas e assim por diante. A soma dos vivos está feita. Mas, e os mortos, quantos dão adeus em cada segundo?

Fujo de números como o diabo da cruz ou o Coiso da verdade. Sou neófito nessa questão, não sei como os demógrafos calcularam, ignoro de que modo relacionaram taxas globais de fecundidade e de mortalidade de cada país. Desconfio, porém, que a ONU não subtraiu da cifra global os constantes assassinatos em comunidades pobres, nem as seis mortes recentes no Brasil: Gal Costa, Rolando Boldrin, Isabel do vôlei, além do escritor Ricardo Gontijo, no Rio e dos professores Raoni Lopes e Graça Barreto, em Manaus. Continue lendo “A ONU e o peso dos nossos mortos”

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Hebe de Bonafini, liderança histórica das Mães da Praça de Maio, morre aos 93 anos, na Argentina

Ativista fundou movimento que buscava por filhos e netos desaparecidos durante ditadura militar no país vizinho

Brasil de Fato | Recife(PE)

A presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, morreu neste domingo (20), aos 93 anos. A causa da morte ainda não foi esclarecida. A informação foi confirmada por diferentes fontes ligadas à ativista, entre elas a vice-presidente da Argentina, Christina Kirchner. Continue lendo “Hebe de Bonafini, liderança histórica das Mães da Praça de Maio, morre aos 93 anos, na Argentina”

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Ministério da Igualdade Racial é prioridade para lideranças negras em grupo de transição

População é a mais afetada por falta de políticas públicas, avaliam integrantes do grupo técnico de igualdade racial nomeados para a equipe de transição de Lula.

Por Nayara Fernandes, do G1, e Thaiza Pauluze, da Globonews

Em reuniões online diárias, o grupo de transição de igualdade racial do novo governo Lula (PT) tem a missão de indicar nomes de referências negras para compor todas as pastas da gestão petista. Além de fazer um raio-x da área, que teve seu orçamento reduzido a zero, os integrantes têm como prioridade colocar o combate ao racismo no centro das pautas, da economia às mudanças climáticas, e pleiteiam a criação de um ministério para tal. Continue lendo “Ministério da Igualdade Racial é prioridade para lideranças negras em grupo de transição”

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Branquitude: Um campo de estudos críticos referentes ao privilégio das pessoas brancas em sociedades estruturadas pelo racismo

Por Erika Farias – EPSJV/Fiocruz

Estudos sobre história e cultura afro-brasileiras têm evidenciado o fato de que a sociedade ocidental foi educada a partir de uma visão eurocêntrica de mundo, em que os feitos dos colonizadores foram ensinados, geração após geração, como conquistas e atos heroicos. Por este ponto de vista, criou-se uma ideia do homem branco como vencedor, a força motriz de uma expansão capitalista que, por séculos, sequestrou, escravizou e aniquilou povos inteiros. Mais de 130 anos após a assinatura da Lei Áurea, declaração ‘formal’ que determinou a abolição da escravatura em solo brasileiro – sem que houvesse indenizações ou posteriores políticas de integração aos recém libertos – hoje, são notórios e crescentes o ativismo e o movimento social negro, bem como os debates acerca de consequências pessoais, sociais e econômicas dos quase 400 anos de escravização do povo africano e afrodescendente. Apesar do avanço das discussões referentes à reparação histórica de pretos e pardos, um aspecto desta engrenagem permanece em segundo plano: a invisibilização do branco escravizador. É neste campo crítico, de estudos referentes aos privilégios da pessoa branca em sociedades estruturadas pelo racismo, que surge o conceito de ‘branquitude’. Continue lendo “Branquitude: Um campo de estudos críticos referentes ao privilégio das pessoas brancas em sociedades estruturadas pelo racismo”

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Economia é secundária, o que importa são as pessoas, diz Amartya Sen

Por Thiago Bethônico, no Yahoo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vencedor do Nobel de Economia em 1998, o pensador indiano Amartya Sen prefere se conter sobre as discussões econômicas. Segundo ele, o tema já recebe atenção demais -“praticamente o tempo todo”-, e há questões mais importantes, como a liberdade e as pessoas.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Sen afirma estar preocupado com ameaças à vida humana em função da intolerância política, que se espalha no mundo. “Há muitas coisas acontecendo que são perturbadoras. Se elas são ou não economicamente perturbadoras é uma questão secundária.” Continue lendo “Economia é secundária, o que importa são as pessoas, diz Amartya Sen”

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Justiça de Transição, periferia e democracia. Por Clarissa Ramos Duarte

Relatório publicado em 2021 de pesquisa realizada pelo CRISP/UFMG em parceria com o NEV/USP, evidenciou que a tortura no Brasil é cotidiana e tem como principais vítimas jovens negros e pobres, o que demonstra que persiste o núcleo de necropolítica de poder dentro do Estado brasileiro

Na Fórum

O tempo, muito mais do que significar a contagem dos dias, medida forjada, criada por nós, traz em si a capacidade de reverberar os desdobramentos de fatos que não experimentamos. O tempo não é algo que está posto, no sentido de que apenas localiza, situa, caracteriza os acontecimentos, mas antes, o tempo carrega a capacidade de despertar, ou recobrar, ou perpetuar e até de ressignificar acontecimentos que, embora não tenham sido vivenciados por nós, conhecemos por conta da história, em suas variadas formas e/ou padecemos dos seus ecos. Continue lendo “Justiça de Transição, periferia e democracia. Por Clarissa Ramos Duarte”

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O reencontro com o Brasil. Por Janio de Freitas

O mundo mudou e a visão dos militares ficou fora, completamente fora da realidade

Na Folha

A recepção do mundo ao retorno de Lula tem a anormalidade dos fenômenos. As publicações importantes, muitos chefes de governo, e manifestações dos conscientes das urgências naturais, sociais e políticas do planeta celebram a volta do Brasil pelas mãos de Lula. Nas palavras do escritor Jon Lee Anderson: “As pessoas ao redor mundo estão esperando de você, Lula, não que salve a Amazônia, mas que salve o mundo”. Continue lendo “O reencontro com o Brasil. Por Janio de Freitas”

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A Transição. Por Julio Pompeu

No Terapia Política

O casamento de Marília foi espetacular. Com a grandiosidade exagerada de luxo meio brega inspirada nos eventos das antigas monarquias, a delicadeza de doces e comidas finas e o romantismo em discursos, risos e choros de felicidade. Era como um sonho sonhado acordado.

Foi uma mudança ousada em sua vida. O atual era completamente diferente de seu ex. Mas as decepções são como ladeiras que nos inclinam a mudanças tão radicais quanto a intensidade dos sentimentos tristes que brotam dela. A decepção com Leandro, virou esperança de vida feliz com Jonas. Continue lendo “A Transição. Por Julio Pompeu”

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