PF prende suspeitos de ocultar corpos de Bruno e Dom no Vale do Javari

ClimaInfo

A Polícia Federal realizou uma série de detenções no sábado (6/8) na região do Vale do Javari, todas em conexão com os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Entre os detidos estão três pessoas que teriam participado da ocultação dos corpos – todos parentes de Amarildo Oliveira, vulgo “Pelado”, assassino confesso de Bruno e Dom.

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Comitês Populares em Alagoas fortalecem organização popular no campo e na cidade

Conheça as ações desenvolvidas pelos Comitês Populares nos territórios alagoanos

Por Alice Oliveira, na Página do MST

Na perspectiva de debater um Projeto Popular para o Brasil, a partir de um novo ciclo de mobilizações para fortalecer a construção de um país justo e soberano, em oposição às políticas destrutivas implementadas pelo atual governo, organizações do campo e da cidade tem apontado os Comitês Populares como principal ferramenta de trabalho popular nesse período.

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Organizações cobram posicionamento de empresas do agronegócio sobre Convenção OIT-169

Federações patronais do Pará pediram que Bolsonaro descumpra acordo que garante direitos dos povos originários; em carta com 255 assinaturas, Federação dos Povos Indígenas cobra compromisso público com ambiente e direitos humanos e fala em lavagem “verde” de imagem

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

A Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) enviou uma carta, nesta quinta-feira (04), cobrando um posicionamento público de empresas do agronegócio sobre a proposta de retirar o Brasil da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento é assinado por 255 organizações nacionais e estrangeiras, entre movimentos sociais, universidades e partidos políticos.

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Quando os “bugres” falam. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Eles inventam palavras, todas as vezes que veem um objeto que não conhecem. 
As mulheres, sobretudo, são excelentes para a invenção dessas palavras novas”.  
(Pierre Victor Renault. 1877).  

As vozes indígenas ressoam em Civilização e Revolta: Indígenas e indigenismo na formação do Brasil da antropóloga Izabel Missagia de Mattos, livro que revela o protagonismo dos Borum (gente) – é assim que eles se autodenominam. Na documentação aparecem como “Botocudos”, designação depreciativa dos portugueses para vários povos que usavam botoque, referidos também genericamente como “bugres”. A autora recolheu depoimentos de homens e mulheres em arquivos brasileiros e estrangeiros, em relatos de viajantes do séc. XIX e mais recentemente em entrevistas gravadas em português ou em Borum, uma língua do tronco linguístico Macro-Jê.

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Um retrato do Brasil. Por Abrao Slavutzky

No Terapia Política

Talvez já estivesse escrito que o psicanalista Tales Ab’Sáber iria buscar as raízes do país para fazer um retrato. Ele define seu mais novo livro como “uma viagem pela mentalidade escravista do Brasil nos primeiros anos da Independência”. Um estudo de como se formou a consciência nacional que possa responder a pergunta “Que país é esse?”. O autor recua no distante passado não só porque é um entusiasmado por História, mas também porque sabe o quanto a personalidade de cada um está enraizada no passado. Ir às raízes de uma pessoa, de uma família, de um povo, envolve as origens, a formação, mesmo sendo cada estudo diferente. O livro revela a genealogia da crueldade brasileira, tão escondida mas evidente nos elogios à tortura, e ao estupro.

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Quem foi Maria Felipa, a escravizada liberta que combateu marinheiros portugueses e incendiou navios

Por Evanildo da Silveira, de Vera Cruz (RS) para BBC News Brasil

“Nasceu escrava, mas depois de liberta colocou a liberdade como maior tesouro de sua vida, moradora da Ilha de Itaparica, negra, alta, desde cedo aprendeu a trabalhar como marisqueira, pescadora, trabalhadora braçal que aprendeu na luta da capoeira a brincar e a se defender, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas, foi líder de um grupo de mais de 40 mulheres e homens de classes e etnias diferentes, onde vigiava a praia dia e noite a fortificando com trincheiras para prevenir a chegada do exército inimigo, e organizava o envio de alimentos para o interior da Bahia (recôncavo), atuando na luta pela libertação da dominação portuguesa.”

Este trecho do livro Maria Felipa de Oliveira – Heroína da Independência da Bahia, de Eny Kleyde Vasconcelos Farias, se refere a esta personagem no mínimo controversa da história baiana e brasileira.

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“Cota não é sobre ter antepassados negros. É sobre imagem”

DPCE

Duas mulheres negras pautaram os debates da abertura do seminário “Políticas afirmativas e cotas raciais: o papel das bancas de heteroidentificação”, ocorrido nesta sexta-feira (5/8) na sede da Defensoria Pública Geral do Ceará (DPCE), em Fortaleza. A promotora de Justiça da Bahia, Lívia Sant’Anna Vaz, e a assessora especial dos movimentos sociais no Governo do Ceará, Zelma Madeira, discutiram aspectos da formação social brasileira que demandam do Estado a implementação de políticas afirmativas.

“Cota não é sobre ter antepassados negros. Não é sobre as experiências de racismo de cada candidato. É sobre a imagem, a aparência dessa pessoa. Se eu, uma mulher negra, não posso usar a minha ascendência branca, como de fato tenho uma avó branca, para não sofrer racismo, pessoas brancas não podem evocar uma ancestralidade negra, independente do grau, para acessar uma política pública”, pontuou a promotora baiana.

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Viúva de Bruno Pereira, Beatriz Matos conta com a força do ex-companheiro para seguir com os filhos e na causa indígena: ‘sinto ele perto de mim’

Por Daniel Biasetto, de O Globo, no Yahoo

Dois meses após o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no Vale do Javari (AM), ainda é difícil para a antropóloga Beatriz Matos, viúva de Bruno, falar sobre o assunto. A sociedade chorou o indigenista. Ela chorou o homem, o marido e pai de seus dois filhos, de 2 e 4 anos. Em entrevista ao GLOBO, a primeira em que conversou longamente sobre o episódio, ela diz ter somente hoje a real dimensão da gravidade do crime: “Não só foi uma violência contra a nossa família, foi uma violência contra a defesa dos povos e territórios indígenas do Brasil”.

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Prestes a ser recebido pelo Papa, Renato Freitas é cassado em sessão marcada por racismo

Câmara Municipal de Curitiba (PR) confirmou ontem, em segundo turno, a cassação do vereador, por causa de um protesto antirracista numa igreja católica; parlamentar será recebido pelo Vaticano no próximo mês

Por Aline Reis e Rogério Galindo, do Plural, na Ponte

A Câmara Municipal de Curitiba (PR) encerrou nesta sexta-feira (5/8), pela segunda vez, o processo de cassação de mandato do vereador Renato Freitas (PT). Por 23 votos contra sete (e duas abstenções), o parecer do Conselho de Ética sugerindo a perda de mandato foi acatado. Com isso, a suplente Ana Júlia Ribeiro (PT) deve voltar ao cargo a partir da semana que vem.

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Nova era dos descobrimentos. Por Janio de Freitas

Manifestos em defesa da democracia não se dirigem só a Bolsonaro

Na Folha

A impossibilidade de uma ideia sadia de Bolsonaro denuncia, por si só, algum propósito maléfico em sua ordem que transfere o desfile de 7 de Setembro para Copacabana, avenida Atlântica. A passagem das tropas, sem a largura usual nesses velhos exibicionismos, será abaixo de um paredão de altos edifícios de onde podem sair muitas coisas. Um rojão, por exemplo, dos usados nos estádios, em mãos bolsonaristas e apontado para baixo —pânico, reações armadas, ninguém dirá o que pode vir.

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