No TaquiPraTi
“Era uma casa mui desgraçada / Não tinha teto, não tinha nada /
Ninguém queria entrar nela não / lá dentro havia bicho-papão”.
(Paródia. Vinicius de Moraes. A Arca de Noé. 1980)
Durante mais de meio século, cerca de 30 mil indígenas foram albergados na Casa do Índio criada pela ditadura, em 1968, na Ilha do Governador, no Rio, no contexto da estrutura policialesca instalada no Brasil pelo AI-5, com três aparelhos repressivos centrados em Minas Gerais: a Guarda Rural Indígena (GRIN) que policiava as aldeias, o Reformatório Krenak, em Resplendor, e a Fazenda Guarani, perto da Serra do Cipó, para onde índios com “conduta desviante” eram presos e conduzidos “dentro de uma vagão de carga que nem animais” e lá submetidos à tortura e a trabalhos forçados.
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