A Casa do Índio: uma história esquecida. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Era uma casa mui desgraçada / Não tinha teto, não tinha nada /
Ninguém queria entrar nela não / lá dentro havia bicho-papão”.
(Paródia. Vinicius de Moraes. A Arca de Noé. 1980)

Durante mais de meio século, cerca de 30 mil indígenas foram albergados na Casa do Índio criada pela ditadura, em 1968, na Ilha do Governador, no Rio, no contexto da estrutura policialesca instalada no Brasil pelo AI-5, com três aparelhos repressivos centrados em Minas Gerais: a Guarda Rural Indígena (GRIN) que policiava as aldeias, o Reformatório Krenak, em Resplendor, e a Fazenda Guarani, perto da Serra do Cipó, para onde índios com “conduta desviante” eram presos e conduzidos “dentro de uma vagão de carga que nem animais” e lá submetidos à tortura e a trabalhos forçados.

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No terceiro dia do X Fospa, lideranças indígenas da Amazônia denunciam os constantes ataques sofridos dentro dos territórios

No último dia de atividades organizadas pelo Cimi no Fospa, lideranças de diferentes regiões falaram sobre o enfrentamento à política anti-indígena e aos invasores dos territórios indígenas

Lideranças do Tocantins, do Pará e de Mato Grosso do Sul denunciam atual contexto de violência nos territórios durante mesa no Tapiri Ecumênico III, no Fospa 2022. Foto: Marina Oliveira/Cimi

POR MARINA OLIVEIRA, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI*

O terceiro dia do X Fórum Social Pan-Amazônico – o Fospa 2022 – amanheceu com a resistência e partilha dos povos indígenas de diferentes regiões do país. Reunidos na mesa “Povos indígenas e mobilização por seus territórios, diálogo com a ecologia integral e o sínodo da Amazônia”, no Tapiri Ecumênico III, na Universidade Federal do Pará (UFPA), as lideranças falaram sobre o enfrentamento à política anti-indígena e aos invasores dos territórios indígenas.

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A destruição da EJA é um projeto racista

O desmonte das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um projeto que se encontra em vias de consolidação e esse plano é racista, pois expulsa e, por consequência, reitera a negação histórica do direito das populações negras e indígenas de buscarem uma vida mais justa através da educação

por Caio Vinicius de Castro Gerbelli, no Diplomatique Brasil

Há um processo em curso de destruição da Educação no Brasil, que atinge em cheio a de Jovens e Adultos. Essa frase pode parecer um tanto quanto catastrofista e alarmante, todavia ela é, e assim deve estar. O que estamos vendo e vivendo na atual conjuntura política e socioeconômica em nosso país é a reafirmação da negação do direito à educação para uma multidão de brasileiras e brasileiros que não puderam completar o ciclo da escolaridade. É a concretização de um projeto de exclusão e de expulsão de trabalhadoras e trabalhadores. O que temos é o total desprezo com a população brasileira.

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‘Filhos do MST’ encampam bandeiras de agroecologia, reforma agrária e inclusão

Geração que nasceu ou cresceu em assentamentos tem mais acesso à universidade que seus pais e mira futuro na política

Por Douglas Gavras, da Folha, no MST

A infância de Camilo Ramalho Santana, 24, foi diferente da que a maior parte dos brasileiros teve. Mineiro de Contagem, ele cresceu em um acampamento em Ariquemes, Rondônia, e lembra com nostalgia de seus primeiros anos como militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

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Bolsonaro apela ao golpismo diante da derrota que se anuncia. Por Janio de Freitas

Clareza trazida por pesquisas exige reação redobrada aos riscos do regime

Na Folha

Bolsonaro já está convencido de que não se reelege, e tem medo. Há dois meses até a eleição, tempo que não levaria um candidato esperançoso a providências de desespero.

Paulo Guedes e outros estão acionados em duas linhas avançadas. Uns têm feito sondagens nos tribunais superiores sobre possível contenção dos processos criminais de Bolsonaro.

Outros são portadores de propostas em que atitudes positivas de Bolsonaro e o encerramento dos processos se compensariam.

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Altos da atualidade de Bertolt Brecht – ou Theodor W. Adorno revisitado. Por Bruna Della Torre

No Blog da Boitempo

Um elefante incomoda muita gente. Bertolt Brecht incomoda muito mais.
[Isso me foi contado]

Não tem conversa. Quando o assunto é Brecht, no lado oposto sempre está Adorno. Esses dois autores constituem os dois polos (um negativo e outro positivo?) do debate sobre estética e política no século XX. De um lado, práxis, luta de classes e tentativa de refuncionalizar a arte; de outro, crítica ao fetichismo da mercadoria e defesa do poder da teoria e da autonomia da arte diante do establishment. Ao menos é isso que reza o evangelho. Adornianos ortodoxos adoram repetir que Adorno é “aquele que diz não” (M. Schwarz, 2019), expressão que normalmente faz referência à conhecida e polêmica peça pedagógica de Brecht Aquele que diz sim, aquele que diz não. O “Neinsager”, contudo, é um tipo na Alemanha, país cuja fama de mal-humorado tem lá o seu momento de verdade. Kracauer cansou-se tanto dessa história que certa vez indagou se a querela chegaria até “aquele que diz talvez”. Até hoje, quase ninguém disse.

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Os grandes capitalistas em campanha eleitoral. Por Armando Boito Jr.

No A Terra é Redonda

Por que esses agentes econômicos e inclusive poderosas associações empresariais estão se afastando do Governo Bolsonaro?

Ao longo deste mês de julho, pelo menos um grande empresário publicou artigo na imprensa declarando que votará, pela primeira vez, em Lula e votará apesar de ser contrário às políticas propostas no programa de governo do PT; a Federação dos Bancos (Febraban) assinou manifesto em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro, sem afirmar nada de substantivo sobre concordância ou discordância com a política econômica; a Fiesp publicou documento no qual, além de defender a democracia e as eleições, faz ressalvas críticas à política econômica em curso e deixa entrever estar nostálgica do neodesenvolvimentismo dos governos do PT; a Confederação Nacional da Indústria preferiu, imobilizada pelo seu próprio gigantismo, ficar em cima do muro, favorecendo a candidatura Bolsonaro.

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Uma revolução pacífica. Por Luiz Marques

A expressão marcante da campanha de Lula é “democracia participativa”

No A Terra é Redonda

Eleições tendem a amestrar as insatisfações e impor uma linguagem asséptica aos candidatos indicados às instâncias executivas e às representações senatoriais. A urgência em pescar votos em todas as classes sociais força a pasteurização do vocabulário e a desideologização das mensagens. Coitados dos eleitores, que têm de apreender o conteúdo de palavras que se repetem em discursos de sinais antagônicos no espectro eleitoral: Estado de Direito, democracia, mercado, liberdade, sustentabilidade, políticas públicas, incentivo à produção, reforma tributária, participação, etc.

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Golpe Verde – Falsas Soluções Para o Desastre Climático

Por Patrícia Kalil, especial para Envolverde 

O filósofo, mestre em Direito e Especialista em Desenvolvimento Social no Campo, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais Lindomar Dias Padilha  (CIMI-Acre) abriu o painel Golpe Verde, do X Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa), na sexta, dia 29 de julho. A fala refletiu sobre o processo de mercantilização e financeirização da natureza, do assédio e pressão que os povos da floresta vem sofrendo. 

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Um Habeas Corpus escrito com sangue e em papel de pão.  Por Lenio Luiz Streck 

Na Conjur

Resumo: “Em matéria criminal, tudo deve ser preciso e certo para que não haja possibilidade de desencontros na apreciação das provas”.

Quem teria escrito a frase acima? Um erudito do direito processual? Um ministro da Suprema Corte? Não. Quem escreveu foi uma pessoa encarcerada por quatro anos de forma ilegal.

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