Extremos climáticos ameaçam roças e culturas indígenas no rio Negro

Mudanças colocam em risco alimentação e os modos de vida dos povos que mantêm cultivos seguindo o sistema agrícola tradicional na região de São Gabriel (AM)

Por Ana Amélia Hamdan, Paulo Desana, Daniela Villegas, em Agência Pública

É manhã de domingo e indígenas do povo Tuyuka que vivem em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, estão a postos para receber os visitantes da feira realizada semanalmente para a venda de produtos de suas roças. Mas os preparativos começam muito antes, com o plantio em sítio próximo à cidade e em meio à floresta, onde há o cultivo de mandioca, banana, abacaxi, açaí, cará, entre outros alimentos.

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O “golpe” do centrão fardado

Mas a pergunta que não quer calar é: vai ter golpe? E os militares nesse jogo?

por Cleber Lourenço, em Brasil de Fato

Bolsonaro já sabe que a PEC da compra de votos não será o foguete que irá levar suas intenções de voto para o espaço e, como já era esperado, entrou em pânico, ameaçou as instituições, questionou o sistema eleitoral com mentiras e toda aquela bobajada que já estamos acostumados a assistir.

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Entidade Guarani Kaiowá denuncia ameaça de massacre em escola indígena: “Recado dos ruralistas”

Troca de mensagens mostra suposto planejamento de assassinatos em região onde três indígenas foram assassinados em 2021

por Murilo Pajolla, em Brasil de Fato

A Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani, a Aty Guasu, denunciou pelas redes sociais uma troca de mensagens virtuais que indica o planejamento de um massacre contra estudantes dentro de uma escola indígena no Mato Grosso do Sul. 

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O Brasil da banalização da intolerância

Ela é sinal de narcisismo, apontou Freud. O indivíduo despreza a diversidade e só aceita a própria imagem. Encontra terreno fértil nas redes sociais. É arma política do “capitão”. Mas há elixir: educação emancipadora e vida coletiva

Por Alex Hotz*, em Outras Palavras

Em meio a escalada de violência verificada na sociedade brasileira nos últimos anos, se faz necessário discutirmos a natureza histórica dessa intolerância bem como as diversas instâncias sociais nas quais elas se apresentam. Quem são os devidos responsáveis e quais ferramentas utilizadas para estimular esses atos violentos? Somente respondendo a essa questão a sociedade civil conseguirá se organizar e defender a manutenção de um estado democrático de direito, cada dia mais excepcional neste país. A marca violenta que o processo histórico colonial registrou no tecido social brasileiro é notória. Ao longo deste território, a violência foi constantemente utilizada como ferramenta política, não somente pelo permanente extermínio dos diversos povos originários, pelas insuperáveis mazelas geradas pela escravidão, mas principalmente pelo empoderamento econômico de uma pequena elite conservadora que até os dias de hoje se constitui a maior força política nacional e segue reproduzindo seus antigos métodos de coação e opressão das maiorias inferiorizadas. Compreendido esses fatores, podemos dizer que esse misto de concentração de riqueza e poder, somado com a normalização e banalização da violência sobre os corpos de seu povo, fizeram do Brasil uma terra onde a exceção tornou-se uma regra constitucionalmente aceita, desde a escravidão até a informalidade do trabalho já normatizada. Foi dessa forma que chegamos até aqui. Em poucos períodos da história foi possível que nos remendássemos, em tantos outros, e tornamos a abrir feridas.

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Boaventura: As transições opostas do século 21

Ambas ocorrem simultaneamente. A democracia cede a “novas” ditaduras. Mas em vez da ideia positivista de “progresso” surge a de justiça social e ambiental. Só uma destas transformações perdurará. Quem quer a segunda precisa frear a primeira

Por Boaventura de Sousa Santos, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos cem anos falou-se muito de transições entre tipos de sociedade e entre civilizações, e construíram-se muitas teorias da transição. Segundo o antropólogo francês Maurice Godelier, a transição é a fase particular de uma sociedade que encontra cada vez mais dificuldades em reproduzir o sistema econômico e social sobre o qual se funda e começa a reorganizar-se sobre a base de outro sistema que se transforma na forma geral das novas condições de existência. As transições mais estudadas nas ciências sociais foram as seguintes: da idade medieval para a idade moderna, do feudalismo para o capitalismo, do capitalismo para o socialismo, da ditadura para a democracia. Nas últimas décadas, com o colapso da União Soviética, têm sido muito estudadas as transições do socialismo de tipo soviético para o capitalismo.

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FEBRABAN exclui pecuária de proposta antidesmatamento dos bancos

ClimaInfo

A preocupação de investidores e consumidores externos com a relação da carne bovina brasileira com o desmatamento da Amazônia está fazendo com que os principais bancos do país se mobilizem para criar regras mais rígidas no controle da origem do produto para seus clientes. A iniciativa da FEBRABAN, no entanto, está focada apenas nos frigoríficos, deixando de lado o resto da cadeia produtiva da carne – e, consequentemente, seus elos mais problemáticos.

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Legalização do garimpo aumentará desmatamento na Amazônia, diz estudo

ClimaInfo

Já se imaginava que uma possível liberação da mineração e do garimpo em Terras Indígenas poderia resultar em um aumento da taxa de desmatamento na Amazônia. Um novo estudo mensurou o impacto potencial da atividade mineradora sobre a floresta – e o número não é pequeno.

De acordo com estudo publicado nesta semana na revista Nature Sustainability, a abertura de dez áreas protegidas somente nos estados do Amapá e do Pará para o garimpo permitiria o desenvolvimento de 242 novas jazidas de ouro, cobre e outros minerais, o que acarretaria em um desmatamento adicional de mais de 7,6 mil km2 nos próximos 20 anos – área equivalente a cinco vezes a do território da cidade de São Paulo.

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Lawfare no Brasil: a instrumentalização da lei, a negação dos direitos humanos e a judicialização da política. Entrevista especial com Charlotth Back

“O lawfare é uma forma de desestabilizar os governos, de usar de forma traiçoeira e contrária aos direitos humanos as leis que já existem nos países”, adverte a advogada

Por Patricia Fachin, em IHU

A instrumentalização do direito e das leis vigentes com a finalidade de garantir interesses econômicos e políticos de determinados Estados ou grupos sociais internacionais e nacionais tem sido uma prática constante em todo o mundo e é comparada, por alguns pesquisadores, a estratégias de guerras para derrotar e aniquilar inimigos. Essa “tática”, conhecida como “lawfare”, consiste no “uso traiçoeiro das leis, quer dizer, de uma interpretação que não é a mais respeitosa dos direitos humanos”, e na adoção de medidas institucionais que “são possíveis e legitimadas pelo direito e encobertas de uma retórica de legalidade”, disse Charlotth Back, membro da Comissão de Direito Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/RJ e do Conselho Latino-Americano de Justiça e Democracia – CLAJUD, na conferência virtual intitulada “Lawfare como nova estratégia de guerra à luz dos contextos políticos nacional e internacional”, promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU em 30-06-2022.

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Bancada ruralista fez lobby para trocas na Funai, mostra planilha

Levantamento obtido pelo jornalista Rubens Valente, da Agência Pública, mostra que o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e a senadora Soraya Thronicke (União-MS) indicaram nomes anti-indígenas; mudanças ocorreram após posse do delegado Marcelo Xavier, em 2019

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), braço institucional da bancada ruralista, a maior do Congresso, interferiu diretamente nas trocas promovidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) a partir de 2019, quando o delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier tomou posse. É o que mostra uma planilha obtida pelo jornalista Rubens Valente, da Agência Pública.

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JBS tem centralidade no lobby ruralista em Brasília

Cinco anos após ser investigada na Operação Carne Fraca, empresa volta a ter acesso livre no Ministério da Agricultura, com 75 reuniões desde janeiro de 2019; grupo lidera cadeia de financiamento ao Instituto Pensar Agro, com sete filiações em associações ruralistas

Por Larissa Linder, em De Olho nos Ruralistas

Qual o papel da JBS na aprovação da “boiada” no Congresso? O dossiê “Os Financiadores da Boiada: como as multinacionais do agronegócio sustentam a bancada ruralista e patrocinam o desmonte socioambiental“, publicado na semana passada pelo De Olho nos Ruralistas, revela a participação de empresas globais no financiamento ao Instituto Pensar Agro (IPA), o cérebro pensante por trás da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A multinacional brasileira, associada anos atrás à corrupção, tem um papel de destaque nessa história.

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