Um novo governo terá a tarefa de trocar o engodo da austeridade pela responsabilidade social. Isso requer revogar teto de gastos e atacar os pilares da inflação alta: desmonte dos estoques reguladores de alimentos e a política de preços da Petrobrás
Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras
O enredo era absolutamente previsível. Esse mesmo pessoal que estendeu tapete vermelho (ops!) para Bolsonaro e Paulo Guedes ao longo do segundo semestre de 2018, agora começa a sentir uma certa coceirinha no lado externo do cotovelo direito. Afinal, a nata do financismo tupiniquim não descansou enquanto não conseguiu emplacar a estratégia do impeachment de Dilma Rousseff, aquele afastamento ilegal e inconstitucional que começou a ser costurado no dia seguinte à derrota de Aécio Neves nas eleições de 2014. Na sequência, bateram palmas para as loucuras e irresponsabilidades implementadas pelo mandato tampão e golpista da duplinha dinâmica Temer & Meirelles. Estão ainda por aí os desastres cotidianos provocados pela Emenda Constitucional nº 95 do teto de gastos e pela política de preços da Petrobrás, além da reforma trabalhista destruidora de direitos fundamentais.
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