“Serei o próximo a morrer?”

Assédios, intimidações e ameaças: servidores da Funai que atuam na Amazônia e em Brasília contam detalhes do dia a dia sob Bolsonaro

Por Caio de Freitas Paes, em Agência Pública

Não é segredo que a Fundação Nacional do Índio (Funai) parece ignorar sua principal missão – a proteção aos povos indígenas – durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Não à toa, após o assassinato do indigenista licenciado Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips os servidores da pasta se rebelaram contra a atual diretoria: a categoria lançou, junto ao Instituto de Estudos Socioeconômicos, um dossiê com mais de 200 páginas, uma espécie de radiografia do atual desmonte da Funai, e iniciou uma greve nacional pela saída de Marcelo Xavier da presidência do órgão.

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O presidente da Funai “pediu minha cabeça”, denuncia servidor

Em entrevista exclusiva, Guilherme Martins diz ainda que o coordenador que substituiu Bruno Pereira no órgão indigenista foi omisso nas buscas pelo colega

Por Alice Maciel, em Agência Pública

O indigenista e servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2018, Guilherme Martins, afirma em entrevista à Agência Pública que o coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC), Geovânio Pantoja Katukina, foi omisso nas buscas pelo colega Bruno Pereira e pelo jornalista Dom Phillips. 

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Governo brasileiro e empresas são condenados pelo júri do Tribunal Permanente dos Povos pelos crimes de ecocídio do cerrado e genocídio de seus povos

Na tarde do dia 10 de julho, o júri do Tribunal Permanente dos Povos (TPP) em Defesa dos Territórios do Cerrado apresentou aos povos e comunidades tradicionais cerradeiros presentes à audiência final do TPP do Cerrado um resumo do veredito relacionado à acusação contra governos, empresas e instituições de cometerem os crimes de ecocídio do Cerrado e genocídio cultural de seus povos.

por Coletivo de Comunicadores do Cerrado / CPT 

O anúncio do veredito aconteceu no terceiro e último dia do julgamento, quase um ano depois do lançamento do TPP do Cerrado no Brasil, em 10 de setembro de 2021, e após a realização de três audiências temáticas: Audiência das Águas, Audiência sobre Soberania Alimentar e Sociobiodiversidade e Audiência sobre Terra e Território, realizada juntamente com a Audiência Final entre os dias 8 e 10 de julho de 2022 em Goiânia (GO).

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Ingerência das Forças Armadas no processo eleitoral é inaceitável, diz Conic

“O voto das comunidades de fiéis não pode ser barganhado para a obtenção de privilégios”, proclama o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) em nota, associado à Coalização em Defesa do Sistema Eleitoral, um coletivo por organizações e movimentos da sociedade civil.

por Edelberto Behs, em IHU

Suspeitas levantadas à confiabilidade das urnas eletrônicas “não são condizentes com a postura democrática esperada de lideranças que ocupam cargos de representação política. As ameaças de que não haverá eleições apenas contribuem para gerar insegurança na população”, afirma a nota. O Conselho entende “inaceitável que representantes das Forças Armadas insinuem a suspensão do processo eleitoral”.

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“Se o Estado não se comprometer agora, teremos grupos armados na fronteira controlando territórios inteiros.” Entrevista com Aiala Colares

IHU

Especialista em crimes transfronteiriços, o professor de geografia Aiala Colares, da Universidade Estadual do Pará, não tem dúvidas: na Amazônia, vista pelo Brasil como uma “região-problema”, há uma verdadeira fragmentação do território nacional. Facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC, que aumentam sua escala de produção envolvendo-se também no contrabando de madeira, ouro e minérios como manganês, já se sobrepõem aos Estados. Esse é o caso de Manaus, onde as facções criminosas já têm inclusive capacidade técnica de governar, e se matam às dezenas sem que o governo estadual e suas forças de segurança pública consigam retomar. 

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Amazônia registra recorde de desmatamento no 1º semestre

ClimaInfo

A Amazônia experimentou o pior junho da série histórica de desmatamento do sistema DETER/INPE: foram registrados alertas de derrubada de floresta de 1.120 km2, o pior índice desde 2016. O número é 5% maior que o de junho de 2021 (1.061 km2) e consolida o cenário característico do desmatamento no atual governo, com recordes sucessivos desde 2019.

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Omissão e cumplicidade governamental com criminosos desmantelam FUNAI

ClimaInfo

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips deixaram ainda mais evidente o estado de abandono da FUNAI sob o atual governo federal.

Aparelhada por aliados políticos do presidente da República e desprovida de recursos financeiros, materiais e humanos para cumprir seu trabalho, o órgão vive seu pior momento desde a redemocratização. Além de ser incapaz de proteger os interesses e os direitos dos Povos Indígenas, a FUNAI tornou-se uma das frentes da “guerra cultural” do Palácio do Planalto contra os defensores do meio ambiente e das Comunidades Tradicionais.

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Mansão, helicóptero e festas com famosos: a boa vida de um megaempresário do garimpo ilegal

ClimaInfo

Helicópteros, lanchas, carros importados, mulheres, festas regadas a bebida cara com shows de duplas sertanejas famosas. Essa é a vida de Márcio Macedo Sobrinho, sócio da empresa M.M.Gold, investigada pela Polícia Federal por conexão com garimpo ilegal em Terras Indígenas na Amazônia.

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Evento armamentista tem pedido de voto a Bolsonaro e sorteio irregular de arma

Sorteio de arma foi anunciado sob “disfarce” em canal no Youtube e violou norma do Ministério da Economia

Por Bruno Fonseca, em Agência Pública

“Bolsonaro é o último bastião contra o comunismo no país”. A fala da pré-candidata a deputada federal por Goias, Meire Cruvinel (PL), foi uma das muitas a chamar armamentistas a reelegerem o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o terceiro encontro nacional do grupo Proarmas, realizado neste sábado (9 de julho), em Brasília. Do alto do trio elétrico, ao menos 20 políticos ligados ao grupo armamentista anunciaram que irão concorrer em outubro com pautas como ampliar ainda mais a flexibilização para compra de armas no Brasil, diminuir preços de armamentos e munições para CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) e aumentar a quantidade clubes de tiro.

A agenda central do movimento, contudo, é a reeleição de Jair Bolsonaro.

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Ex-doméstica consegue dinheiro para lançar livro escrito há 10 anos

Por Monique de Carvalho, no SóNotíciaBoa

A dona Neuza Nascimento, de 62 anos, é apaixonada por leitura e ama escrever, principalmente cartas. Hoje, aposentada como empregada doméstica, ela se prepara para publicar o próprio livro com contos que guarda desde 2003.

Moradora de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ela trabalhou durante 48 anos como empregada doméstica e agora, depois de fazer um curso para escritores, está animada para realizar o sonho de ter sua primeira publicação.

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