Polícia reconstitui assassinato para testar versões de acusados e testemunhas

Mais de 20 policiais federais e civis, além de peritos criminais federais, estão envolvidos na reconstituição do assassinato de Bruno e Dom

Por Rubens Valente, José Medeiros, em Agência Pública

Atalaia do Norte (AM) – Estampidos de armas de fogo voltaram a soar alto no rio Itaquaí na tarde desta quarta-feira (29) no mesmo ponto em que, no último dia 5, foram assassinados o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips. Os tiros na água fizeram parte da reconstituição do crime, na qual trabalham, desde a última terça-feira (28), mais de 20 policiais federais e civis e peritos criminais federais.

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‘Vidas indígenas estão em situação calamitosa’, lamenta presidente da SBPC

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência reuniu especialistas para debater projetos futuros para comunidades indígenas

Por Gabriel Valery, da RBA

São Paulo – “Vidas indígenas estão, como vidas negras e mulheres, em situação calamitosa“, disse o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro. Sua fala introduziu um debate sobre a questão indígena para o futuro, após superado o governo de Jair Bolsonaro, cuja postura estimula ataques aos povos originários. “Estamos em um momento bastante grave, bastante preocupante. É muito importante que a sociedade se mobilize”, afirmou.

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Radical religioso é condenado a 18 anos de prisão por ataques a judeus na internet

Num dos seis ataques conhecidos, o homem afirmou durante um culto transmitido pela internet que os judeus ‘deveriam ser envergonhados como foram na 2ª Guerra Mundial’

Por Marco Antônio Martins, g1 Rio

O líder radical da igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo Tupirani da Hora Lores foi condenado pela Justiça Federal a 18 anos e 6 meses de prisão por crimes de racismo e ódio contra judeus. A defesa dele ainda pode apresentar recurso à Justiça.

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Presidência ordena suspensão de redes sociais de embaixadas. Por Jamil Chade

No UOL

Por instrução do Palácio do Planalto, o Itamaraty enviou nesta quinta-feira um comunicado a todas as embaixadas do Brasil no exterior e postos ordenando que as contas de redes sociais sejam suspensas de forma temporária, e trocadas por novos perfis com regras rígidas sobre o que poderá ser postado.

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Boaventura de Souza Santos: o encolhimento do Ocidente

Fracasso na guerra contra a Rússia pode acelerar um longo declínio. Mas com ele vêm arrogância e ambições irreais. E há perigo à frente – porque os impérios não se admitem nem como espaços subalternos, nem em relações igualitárias

Em Outras Palavras

O que os ocidentais designam por Ocidente ou civilização ocidental é um espaço geopolítico que emergiu no século XVI e se expandiu continuamente até ao século XX. Na véspera da Primeira Guerra Mundial, cerca de 90% do globo terrestre era ocidental ou dominado pelo Ocidente: Europa, Rússia, as Américas, África, Oceânia e boa parte da Ásia (com parciais excepções do Japão e da China). A partir de então o Ocidente começou a contrair: primeiro com a revolução Russa de 1917 e a emergência do bloco soviético, depois, a partir de meados do século, com os movimentos de descolonização. O espaço terrestre (e logo depois, o extraterrestre) passou a ser um campo de intensa disputa. Entretanto, o que os ocidentais entendiam por Ocidente foi-se modificando. Começara por ser cristianismo, colonialismo, passando a capitalismo e imperialismo, para se ir metamorfoseando em democracia, direitos humanos, descolonização, auto-determinação, “relações internacionais baseadas em regras” – tornando sempre claro que as regras eram estabelecidas pelo Ocidente e apenas se cumpriam quando servissem os interesses deste – e, finalmente, em globalização.

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Desinformação tornou-se negócio que usa a tecnologia para conquistar poder e é um grande risco à democracia

Afirmação da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge foi feita em audiência pública da Câmara dos Deputados

Procuradoria-Geral da República

A desinformação tornou-se o instrumento de uma engenharia sofisticada que tem adaptado a propaganda a era das redes sociais com o propósito de destruir a democracia, transformar a natureza do jogo democrático, eliminar a intermediação política, estabelecer o populismo e conquistar poder. A afirmação foi feita pela subprocuradora-geral da República Raquel Dodge durante o seminário Impactos da Desinformação e da Violência Política para a Democracia, promovido pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

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Firma de advocacia de Flávio Bolsonaro tem contratos “consideráveis”, diz administradora

Administradora do escritório, que não é advogada, afirma não ter acesso ao nome dos clientes, entre eles uma igreja, e ter contato com Flávio apenas por WhatsApp

Por Alice Maciel, Agência Pública

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou um escritório de advocacia em sua mansão, em Brasília, que teria apenas dois clientes: um deles uma igreja, segundo depoimento exclusivo da administradora da firma, Letícia Caetano dos Reis, para a Agência Pública. Apesar de estar registrada na Receita Federal como administradora da “Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia”, ela afirmou à reportagem que não tem acesso aos nomes dos clientes.

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Especial da ‘Saúde em Debate’ tem como tema agrotóxicos e agroecologia

No Informe Ensp

O número especial da revista Saúde em Debate, que tem como tema ‘Saúde, Agrotóxicos e Agroecologia’, foi construído para contribuir com um debate estratégico, direcionado para aprofundar a compreensão de abordagens teóricas, práticas e epistemológicas. Para os editores científicos convidados Guilherme Franco Netto, Aline do Monte Gurgel e André Campos Burigo, buscou-se refletir sobre a relação entre esses elementos e o campo da saúde coletiva, na perspectiva de promover uma transição em direção a sistemas alimentares que propiciem justiça socioambiental, segurança e soberania alimentar e nutricional, territórios sustentáveis e a saúde.

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‘Trata-se de mais uma modalidade de precarização da força de trabalho’. Entrevista com Andrea Gondim

Por EPSJV/Fiocruz

Nesta entrevista, a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) Andrea Gondim fala sobre o Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário, criado por uma lei sancionada no dia 15 de junho. O programa estava em vigor desde o final de janeiro, quando o governo federal publicou a medida provisória 1.099/22, reeditando o programa que constava de uma outra medida provisória que havia sido rejeitada pelo Congresso em 2021, a MP 1.045/21. O texto, aprovado no Congresso no final de maio, prevê que jovens de 18 a 29 anos e pessoas com mais de 50 anos que estejam há mais de 24 meses fora do mercado de trabalho sejam contratados com menos direitos por gestores municipais e do Distrito Federal. De acordo com o texto, esses trabalhadores podem ser contratados pelo serviço público para execução de “atividades de interesse público” em uma jornada de no máximo 22 horas semanais, que deve ser complementada por cursos de qualificação profissional que serão oferecidos pelo Sistema S. A remuneração se dará por meio de bolsas, com valor proporcional ao número de horas trabalhadas, tendo como referência o salário mínimo. O programa vinha sendo alvo de críticas de centrais sindicais e entidades como o MPT, que vinha denunciando sua inconstitucionalidade. “A pretexto de auxiliar na inclusão produtiva ele precariza direitos de uma parcela da população que já convive com a dificuldade de permanecer ou reingressar no mercado de trabalho”, alerta Gondim.

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Brasil está atrasado em mais de 80% das metas de desenvolvimento sustentável da ONU

Menos de 1% dos objetivos a serem cumpridos até 2030 apresentam avanço satisfatório, segundo sociedade civil

Nara Lacerda, Brasil de Fato

O Brasil está cada vez mais distante do cumprimento de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que têm prazo até 2030. A avaliação é do Relatório Luz, produzido por mais de 60 organizações da sociedade civil.

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