CPT lançará a publicação Conflitos no Campo Brasil 2021 no Fórum Social das Resistências 2022

CPT

Hoje, 27 de abril, das 9h00 às 17h30, na Paróquia do Redentor (Rua José do Patrocínio, 570 – Cidade Baixa, Porto Alegre – RS), durante o Fórum Social das Resistências, será realizada a “Tenda Bem Viver – Mística e Resistência dos Povos”. Os debates serão em torno do direito à terra, teto e trabalho, por educação e religião sem fundamentalismos. Na ocasião, a CPT Rio Grande do Sul fará o lançamento da publicação “Conflitos no Campo Brasil 2021”, com a presença do membro da coordenação executiva nacional da CPT, Ronilson Costa.

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Pistoleiros espancam agricultores e queimam casas e roças em terras públicas no Amapá

No último fim de semana, segundo relatos dos moradores do Ramal da Parabrilho, em Cutias do Araguari (AP), a 140 quilômetros da capital Macapá, homens fortemente armados, em dois carros, entraram na área, ameaçaram os agricultores que estavam no local, atearam fogo na casa de um deles, que no momento do ataque estava na Igreja, e mataram o cachorro da família.

por Cristiane Passos* – com informações da CPT, PM e imprensa local

Um agricultor relatou que no dia 23 de abril, último domingo, por volta das 14h00, em Vale da Benção, no Ramal Parabrilho, após chegar da igreja, encontrou sua casa queimada e o cachorro da família morto a pauladas. Ele voltou rápido ao local após ter recebido uma ligação de vizinhos relatando o que teria acontecido. Ao chegar na localidade, encontrou a equipe da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que fazia visita na região após receber a denúncia desses casos de violência, e os vizinhos.

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Evento paralelo ao Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas da ONU debate sobre povos em isolamento e os desafios frente a atual conjuntura

Atividade paralela ocorre nesta quarta (27), durante a 21ª Sessão do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas; o evento terá transmissão ao vivo

Cimi

Com o objetivo de dar visibilidade às questões que atingem os povos em isolamento voluntário e aumentar a compreensão sobre as situações de ameaças e violências a que estão constantemente submetidos, organizações ligadas à causa indígena, como Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), e a Rede Iglesia y Minería e NGO Mining Working Group (MWG), realizam o evento paralelo ao Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas da Organização das Nações Unidas, que está em seu 21º período de sessões.  

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Frente de organizações indígenas e indigenistas do Amazonas lança documento sobre o PL 191/2020

Contendo análise de conjuntura e retrospecto histórico das violações contra povos indígenas, o documento traz as práticas de violações e extermínios utilizadas desde o projeto brasileiro de ocupação da Amazônia na década de 1960

POR LÍGIA APEL, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO CIMI REGIONAL NORTE I E STEFFANIE SCHMIDT, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA SECOYA

No dia 14 de abril, findou o Acampamento Terra Livre, edição 2022, que reuniu mais de 7 mil lideranças indígenas, em Brasília. Foram 10 dias de intensas manifestações, incidências, mobilizações, caminhadas, danças e cantos que mostraram ao mundo a vida indígena brasileira.

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Comunicadores indígenas combatem fake news no Rio Negro

Comunicação indígena enfrenta propagação de notícias falsas por ruralistas e fortalece segurança sanitária durante a pandemia no Amazonas; Rede Wayuri reúne cerca de 30 comunicadores representantes de 23 povos do Rio Negro

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

Na língua nheengatu, Wayuri significa ‘mutirão’, ‘trabalho coletivo’. O idioma é um dos quatro cooficiais de São Miguel da Cachoeira (AM), junto a baniwa, yanomami e tukano. Para ampliar a comunicação nesses idiomas e combater a propagação de notícias falsas e desinformação nas 750 comunidades indígenas do Rio Negro, foi criada em 2017 a Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas.

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Milhares de famílias correm risco de parar na rua com o fim da suspensão dos despejos pelo STF

Dia 1º de julho pode marcar o início de uma nova crise humanitária em várias cidades do país, com a retomada dos despejos por conta do fim da validade da decisão que suspendeu as reintegrações de posse durante a pandemia

Por Rodrigo Gomes, Rádio Brasil Atual

A mais de um mês do fim do prazo de validade da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende despejos e reintegrações de posse em todo o Brasil, durante a pandemia de covid-19, milhares de famílias já temem pelo futuro. Em 30 de março, o ministro Luís Roberto Barroso estendeu a validade da decisão sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828 até 30 de junho. No entanto, afirmou que aquela seria a última prorrogação.

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MG: área de cerrado equivalente a um terço de BH pode ser desmatada para abrigar agronegócio

Empreendimento em Bonito de Minas propõe desmate de 10 mil hectares em região que abriga espécies raras

Amélia Gomes, Brasil de Fato

Minas Gerais pode protagonizar, sob aval do governo, um dos maiores desmates de cerrado no Brasil. É o que afirmam biólogos e ambientalistas que acompanham a disputa em torno da finalidade dada à Fazenda Nova Buriti, em Bonito de Minas, no norte do estado.

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PE tem quase 7 mil famílias vivendo conflitos por terra e água; metade são povos tradicionais

Maioria das afetadas está no Sertão e na região metropolitana; destaques para Suape e região alvo de Usina Nuclear

Vinícius Sobreira, Brasil de Fato

Publicado anualmente no mês de abril, o caderno Conflitos no Campo, organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), aponta que em 2021 o estado de Pernambuco tinha 52 áreas de conflito de terra e 5 conflitos por água, envolvendo um total de 6.691 famílias. Comparado a 2020, no último ano o número de conflitos e famílias afetadas quase dobrou: em 2020 foram 30 áreas de conflito, envolvendo 3.566 famílias.

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Governo de MG esteriliza e amordaça Consulta Prévia, Live e Informada dos Povos Tradicionais. Por Gilvander Moreira[1]

Dia 20 de abril último (2022), participamos de Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ocasião em que todas as Entidades e Organizações de Direitos Humanos e Povos e Comunidades Tradicionais repudiaram com veemência e exigiram a revogação e a anulação da Resolução da SEMAD[2]/SEDESE[3], do Governo de Minas Gerais, publicada dia 05 de abril de 2022, no Diário Oficial do estado, porque é inconstitucional, esteriliza, amordaça e mata a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) dos Povos e Comunidades Tradicionais no estado de Minas Gerais. Viola brutalmente todos os direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. A injusta Resolução fere princípios básicos de participação e da própria Convenção 169 da OIT[4] da ONU[5], que faz parte do ordenamento jurídico do país, desde 2004. A Convenção 169 da OIT “tem por objetivo ser um instrumento de proteção e salvaguarda dos direitos de Povos e Comunidades Tradicionais, garantindo-lhes, entre outros, o direito à autoatribuição/autodeclaração, o direito à consulta e de participação da tomada de decisões que possam trazer impactos ao seu modo de vida”. A famigerada Resolução faz uma inversão: os Povos e Comunidades Tradicionais são tratados como SOBREPOSTOS às áreas dos projetos. Defende a ideia de que injustiça é os Povos e Comunidades Tradicionais estarem em áreas de interesse da gula sem fim do grande capital. A ilegal Resolução restringe muito o número de comunidades diretamente afetadas, que serão consultadas sob mordaça. Diz que só serão consultadas Comunidades certificadas após Certidão de Autorreconhecimento como Comunidade Tradicional emitida pela CEPCT-MG[6], FUNAI[7] e Fundação Palmares. Sabemos que pouquíssimas Comunidades são certificadas e já há um bom tempo a CEPCT-MG não emite mais certidão. O CEDEFES[8] já inventariou mais de 1.000 Comunidades Quilombolas em Minas Gerais e há milhares de outras Comunidades Tradicionais em processo de autorreconhecimento e/ou em fase de solicitação de certificado. No mais, a autoatribuição em si, já seria suficiente, segundo a Convenção 169 da OIT, garantindo a autonomia emancipatória dos Povos e Comunidades Tradicionais. Por isto, restringir a CPLI às comunidades já certificadas é grave infração por parte da Resolução da SEMAD e SEDESE, que joga para a invisibilidade as comunidades que não se apresentaram oficialmente para as instituições públicas e/ou optaram por não se apresentar ainda, mas que tem seus iguais direitos garantidos e constituídos.

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#AbrilIndígena: MPF orienta atuação em defesa do direito de consulta prévia e de reparação civil por danos decorrentes da mineração ilegal

Diretrizes foram aprovadas pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR)

Procuradoria-Geral da República

Com o objetivo de unificar e fortalecer a atuação do Ministério Público Federal (MPF) em defesa das populações indígenas, a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR), órgão superior vinculado à Procuradoria-Geral da República, publicou, nesta semana, duas novas orientações aos procuradores que lidam com a temática. Os documentos trazem, ressalvada a independência funcional, diretrizes e propostas de trabalho para garantir o direito dos povos originários à consulta prévia, livre e informada sobre empreendimentos e outras medidas que os impactem, bem como o direito à reparação civil por danos morais e materiais causados pelo garimpo ilegal em suas terras.

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