Após decisão judicial, indígenas Guarani e Kaiowá temem despejo violento em Naviraí (MS)

Deferida pela Justiça Federal nesta segunda (18), liminar de despejo oficia as Polícias Federal e Militar para auxiliar na remoção forçada das 37 famílias do tekoha Mboreviry

No Cimi

Indígenas Guarani e Kaiowá temem despejo violento após a decisão da Justiça Federal de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, que determina a desocupação do tekoha Mboreviry e impõe a reintegração de posse em favor da empresa do Grupo Petrópolis, num prazo de até dez dias. A liminar de despejo foi deferida na tarde desta segunda-feira, 18 de abril, contra o território de ocupação tradicional que está em processo de retomada desde o final do ano de 2021.

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Indígena e refugiado: a história de uma família warao em busca de vida nova no Brasil

“Eu vou contar minha história, que por um lado é muito triste e por outro parece não ter saída”

Celso Zapata*, no Brasil de Fato

Eu vou contar minha história, que por um lado é muito triste e por outro parece não ter saída. Eu vivia no estado de Delta Amacuro, na fronteira da Venezuela com Trinidade e Tobago. Era 10 de dezembro de 2017, quando minha família foi afetada pela crise, até então não nos dávamos conta disso. Percebemos a crise quando uma das minhas irmãs ficou doente. Quando a levamos para o hospital, já não havia medicamentos, não havia nada. Depois de sete dias minha irmã faleceu.

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#AbrilIndígena: Justiça atende pedido do MPF e prorroga portaria de proteção à Terra Indígena Piripkura (MT)

Efeitos da portaria deverão ser prorrogados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) até o julgamento definitivo da Ação Civil Pública

Procuradoria da República em Mato Grosso

A Justiça Federal em Mato Grosso (JFMT), atendendo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), determinou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) prorrogue os efeitos da Portaria nº 390, de 16 de setembro de 2021, até o julgamento definitivo da Ação Civil Pública nº 0005409-02.2013.4.01.3600, ajuizada com o objetivo de assegurar a identificação e demarcação da terra dos indígenas da etnia Piripkura, localizada em Mato Grosso. A portaria havia sido prorrogada em setembro do ano passado, por seis meses, mas essa validade venceu no último dia 16 de março. Os índios, em isolamento voluntário, denominados Piripkura fazem parte de um subgrupo Kawahiva, que ocupa os municípios mato-grossenses de Colniza e Rondolândia, distantes 1.065 e 1.600 km de Cuiabá, respectivamente.

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Em defesa da reforma agrária, trabalhadores rurais retomam terras e ocupam o Incra na Bahia

A ocupação, com três mil pessoas, não tem data para acabar e integra a jornada nacional de lutas do MST

Gabriela Moncau, Brasil de Fato

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Salvador, capital baiana, está ocupada. Os cerca de três mil integrantes e apoiadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estão dentro do prédio desde segunda-feira (18) denunciam a paralisação da reforma agrária e o descumprimento de pautas reivindicadas ao órgão federal desde 2018. 

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Fiocruz lança livro sobre plantas medicinais e outros saberes tradicionais entre indígenas

No Informe Ensp

O livro Plantas medicinais: fortalecimento, território e memória guarani e kaiowá, ou Pohã Ñana: nãnombarete, tekoha, guarani ha kaiowá arandu rehegua, foi lançado nesta terça-feira (19/04), Dia dos Povos Indígenas, na Aldeia Manbai, no Mato Grosso do Sul, e terá um lançamento especial na quarta-feira, dia 20 de abril, na Escola Estadual Indígena Mbo eroy Guarani-Kaiowá.

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ES: ‘O nosso acordo foi o mais desastroso’, afirmam indígenas contra a Renova

Cerca de 600 Tupinikim e Guarani marcharam em Vitória e pediram audiência pública para rever acordo de reparação

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

“Meu coração está partido com esse conflito que a Renova estabeleceu dentro das nossas comunidades. O nosso acordo foi o mais desastroso de toda a bacia do Rio Doce”. A fala é do cacique Vilmar Benedito Oliveira, da aldeia Caieiras Velha, e foi pronunciada na tarde desta segunda-feira (18) no plenário da Assembleia Legislativa, durante ato de repúdio realizado pelas comunidades Tupinikim e Guarani de Aracruz, norte do Estado, em relação à forma como a Fundação Renova tem conduzido as ações de reparação e compensação dos danos causados pelo crime cometido pela Samarco/Vale-BHP contra o Rio Doce e comunidades, em 2015. 

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MPF, DPU e comunidades quilombolas articularam medidas para mitigar prejuízos causados pela monocultura de eucalipto no sul da Bahia

Órgãos cobraram a atuação do Inema, da Sema, do Incra e de demais responsáveis pelo processo de titulação

Ministério Público Federal na Bahia

Contaminação da água e do solo com substâncias tóxicas, esvaziamento de lençóis freáticos, bloqueio de sinal de telefone e internet, limitação do território destinado à agricultura familiar e ao plantio de subsistência, êxodo rural, desemprego, redução das florestas e dos biomas nativos, e empobrecimento do solo, que há 50 anos recebe um único tipo de plantio. Esses foram alguns dos prejuízos apresentados por autoridades de seis comunidades quilombolas do sul da Bahia em decorrência da monocultura do eucalipto, tema da audiência pública realizada no último 29 de março no campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas (BA).

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MPF requisita informações sobre providências tomadas contra invasão da Terra Indígena Xipaya (PA)

Ofícios foram enviados ao Ibama, ICMBio e Polícia Federal

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios à Polícia Federal, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) requisitando informações detalhadas sobre as providências tomadas pelos órgãos estatais nos últimos dias para conter a invasão, por garimpeiros, da Terra Indígena Xipaya, na região do médio Xingu, no Pará.

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Drummond e o modernismo mineiro. A incontornável relação entre as elites políticas e os intelectuais modernistas. Entrevista especial com Sergio Miceli

Lira mensageira. Drummond e o grupo modernistamineiro é o mais recente livro de um dos principais pesquisadores da cultura no Brasil

Por: Ricardo Machado, em IHU

Os cem anos da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, trouxeram novamente à ordem do dia os debates em torno do Modernismo Brasileiro. A efeméride tem enriquecido a fortuna crítica em torno do tema, no qual o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo – USP Sergio Miceli participa com a obra Lira mensageira. Drummond e o grupo modernista mineiro (São Paulo: Todavia, 2022). No texto, ele explica a contribuição de Minas Gerais para o movimento nacional. “A importância do modernismo mineiro, em primeiro lugar, foi ter produzido a figura central da poesia no Brasil, o Drummond, mas não só isso”, sublinha.

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“Terra, mãe que nos sustenta”. Por Gilvander Moreira*

Cleonice Silva Souza, camponesa Sem Terra, hoje, assentada no Assentamento Dom Luciano Mendes, em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, dia 21/9/2014, transbordando alegria, assim se expressou sobre a terra: “Essa terra aqui estava praticamente morta. Nós ressuscitamos essa terra da Manga do Gustavo, onde acampamos desde 26/8/2006. Antes, era só monocultura do capim. Hoje essa terra está produzindo muito e de acordo com a agroecologia. Já pensou se tantas terras por aí que está sem gente para plantar estivessem nas mãos dos camponeses? Sem a terra a gente não pode sobreviver. Deus deixou a terra para todos nós. Enquanto a gente vai plantando na terra e lidando com ela, a terra fica viva. Se plantar só capim, a terra morre.”

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