Para o pesquisador, é fundamental abrir a caixa preta (sic) das plataformas digitais para compreender como o funcionamento desses aparatos engendram sociabilidades discriminatórias
Por: Ricardo Machado, em IHU
O racismo tem muitas frentes, nem todas elas sutis, mas quando se trata de pensá-lo em termos de sociabilidades digitais, a impressão que se tem, ao menos à primeira vista, é que ele não existe. A realidade, no entanto, é bastante mais complexa e vai muito além das manifestações individuais de discursos racistas, sendo o racismo uma dimensão sistêmica da web. “Defino ‘racismo algorítmico’ como o modo pelo qual a atual disposição de tecnologias e imaginários sociotécnicos em um mundo moldado pela supremacia branca fortalece a ordenação racializada de conhecimentos, recursos, espaço e violência em detrimento de grupos não-brancos”, explica o professor e pesquisador Tarcízio Silva, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.
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