“Tememos ser assassinados dentro de nossa própria aldeia”, alerta Adriano Karipuna ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

A denúncia foi realizada durante a 49º sessão do Conselho de Direitos Humanos; caso nada seja feito, liderança de Rondônia afirma que “restará ao povo pedir asilo político”

Cimi

Do coração da Amazônia, na voz do povo Karipuna, surge um apelo ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), reunidos em sua 49ª sessão. “Meu povo está desesperado. Tememos ser assassinados dentro de nossa própria aldeia”, afirmou Adriano Karipuna em depoimento ao “Diálogo Interativo” sobre as obrigações de direitos humanos relacionadas ao gozo de um ambiente seguro, limpo, saudável e sustentável, que ocorreu nesta quinta-feira (10). O relator especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, David Boyd, participou do debate.

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“É precoce desobrigar uso de máscaras”, diz pesquisadora da Fiocruz

Margareth Dalcolmo desaprova as flexibilizações feitas no país e critica a falta de incorporação de remédios contra covid-19 no SUS

Por Maria Eduarda Cardim, no Correio Braziliense

Ainda que, em diversos momentos da pandemia da covid-19, os discursos governamentais, considerados nocivos por especialistas, tenham manchado a imagem do Brasil no cenário internacional, o comportamento do país no combate ao novo coronavírus é considerado razoável diante dos altos e baixos vividos nestes dois anos de pandemia. A opinião é da pneumologista Margareth Dalcolmo, um dos nomes de destaque do Brasil no enfrentamento à covid-19.

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Nota de pesar: MST se despede de Lisete Arelaro, incansável lutadora da educação pública

Lisete Arelaro sempre esteve lado a lado em defesa da Reforma Agrária e contribuiu com processos organizativos de formação

MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra/MST manifesta com profundo pesar a partida da Professora, companheira, amiga e lutadora incansável, Lisete Arelaro. Manifestamos também nossa solidariedade à família, amigos e amigas.

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A capivara, os índios e a boiada de guerra. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Porto de Lenha tu nunca serás Odessa /
Nossa luta é no beco do Pau-não-cessa”. 
(Mix de Torrinho, Aldísio e Bacellar)

O que a guerra da Ucrânia a 10.500 kms de distância tem a ver com o bairro de Aparecida? De que forma a invasão russa afetou os moradores que vivem em suas quinze ruas e treze becos outrora denominados com nomes sugestivos de Pau-não-cessa, Chora-vintém, Saco-do Alferes? Num deles mora a Leonor e sua família, que podem nos dar uma ideia da tragédia vivida pelos povos ameríndios habitantes do nosso país, se fizermos juntos um exercício de imaginação.

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Nova República acabou e novo ciclo se abre nas eleições de 2022, diz Pochmann

“Estamos noutro ciclo político que está em disputa. É um ano chave nesse sentido. A gente pode confirmar o que vem desde 2016 ou interromper esse processo”, afirma o economista Marcio Pochmann (Unicamp)

Por Tiago Pereira, da RBA

São Paulo – De acordo com o economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Brasil atual se parece cada vez mais com a República Velha (1889-1930). Na política, predominam o mandonismo e o clientelismo, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) atua como uma espécie de “Poder Moderador”. Na economia, o país exporta gêneros primários, enquanto é o quarto maior mercado consumidor de bens e serviços digitais importados. “É uma equação que precisa ser alterada”, afirmou. “Para isso, o Estado digital é fundamental”.

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Racismo contra não brancos é explícito nas rotas de fuga da Ucrânia. Por Marilene Felinto

No Aracaju Agora Notícias

Quem já foi chamado de “macaco” (assim desumanizado) ou mesmo de “cocô” (assim coisificado) conhece aquele trem cuja entrada é vedada a gente de pele escura, trem que percorre trilhos do que há de mais abjeto no gênero humano: a discriminação do outro pela cor da pele.

O trajeto desse trem não é apenas aquele que sai da Ucrânia em guerra e entra na Polônia receptiva a refugiados europeus brancos. Ele cruza fronteiras e séculos, vai para todo canto.

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A terrível história da baronesa que torturou e matou um garoto negro de 8 anos no Maranhão em 1876

A terrível história da baronesa que torturou e matou um garoto negro de 8 anos no Maranhão em 1876

Por Juliana Sayuri, de Toyohashi (Japão) para a BBC News Brasil

Em 1876, Inocêncio, um garoto negro, escravizado, morreu na casa de Anna Rosa Viana Ribeiro, uma senhora branca da alta sociedade, casada com o médico e político liberal Carlos Fernando Ribeiro, que depois se tornaria Barão de Grajaú, no Maranhão. O caso, emblemático da crueldade da escravidão da época, ficou famoso como “o crime da Baronesa de Grajaú”.

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Tensão entre seguranças da BBF e indígenas Tembé é acirrada por vala cavada em área de disputa no PA

Empresa exploradora de óleo de Palma diz que trabalhadores foram bloqueados. Já vídeos mostram vala impedindo acesso de indígenas à cidade. MPF diz que há ‘reivindicação territorial legítima dos indígenas’.

Por g1 Pará 

A região de produção de palma pela Brasil Bio Fuels (BBF) Reflorestamento, Indústria e Comércio, no nordeste do Pará, virou palco de tensão entre seguranças da empresa e indígenas da etnia Tembé, desde a última quinta-feira (10).

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São crimes de antibrasileirismo. Por Janio de Freitas

Bolsonaro e deputados mercenários compõem espécie de milícia especializada em política como negócio imoral

Na Folha

Todas as propostas que partem de Bolsonaro ou mobilizam o seu empenho têm alguma ordinarice, de seu interesse pessoal, como motivação básica. Nem por isso a conduta por ele imposta à Presidência é o que mais compromete o futuro do Brasil como país —no conceito do mundo e no seu próprio sentimento de país envergonhado.

A aceitação da tragédia nacional pela quase total coletividade dos influentes, civis e militares, é ela mesma uma tragédia maior, por sua propagação incorrigível no futuro.

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Quem foi Maria Firmina dos Reis, ícone do movimento antiescravista que completaria 200 anos

Professora e escritora, ela também publicava em jornais, especialmente sobre a pauta abolicionista

Por Mariana Castro, no Brasil de Fato | Imperatriz (MA)

Esta sexta-feira (11) marca os 200 anos de nascimento de Maria Firmina dos Reis (1822-1917), considerada a primeira romancista brasileira.

Nascida em São Luís, Maria Firmina quebrou paradigmas à frente do seu tempo. Professora e escritora, ela também publicava em jornais, especialmente sobre a pauta abolicionista. À abolicionista coube a publicação do primeiro romance brasileiro contra a escravidão, Úrsula (1859).

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