No RS, educandos de escolas do campo estão sem transporte para voltar às aulas

O direito de acesso ao ensino básico dessas crianças foi menosprezado pelo próprio Governo do Estado

Por Maiara Rauber, na Página do MST 

O descaso com a educação do campo não é de hoje. Independente do formato, seja ele virtual ou presencial, as crianças das escolas do campo sempre são as menos assistidas pelas políticas públicas do governo. No Rio Grande do Sul, após o estado decretar o retorno às aulas presenciais, muitas crianças e professores ansiavam por esse momento, com todos os cuidados sanitários, devido a pandemia do Covid-19, em mente. No entanto, dia 21 de fevereiro de 2022, a volta às classes não aconteceu devido a falta de transporte escolar. 

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44ª Romaria da Terra do RS reúne milhares de romeiros e romeiras na cidade de Ilópolis

Neste ano a celebração destacou a importância da agricultura familiar e da agroecologia para o cuidado com a Mãe Terra. Em formato reduzido, evento, realizado na terça de Carnaval (1º), reuniu cerca de 1,6 mil pessoas em Ilópolis (RS), cidade da erva mate.

por Brasil de Fato | CPT

Com o tema “Agricultura Familiar e Agroecologia: Sinais de Esperança. Irmãs e Irmãos, Cuidemos da Mãe Terra”, a 44ª Romaria da Terra do RS reuniu romeiras e romeiros, pastorais e movimentos populares nesta terça-feira de Carnaval (1), no município gaúcho de Ilópolis, no Vale do Taquari. A primeira edição presencial do evento após o início da pandemia ocorreu em formato reduzido, reunindo cerca de 1,6 mil pessoas, ao invés das cerca de 30 mil que costumam participar da tradicional celebração que reforça os laços de resistência dos que lutam por uma terra sem males.

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Nota de Repúdio: Movimentos sociais denunciam o despejo ilegal de famílias Guarani e Kaiowá do Território Laranjeira Nhanderu

CPT

No último Sábado, dia 26, cerca de 20 indígenas Kaiowa e Guarani, sofreram ação de despejo ilegal pela Polícia Militar de MS, após retomaram uma parte de seu território ancestral de Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante (MS).

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A última roda de conversa da Assembleia do Cimi Regional Norte I traça estratégias para enfrentar 2022 e reafirma seu compromisso com os povos indígenas

Refletindo os contextos sociais e políticos para os povos indígenas no Brasil e Amazônia, o Cimi Norte I encontra os caminhos para seguir construindo a história indígena do Regional

POR LÍGIA KLOSTER APEL, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI NORTE I

O terceiro texto da série sobre a 42ª Assembleia do Cimi Norte I traz os debates sobre o atual cenário do Brasil e as políticas que movem os grupos sociais e seus interesses. Nesse contexto, indígenas e indigenistas do Cimi e seus parceiros analisam que, de um lado estão aqueles que buscam riquezas monetárias e, com sua ganância, “passam a boiada” por cima de quem estiver a sua frente. De outro, aqueles que lutam pela vida e que com bravura resistem e insistem em construir um mundo de dignidade e respeito à diversidade, um mundo em que toda e qualquer forma de vida tenha espaço e condições de existência.

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Abraji lança relatório de monitoramento em webinars sobre violência de gênero contra jornalistas

Na Abraji

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) realiza nos dias  8 e 9 de março dois webinars focados em discutir o cenário de ataques de gênero contra profissionais da imprensa no Brasil. O evento, que celebra o Dia Internacional da Mulher, é gratuito e marca o lançamento do relatório “Violência de gênero contra jornalistas”, resultado do monitoramento feito pela Abraji em 2021 com patrocínio da UNESCO. Ambas as transmissões terão início às 17h, pelo horário de Brasília.

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A hipocrisia ocidental nas guerras. Por Ronan Burtenshaw

Os líderes ocidentais estão condenando a invasão na Ucrânia, mas eles próprios são profundamente cúmplices neste conflito – e em outros pelo mundo, como o que está ocorrendo agora mesmo no Iêmen. Precisamos de um movimento que possa se opor à guerra em todos os lugares.

Por Ronan Burtenshaw*, na Jacobin

Não há força mais destrutiva na sociedade humana do que a guerra. A cada dia e a cada quilômetro que avança, rasga o tecido social ao redor da vida. As escolas fecham, os transportes param, as ruas ficam vazias, e essa é a respiração profunda antes do mergulho. Quando a onda chega, traz consigo o medo como poucos de nós que não vivem em zonas de guerra podem realmente entender: os sons das bombas, as imagens de destruição em lugares a próximos de sua casa, depois a visão de sangue e ferimentos e morte. No final das contas, a guerra é isso: matança organizada.

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No semiárido, sertanejos observam a natureza para saber se vai ter chuva em 2022

Única profetisa atuante no Ceará afirma que 2022 será um bom ano de chuvas para agricultores e agricultoras

Rodolfo Rodrigo, Brasil de Fato

A chegada da chuva é sempre de grande importância para os sertanejos. Para saber se vai ter uma boa quadra chuvosa, alguns acompanham as previsões da ciência, mas outros apostam no saber popular: o conhecimento dos profetas da chuva.

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O mundo já não será o que era. Por José Goulão

A partir de agora o mundo nunca mais voltará a ser o que foi desde o início da década de noventa do século passado, quando os Estados Unidos assumiram isoladamente o comando planetário.

No AbrilAbril, Exclusivo

De tanto esticar, a corda rebentou. Ao cabo de um longo processo de acosso e humilhação, a Rússia decidiu extirpar militarmente o tumor russófobo ucraniano, circunstância que está a deixar os dirigentes ocidentais e a propaganda social em estado de choque mas sem a decência de assumirem as responsabilidades que têm na situação. Durante oito anos, sem dar mostras de quaisquer escrúpulos, os Estados Unidos, a NATO e a União Europeia apoiaram o regime ucraniano sustentado por esquadrões da morte nazis saudosos de Hitler e aproveitaram essa cobertura para tentar criar uma imensa base militar que, uma vez incorporada na NATO, estrangularia militarmente a Rússia.

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Estado de SP aplica “pena de fome” em seus presídios, com média de jejum de 15 horas por dia

Padrão em cartas de presos, relatos de familiares e inspeções da Defensoria revela que a fome é política de Estado

Gabriela Moncau, Brasil de Fato

“Dona Maria, aqui também não está nada fácil. A maior dificuldade é a fome. Cortaram muitos itens, como o docinho, o pãozinho, a salada e o suco. A nossa alimentação não está nos suprindo. No café um pãozinho e dois dedos de café. No almoço uma boia muito rala, dois dedos de feijão. A mesma coisa na janta, que a gente paga às 16h30 da tarde. Passamos mais de 14 horas sem nada para comer. No domingo, é uma caneca de sopa e uma bisnaguinha para cada. Muitos passam mal de fome. Eu mesmo já passei mal.”

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Fernando Carneiro: “Vamos ser uma lixeira tóxica do planeta”

por André Antunes, em EPSJV/Fiocruz

A Câmara dos Deputados aprovou no início de fevereiro o projeto de lei 6.299/2002, que vem sendo chamado de ‘Pacote do Veneno’. O projeto flexibiliza o registro de agrotóxicos no país, que já é o maior consumidor desses produtos no mundo. Atualmente, a legislação exige que, para que seja registrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os agrotóxicos precisam do aval da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – que avalia os efeitos tóxicos dos produtos sobre a vida humana – e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que faz a análise de seu risco ambiental. A aprovação do ‘Pacote do Veneno’ significa o fim do poder de veto das duas agências, que passam a participar do processo de registro dos agrotóxicos apenas em caráter consultivo. O projeto cria ainda a possibilidade de que novos agrotóxicos obtenham registros temporários e possam ser utilizados no Brasil se Anvisa e Ibama levarem mais de um ano para concluírem seus estudos, e caso o produto em análise tenha sido liberado em pelo menos três países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesta entrevista, Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz Ceará e membro do GT Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), alerta para os riscos da aprovação do ‘Pacote do Veneno’, que agora deverá ser analisado pelo Senado.

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