“Mulheres são as primeiras a sentir os efeitos da chegada de indústrias poluentes”, afirma Eliete Paraguassu

Por Danielle Monteiro e Tatiane Vargas, Informe Ensp

“Sou a mulher do mangue, da lama, mas, da lama que produz, alimenta e traz vida: a lama dos manguezais. Em toda a minha trajetória, meu corpo, que também é território, se formou nessas águas e nessa lama, hoje contaminadas pelos grandes empreendimentos”. Com essa afirmação potente, a ativista Eliete Paraguassu abriu sua fala e silenciou o auditório da ENSP na última segunda-feira (2/03). Primeira vereadora quilombola de Salvador, ela conduziu a palestra ‘Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência’, que integrou a programação de abertura do ano letivo da Escola. Continue lendo ““Mulheres são as primeiras a sentir os efeitos da chegada de indústrias poluentes”, afirma Eliete Paraguassu”

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Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros

Mas há o risco de o efeito ser o contrário e haver uma corrida ainda maior pela exploração de petróleo e gás

Por Giovana Girardi | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Dois meses após os Estados Unidos invadirem a Venezuela, por interesse confesso de Donald Trump nas maiores reservas de petróleo no mundo, o ataque dos americanos e de Israel ao Irã traz um alerta estridente para a diplomacia climática do mundo: a de que os combustíveis fósseis, de seguros, não têm nada. Continue lendo “Guerra no Irã: alerta estridente de que combustíveis fósseis não têm nada de seguros”

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MPF ajuíza ações para garantir construção de escolas em aldeias Mbyá-Guarani no Rio Grande do Sul

Objetivo é determinar que estado resolva a precariedade histórica na infraestrutura escolar e garanta o direito à educação indígena

Procuradoria da República no Rio Grande do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou duas ações civis públicas contra o estado do Rio Grande do Sul para garantir a construção de escolas nas comunidades indígenas Mbyá-Guarani de Ponta do Arado, em Porto Alegre, e Nhe’engatu, em Viamão. O objetivo é determinar que o governo estadual sane a precariedade histórica na infraestrutura educacional dessas aldeias, assegurando o direito fundamental a uma educação diferenciada e intercultural. Continue lendo “MPF ajuíza ações para garantir construção de escolas em aldeias Mbyá-Guarani no Rio Grande do Sul”

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Em ação do MPF, Justiça determina a regularização fundiária de comunidade quilombola em Jequitibá (MG)

Decisão obriga Incra e União a finalizarem a regularização do território da comunidade quilombola Campo Alegre, que se arrasta há mais de oito anos

Procuradoria da República em Minas Gerais

A Justiça Federal acolheu em parte os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e condenou a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) à conclusão da regularização fundiária do território da Comunidade Quilombola de Campo Alegre. No prazo de 120 dias, a União e o Incra devem apresentar um cronograma de todas as etapas do processo de regularização do território, situado no município de Jequitibá, na região central de Minas Gerais. Continue lendo “Em ação do MPF, Justiça determina a regularização fundiária de comunidade quilombola em Jequitibá (MG)”

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Pesquisa revela que assédios são comuns dentro da polícia científica de São Paulo

60% dos peritos respondentes da instituição já sofreram assédio moral e 28% segundo MP

Por Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia, Bruno Fonseca, em Agência Pública

Ao embarcar na viatura para mais um dia de trabalho na polícia científica de São Paulo, a perita Milena (nome fictício), de 40 anos, sentiu fortes dores no peito. O colega de perícia, então, desviou da rota em que eles fariam a coleta de provas e levou Milena ao pronto socorro mais próximo. A equipe médica, por fim, fez o diagnóstico: crise de pânico. Continue lendo “Pesquisa revela que assédios são comuns dentro da polícia científica de São Paulo”

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O plano delirante e riscos de Trump e Netanyahu

EUA buscam estrangular energeticamente a China, que os derrotou em seu próprio jogo. Tel Aviv deseja ver o Irã transformar-se num Estado falido. Mas se Teerã resistir, os dois mafiosos terão diante de si um pesadelo político, econômico e eleitoral

Rafael Poch em entrevista a Sergi Picazo, no Critic | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Trump já prescinde da retórica do direito internacional. A chave para definir as relações internacionais é a força. Os Estados Unidos podem sequestrar ou matar dois líderes de países inimigos: Maduro, na Venezuela, e o aiatolá Khamenei, no Irã. Acabou-se a legislação internacional? A ONU? Os limites mínimos da política internacional?

A pergunta, obviamente, é retórica. A guerra começou no sábado com o assassinato do líder do país adversário e vários membros de sua família. Esta guerra começou – e é a segunda vez desde junho – no meio de negociações classificadas como “bem-sucedidas” pelos mesmos personagens (Witkoff e Kushner) que estão negociando, também, com os russos o fim do conflito na Ucrânia. Quem pode confiar em tais “negociadores”? “As garantias e os documentos assinados por este presidente não têm valor algum”, disse em Moscou o analista Dmitri Trenin sobre Trump. “Não é possível manter negociações com este governo”, afirma de Nova York o economista Jeffrey Sachs. Continue lendo “O plano delirante e riscos de Trump e Netanyahu”

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Uma anatomia do novo ato bolsonarista

Menor em público, mas afiada na estratégia, mobilização da extrema direita escancara o projeto de dominar o Legislativo em 2026. E também impõe um desafio de comunicação e linguagem política que a esquerda ainda tem dificuldades para decifrar

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

O bolsonarismo realizou atos em diversas cidades do país neste domingo (1º). O maior deles ocorreu na Avenida Paulista e serviu a três propósitos bastante evidentes: promover ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), criticar o governo federal e marcar, de forma oficiosa, o lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Continue lendo “Uma anatomia do novo ato bolsonarista”

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Das terras raras às terras áridas

País vive no limiar entre a benção e a maldição. Organismo vivo, o solo abundante é pisoteado pelo agronegócio, morto por fertilizantes e cobiçado por minérios raros. Falta estratégia e pressão para proteção contra ameaças. A luta indígena pode inspirar

Por Susana Prizendt*, em Outras Palavras

“Meu pai, quando encontrava um problema na roça, se deitava sobre a terra com o ouvido voltado para o seu interior, para decidir o que usar, o que fazer, onde avançar, onde recuar. Como um médico a procura do coração” 
Itamar Vieira Junior, Torto Arado

Suspensa em um apartamento de um bairro cada vez mais verticalizado da capital paulista – assim como outras milhões de pessoas urbanizadas -, posso esquecer que, sob todas as camadas de concreto abaixo de mim, existe um elemento natural chamado solo. Mas, ao regar minhas plantinhas na janela, procuro me conscientizar de que, apesar do crescente sufocamento ao qual ele tem sido submetido, ele ainda está lá, resistindo a ser dado como morto. Continue lendo “Das terras raras às terras áridas”

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Movimentos do campo ocupam MDA em Maceió e cobram avanço da Reforma Agrária

Prédio onde funciona o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (MDA), na capital alagoana, está ocupado desde a noite de domingo (1)

Da Página do MST

Movimentos populares de luta pela terra de Alagoas seguem em mobilização na defesa e avanço da Reforma Agrária no estado. No último domingo (1), o prédio do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, em Maceió, foi ocupado por representantes das diversas organizações camponesas do estado. A principal reivindicação é que o governo federal acelere a resolução sobre a situação das famílias que vivem acampadas em terras que antes pertenciam às Usinas Laginha e Guaxuma, na região de Coruripe, União dos Palmares e Branquinha. Continue lendo “Movimentos do campo ocupam MDA em Maceió e cobram avanço da Reforma Agrária”

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CNDH torna público o Relatório da Missão sobre as violações decorrentes das atividades de grandes empreendimentos de mineração na Bahia

Documento constata violações de direitos humanos e fundamentais em todas as etapas da mineração

CPT

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) torna público o Relatório da Missão sobre as violações decorrentes das atividades de grandes empreendimentos de mineração nos municípios de Caetité, Licínio de Almeida e Pindaí, na Bahia, realizada entre os dias 20 e 27 de novembro de 2025. O documento foi aprovado na última 95ª Reunião Ordinária. Continue lendo “CNDH torna público o Relatório da Missão sobre as violações decorrentes das atividades de grandes empreendimentos de mineração na Bahia”

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