Eclode, na maior cidade do país, movimento por condições dignas de trabalho na pandemia. O que reivindicam. Como sua luta pode melhorar atendimento à população. As medidas protelatórias da prefeitura e os próximos passos
por Gabriela Leite, em Outra Saúde
Um grave alerta, que pode refletir uma crise crescente no país, está vindo das Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo. Na última sexta-feira, 14 de janeiro, trabalhadores da Atenção Primária à Saúde divulgaram uma carta em que reportam as gravíssimas condições de trabalho que enfrentam, com a entrada da onda de casos da variante ômicron, após uma forte alta de casos de gripe H3N2 e quase dois anos de pandemia. Os trabalhadores da Saúde denunciam as jornadas de trabalho extenuantes, o não pagamento das horas-extras, a necessidade de contratação de profissionais, escassez de medicamentos e equipamentos básicos para o trabalho e as decisões tomadas sem diálogo pela Prefeitura. Há uma greve marcada para a quarta-feira, dia 19, encabeçada pelos médicos.
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