Brasil é principal destino de agrotóxico banido na Europa e ligado à morte de abelhas

Segundo levantamento, em 4 meses, Syngenta e Bayer registram autorização para exportar ao Brasil 2,2 mil toneladas de pesticidas com substâncias com uso banido na União Europeia

Por Rute Pina, Agência Pública/Repórter Brasil

O Brasil é o destino de mais da metade dos registros de exportações da União Europeia de agrotóxicos proibidos na Europa e associados à morte de abelhas. São inseticidas à base de três neonicotinóides: tiametoxam, imidacloprido e clotianidina. Entre setembro e dezembro de 2020, mais de 3,8 mil toneladas dessas substâncias foram registradas para serem exportadas na Agência Europeia das Substâncias Químicas (ECHA) —  o Brasil era o destino de 2,2 mil toneladas, 58% do total.

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Justiça determina pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos a comunidade indígena acampada às margens da BR-463

Indenização foi estipulada em decorrência da morte de três indígenas vítimas de atropelamentos na referida rodovia

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul proferiu sentença condenando o Estado de MS, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) ao pagamento de R$ 100 mil a título de indenização por danos morais coletivos à comunidade indígena Tekoha Apika’y. A comunidade está acampada na localidade denominada Curral de Arame, às margens da rodovia BR-463, entre os municípios de Dourados e Ponta Porã (MS).

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MPF recomenda paralisação de obras irregulares na Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará

Recomendações foram enviadas a três prefeituras e à Equatorial Energia

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou esta semana recomendações para interromper obras irregulares dentro da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que beneficiam invasores do território dos indígenas Tembé, no nordeste do Pará. As obras são conduzidas por prefeituras da região e pela concessionária de energia elétrica Equatorial Energia, todas sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ou da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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Alvos de denúncia do MPF, três pessoas são condenadas por submeter trabalhadores à escravidão em Cruzeiro (SP)

Vítimas eram mantidas em alojamento precário, cumpriam jornadas exaustivas e passavam necessidades devido a atrasos salariais

Ministério Público Federal em São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de três pessoas que submeteram dez trabalhadores a condições análogas à escravidão em Cruzeiro (SP) em 2014. Os réus comandavam uma empresa contratada pela prefeitura para a construção de uma creche no município. As vítimas eram mantidas em condições péssimas de trabalho e alojamento durante a obra e cumpriam jornadas exaustivas. De acordo com a sentença da 1ª Vara Federal de Guaratinguetá, o principal responsável pela construtora terá de cumprir 6 anos de prisão, em regime inicial semiaberto. Cabe recurso contra a decisão.

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Afinal, o que é racismo ambiental?

Representantes dos movimentos negro e indígena levaram tema à COP 26

por Raquel Setz, em Brasil de Fato

Do Furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005, ao rompimento da barragem da Samarco em Mariana em 2015: no mundo todo, quem mais sofre com eventos climáticos extremos e com crimes ambientais são as populações étnico-raciais mais vulneráveis. O fenômeno tem nome: racismo ambiental, termo cunhado pelo ativista estadunidense de direitos civis Benjamin Chavis. Quem explica melhor essa origem é a professora e pesquisadora Silvane Silva. 

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Boaventura: A perigosa emergência dos “regimes híbridos”

Na guerra fria contra a China e no ressurgimento da ultradireita estão chaves da lógica atual de dominação capitalista. Ela mantém o discurso da democracia e dos direitos humanos – para desclassificar como sub-humanos os divergentes…

por Boaventura de Sousa Santos, em Outras Palavras

Na crônica anterior comecei a analisar a crescente prevalência e maior visibilidade do poder cru em relação ao poder cozido tendo-me centrado numa das manifestações deste fenômeno,da vitória sobre o adversário ao extermínio do inimigo. Continuo agora a análise, centrando-me na segunda manifestação, a hiper-discrepância entre princípios e práticas.

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Como Bolsonaro tomou conta da Polícia Federal

Investigação sobre como o governo aparelhou a PF. Indicou delegados bolsonaristas sem experiência a cargos-chaves. Desde abril, a ordem é retirar o sigilo de investigações e manter o governo informado sobre operações sensíveis

Por Allan de Abreu, na Piauí

O semblante de Paulo Gustavo Maiurino denunciava sua irritação quando entrou no pequeno auditório da Academia Nacional de Polícia, no Lago Norte, em Brasília. Três meses antes daquela manhã de 5 de julho passado, Maiurino tornara-se o novo diretor-geral da Polícia Federal, cargo internamente apelidado de “DG” ou “Zero Um”. Na plateia, à exceção dos representantes de Rondônia e do Espírito Santo, estavam todos os superintendentes da instituição nos estados e no Distrito Federal. Era o primeiro encontro de Maiurino com seus subordinados diretos, num dia que seria tomado por reuniões e palestras. A surpresa, no entanto, veio logo no começo.

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Explosão da pobreza: a dor da gente não sai no jornal

Em dois anos, a miséria aumentou 22%. 28 milhões de brasileiros (o equivalente a população do Chile e Paraguai somadas) estão abaixo da linha da pobreza. Número de pessoas vivendo nas ruas explodiu. Apenas ações solidárias não bastarão…

por José Álvaro de Lima Cardoso, em Outras Palavras

A miséria e a fome voltaram a sacrificar e assombrar os brasileiros mais pobres. Além dos 612.000 mortos pela pandemia há uma tempestade perfeita nesse caos que coloca em risco também a segurança alimentar da população: inflação alta e concentrada em alimentos, desemprego e ausência de um auxílio emergencial com valores decentes.

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Durante mobilização no RS, movimentos denunciam descaso do governo com o povo gaúcho

Eduardo Leite, governador do estado, ignora a importância de investir na agricultura familiar e as população que passam fome

Por Maiara Rauber, na Página do MST

Na manhã desta terça-feira (16/11), organizações do campo e da cidade foram até o Palácio Piratini, na capital gaúcha, reivindicar crédito emergencial para a produção de alimentos e sanar a fome que assola famílias urbanas e rurais.

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Movimentos unificam luta e realizam ato contra Bolsonaro no 20 de novembro

Com o mote #ForaBolsonaroRacista, o Dia da Consciência Negra, próximo sábado (20) tem atos convocados em todo o país

Por Roberta Quintino, no Brasil de Fato / MST

No dia 20 de novembro, entidades sindicais e movimentos populares estarão mais uma vez nas ruas contra a política genocida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em defesa da igualdade racial, da vida, da democracia e do emprego.

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