Governo Bolsonaro também abusa politicamente do projeto da transposição do Rio São Francisco. Entrevista especial com João Abner Guimarães Júnior

Complô entre governo federal e o governo estadual do Ceará determina a nova fase das obras da transposição, denuncia o engenheiro hidráulico

IHU

Há 17 anos os governos federais e estaduais se beneficiam politicamente das obras da transposição do Rio São Francisco, que propõe a integração do rio com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, enquanto a população segue na expectativa de deixar de ser refém da indústria da seca.

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Povo Akroá Gamella, da TI Taquaritiua (MA), é atacado por policiais militares e jagunços

Os indígenas foram surpreendidos, na tarde desta quarta-feira (17), com a chegada de jagunços e de funcionários de uma empresa de energia elétrica no território; segundo lideranças, o clima é de tensão

Cimi

Na tarde dessa quarta-feira (17), o Povo Akroá Gamella, da Terra Indígena (TI) Taquaritiua, no Maranhão, foi surpreendido com a chegada hostil de funcionários de uma empresa de energia elétrica, acompanhados de jagunços – que se identificaram como policiais. Há anos, essa empresa tenta, sem qualquer consulta e respeito aos indígenas, instalar postes e linhões dentro da TI Taquaritiua, área que vive um moroso processo de demarcação pela Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2014.

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DPU pede na Justiça que Inep comprove em 24 horas a idoneidade do Enem

Na Conjur

A Defensoria Pública da União acionou a Justiça para pedir que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) comprove a segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) contra vazamentos de informações, fraudes e interferências indevidas.

Na ação civil pública ajuizada perante a 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, a DPU indica que o presidente do Inep, Danilo Dupas, tentou intervir no Enem. Em maio deste ano, ele teria imposto uma “lista paralela” de professores para montar a prova, todos ligados ao movimento bolsonarista “Docentes pela Liberdade” e a escolas evangélicas. A lista foi posteriormente arquivada após a reação negativa dos servidores.

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Documentário “Pandemia e fake news no Alto Xingu”

Le Monde Diplomatique Brasil

Este documentário adentra as dinâmicas e impactos da circulação de fake-news relacionadas à pandemia de Covid-19 entre indígenas do Alto Xingu. A desinformação, com frequência produzida pelo próprio governo Bolsonaro, minimizou a gravidade do vírus, fazendo com que indígenas retirassem as barreiras sanitárias erguidas para evitar contaminações e encorajou idas para cidade, o que acabou trazendo o vírus para dentro do território. Indígenas Kuikuro contam neste vídeo as particularidades vividas nesse período e o modo como compreendem essa verdadeira epidemia de desinformação.

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Em Rondônia, MPF coloca na fachada campanha contra racismo

Campanha Eu Sou Respeito quer sensibilizar sobre a igualdade racial

Ministério Público Federal em Rondônia

A unidade do Ministério Público Federal (MPF) em Porto Velho (RO) conta com um novo visual em sua fachada. Desde o começo de novembro um novo banner foi instalado na lateral do prédio, como forma de sensibilizar a população sobre a importância do respeito e da defesa dos direitos da população negra. “Tire seu racismo do caminho que eu quero passar com meu amor” é a frase estampada na fachada lateral do prédio do MPF.

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MPF recorre de decisão que absolveu acusado de racismo contra povo judeu no Ceará

Em publicação no Facebook, homem atribui ao povo judeu responsabilidade por grandes catástrofes mundiais

Ministério Público Federal no Ceará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso contra uma sentença da Justiça Federal no Ceará que absolveu um acusado de praticar crime de racismo contra o povo judeu em uma publicação feita na rede social Facebook. Na postagem, o denunciado aponta o Holocausto como uma “falácia” e atribui aos judeus responsabilidade por tragédias mundiais como as graves enfermidades.

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Fake news impacta na decisão de indígenas sobre tomar a vacina

Reportagem encontra indícios de compra de Ivermectina e receitas de Cloroquina pelo DSEI-Xingu. Medicamentos compõem o chamado “kit-covid”, aposta do governo para superar a pandemia com remédios comprovadamente ineficazes para a doença. Leia a última parte do especial sobre a pandemia e fake news no Xingu

por Fábio Zuker e Thomaz Pedro, no Le Monde Diplomatique

Era uma segunda-feira, dia 10 de fevereiro de 2020, quando Claudia Galhardi, pesquisadora da Fiocruz especializada em comunicação, compareceu a uma audiência pública no Senado Federal para o lançamento do aplicativo no qual vinha trabalhando, o Eu Fiscalizo. A ideia foi criar uma ferramenta que permita “essa comunicação da sociedade com a academia”, explica Galhardi. 

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Pandemia entre indígenas é catalisada por enxurrada de fake news

Até 20 de setembro, foram 1.572 casos e 20 óbitos confirmados pelo Ministério da Saúde entre indígenas do Xingu. De acordo com os dados do último boletim da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), entre os povos indígenas da Amazônia foram 1.006 mortes, até o dia 25 de agosto. Desinformação divulgada pelo próprio presidente Bolsonaro aumenta vulnerabilidade de indígenas. Leia a primeira parte do especial sobre a pandemia e fake news no Xingu

por Fábio Zuker e Thomaz Pedro, no Le Monde Diplomatique

Na aldeia Aiha, do povo Kalapalo, localizada no Território Indigena do Xingu, os finais de tarde são marcados pela reunião de homens que se encontram no centro da aldeia para conversar. A aldeia é formada por um grande círculo feito de trinta casas comunais, construídas em formato ovalado e cobertas por sapé. No centro fica a “casa das flautas”, local em que, depois de um longo dia de pescaria ou de trabalho na roça de mandioca, acontecem essas reuniões diárias para jogar conversa fora, dar risada ou mesmo para debates e tomada de decisões comunitárias. 

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O protesto de ex-escravos que acabou em massacre

Pouco conhecido, episódio ocorrido no Maranhão em 1889 e chamado de “massacre de 17 de novembro” foi motivado pelo receio de que o fim da monarquia e o novo regime republicano significariam a volta da escravidão.

Edison Veiga, Deutsche Welle

Era ainda bastante precária a comunicação naquele novembro de 1889. Tanto que as notícias de que o Brasil deixava de ser uma monarquia e passava a ser uma república chegaram a São Luís, no Maranhão, apenas na edição de 17 de novembro de 1889 do jornal republicano O Globo — dois dias depois do fato ocorrido no Rio, então capital do país.

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A nova Guerra Fria. Por Boaventura de Sousa Santos

A prevalência atual do poder cru traz consigo um péssimo presságio e um enorme desafio para a democracia liberal

Em A Terra é Redonda

A discrepância entre princípios e práticas é talvez a maior especificidade da modernidade ocidental. Qualquer que seja o tipo de relações de poder (capitalismo, colonialismo e patriarcado) e os campos do seu exercício (político, jurídico, econômico, social, religioso, cultural, interpessoal), a proclamação dos princípios e dos valores universais tende a estar em contradição com as práticas concretas do exercício do poder por parte de quem o detém. O que neste domínio é ainda mais específico da modernidade ocidental é o fato de essa contradição passar despercebida na opinião pública e ser mesmo considerada como não existente.

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