Gaza: sinais de tortura encontrados em corpos de palestinos. Uma equipe turca procura os corpos dos reféns

A troca de corpos dos sequestrados e dos militantes de 7 de outubro está colocando em risco a estabilidade da trégua. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o acordo.

por Fabio Tonacci, em La Repubblica

A guerra dos vivos foi suspensa e a guerra dos mortos começou. Os corpos de reféns israelenses e palestinos assassinados — a maioria militantes que participaram do pogrom de 7 de outubro e do conflito, mas presumivelmente também alguns civis, nos quais, como veremos, foram encontrados sinais claros de tortura — estão em jogo. E, portanto, a transição para a fase dois do acordo, que deve definir a administração transitória de Gaza, a chegada da força internacional de estabilização e o futuro do Hamas. Continue lendo “Gaza: sinais de tortura encontrados em corpos de palestinos. Uma equipe turca procura os corpos dos reféns”

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Brasil e China assinam acordo inédito para tratamentos oncológicos e doenças autoimunes

Parceria assinada em Pequim envolve pesquisas e transferência de tecnologia da empresa Gan & Lee à Fiocruz para tratamentos inovadores e mais modernos no SUS. Iniciativa também reforça produção nacional da insulina glargina

por Edjalma Borges e Rafael Ely, em Ministério da Saúde

Desenvolver pesquisas e produtos para tratamento de cânceres, diabetes, obesidades e doenças autoimunes no Sistema Único de Saúde (SUS), além de reforçar estudos clínicos no Brasil. Com esses objetivos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nessa terça-feira (14), Memorando de Entendimento (MoU) com a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals e a Fiocruz.  Continue lendo “Brasil e China assinam acordo inédito para tratamentos oncológicos e doenças autoimunes”

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Subimperialismo de plataforma: países do Sul Global se tornam hubs de superexploração dos trabalhadores e de extração de dados. Entrevista especial com Kenzo Soares Seto

Pesquisa mostra que o Brasil e outros países periféricos atuam como um centro de extração de dados e acumulação de capital a partir da expansão das suas plataformas para os países vizinhos, promovendo um novo tipo de colonialismo

IHU

Com a ascensão da economia digital, o capitalismo de plataforma e a extração de dados se tornaram centrais na geopolítica global, reconfigurando as relações de poder econômico, político e epistemológico. O debate sobre “imperialismo de dados” ou “colonialismo de dados” é crucial para compreender como as plataformas do Norte Global reproduzem assimetrias históricas em relação ao Sul Global. No entanto, o olhar regional revela nuanças complexas: o Brasil, com sua posição de potência regional, emerge como um ator que, ao mesmo tempo que se subordina às potências centrais, projeta sua influência sobre países vizinhos. Continue lendo “Subimperialismo de plataforma: países do Sul Global se tornam hubs de superexploração dos trabalhadores e de extração de dados. Entrevista especial com Kenzo Soares Seto”

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A juventude brasileira não cabe em uma jornada 6×1

Trabalhar cedo, no Brasil, é uma necessidade para muitos, não uma escolha. Trabalho ocupa o espaço do estudo e do lazer, e leva à exaustão e ao abandono escolar. Reduzir a jornada é enfrentar o modelo que transforma o futuro do país em uma força de trabalho barata e quase invisível

Por Débora de Araújo Costa e Ezequiela Zanco Scapini, em Outras Palavras

Em 25 de fevereiro de 2025, após intensa mobilização social pela redução da jornada de trabalho, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional 8/25, que propõe a jornada de trabalho de quatro dias por semana, com o máximo de até 8 horas diárias e 36 horas semanais. Se aprovada, a PEC acaba com a jornada 6×1, realidade de milhares de brasileiros e brasileiras, que sofrem os impactos econômicos, sociais e pessoais de uma vida tomada pelo trabalho. Em especial, queremos abordar os impactos da jornada de trabalho na vida da juventude brasileira. Continue lendo “A juventude brasileira não cabe em uma jornada 6×1”

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Um convite da Venezuela à valentia

Explícito, Trump admite: autorizou operações golpistas da CIA na Venezuela. Combate às drogas é pretexto para aparelhar democracias latinas. Para resgatá-las, um chamado à solidariedade que não substitui, mas fortalece lideranças, movimentos locais e a autonomia de decisão aos povos

Por Ricardo Queiroz Pinheiro, em Outras Palavras

A Venezuela não é um objeto de mercado. Não é moeda de troca em conferências diplomáticas, prêmio simbólico ou manchete de redação. É um povo com história, resistência e memória — um povo que, há décadas, vem pagando o preço de disputas que o ultrapassam. Dizer isso não é fazer apologia de um governo; é afirmar uma regra política elementar: a autodeterminação pertence àqueles que vivem e lutam na própria terra. Continue lendo “Um convite da Venezuela à valentia”

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Pronara: “Não avançamos na produção agroecológica, se não avançarmos na redução de agrotóxicos”

No CBA, movimentos sociais discutem o Pronara com o Comitê Gestor Interministerial e ressaltam o antagonismo da Agroecologia frente ao agronegócio no campo

Por Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela vida / MST

Na tarde desta quarta-feira, 15, abrindo as atividades da Tenda Rachel Carson no Congresso Brasileiro de Agroecologia em Juazeiro (BA), a mesa “O Pronara que queremos!” se consolidou como um espaço de diálogo entre sociedade civil e governo sobre os rumos do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) no Brasil. Continue lendo “Pronara: “Não avançamos na produção agroecológica, se não avançarmos na redução de agrotóxicos””

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Quilombolas no Pará enfrentam projeto de aterro sanitário em área suspeita de grilagem

A menos de 600m de um quilombo, local deve receber lixo da capital, Belém; Defensoria Pública aponta irregularidades

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Quatro anos atrás, uma empresa de São Paulo, voltada para engenharia ambiental e limpeza urbana, fez uma consulta ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa), órgão responsável pela regularização de terras no estado. A Revita Engenharia queria informações sobre a regularidade de um imóvel na área rural do município de Bujaru, a 41 quilômetros de Belém – sede da COP30.  Continue lendo “Quilombolas no Pará enfrentam projeto de aterro sanitário em área suspeita de grilagem”

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Quem coloca fogo na Amazônia?

Município da Amazônia com maior rebanho do país tem maior emissão de CO2

Por AFP – Ecoa UOL / MST

João Vermelho é um velho conhecido dos grandes fazendeiros e pequenos pecuaristas da Amazônia Legal. Ao mesmo tempo em que é um amigo que limpa seus pastos, também é um inimigo que destrói suas terras e florestas, ameaçando o futuro de seus negócios e o da maior floresta tropical do planeta. Continue lendo “Quem coloca fogo na Amazônia?”

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Dia da Alimentação: da ancestralidade à solidariedade, a luta pelo direito à comida de verdade

No Dia Mundial da Alimentação, o MST reforça a luta pela soberania alimentar, a importância da agroecologia e o papel dos povos do campo na construção de um modelo justo e sustentável de produção de alimentos

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

O Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, marca uma reflexão global sobre o direito de todas as pessoas à comida saudável e acessível. Criada em 1979 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a data nasceu para chamar atenção para a necessidade de criar sistemas alimentares mais justos, capazes de erradicar a fome e garantir o bem-estar coletivo. No Brasil, o tema ganha contornos ainda mais urgentes diante do retorno do país ao Mapa da Fome e das desigualdades que atravessam o campo e a cidade. Continue lendo “Dia da Alimentação: da ancestralidade à solidariedade, a luta pelo direito à comida de verdade”

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A Licença Ambiental Especial e o roteiro da tragédia

Corrida por terras raras requer atenção. Ao criar rito para acelerar obras, o governo também se sujeita ao risco. Em MG, Operação Rejeito é a prova de fogo dos efeitos de controles frouxos: corrupção, desastres ambientais e muito dinheiro público indo para o ralo

Por Maurício Angelo e Adriana Pinheiro, na Le Monde Diplomatique Brasil

A Medida Provisória 1.308/2025 cria a Licença Ambiental Especial (LAE), um rito “especial”, com prazo máximo de 12 meses para decisão do órgão responsável do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), aplicado para empreendimentos definidos como “estratégicos” pelo próprio Executivo. Ao trocar regra por discricionariedade, abre-se espaço para priorização de obras sem critérios claros, gerando terreno fértil para captura governamental e pressão política sobre órgãos técnicos. As evidências indicam que a LAE surge no processo da Lei Geral do Licenciamento Ambiental a partir da preocupação do Presidente do Senado Federal com a exploração do petróleo na Margem Equatorial. Sua aplicação, contudo, é extensa, abrangendo hidrelétricas, rodovias, portos, mineração e vários outros empreendimentos impactantes. Continue lendo “A Licença Ambiental Especial e o roteiro da tragédia”

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