Infraestrutura é responsável por 79% das emissões de gases de efeito estufa

Por ONU Brasil

Um novo relatório, publicado às vésperas da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), apela por mudanças radicais na forma como os governos planejam, projetam e gerenciam a infraestrutura. O estudo também enfatiza o papel, muitas vezes esquecido, que a infraestrutura desempenha nos esforços de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Intitulado “Infraestrutura para a Ação Climática”, o documento foi produzido em conjunto pelo UNOPS, agência das Nações Unidas especializada em projetos de infraestrutura; o PNUMA, a agência da ONU para o meio ambiente; e a Universidade de Oxford. 

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No dia da Resistência Indígena, a XXIV Assembleia do Cimi debate sobre os desafios e perspectivas na mobilização dos povos indígenas em defesa da vida

Neste painel, indígenas dos nove biomas brasileiros, trouxeram suas reflexões sobre o tema; o debate faz parte da programação do segundo dia da Assembleia, rumo aos 50 anos do Cimi

Cimi

Na data que marcha a resistência indígena para os povos da América Latina, 12 de outubro, os trabalhos do segundo dia da XXIV Assembleia Geral do Cimi trouxeram a força dos biomas na defesa da vida, a luta dos povos indígenas e as histórias da entidade rumo aos seus 50 anos. Ao longo da semana, cada um dos onze regionais trará suas memórias, que juntas constroem a caminhada dos 50 anos do Cimi, indo de encontro ao o lema do evento, “História e Resistência em Defesa da Causa Indígena”.

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Contexto social, político e econômico dos povos tradicionais na XXIV Assembleia Geral do Cimi

Encontro virtual é realizado oportunamente em outubro, mês que celebra as missões e a vida dos missionários e missionárias do mundo

Cimi

Com o objetivo de dar continuidade às missões e de apoiar a luta dos povos indígenas, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) promove, entre os dias 11 e 14 de outubro, a XXIV Assembleia Geral da entidade. O encontro, realizado oportunamente em outubro – e pela primeira vez em formato virtual –, celebra o mês das missões e coloca na mesa de debate o tema “Rumo aos 50 anos” e o lema “História e Resistência em Defesa da Causa Indígena”.

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Como resgatar a imagem do Brasil pós-Bolsonaro

A reputação internacional do Brasil chegou ao fundo do poço, mas o próximo governo tem meios para iniciar o processo de recuperação

por Oliver Stuenkel*, em El País

Presumindo-se que Jair Bolsonaro perca as eleições de 2022 – como as pesquisas parecem sugerir até agora – e que a democracia brasileira esteja sólida o suficiente para garantir a transição de poder, o próximo presidente terá nas mãos um dos maiores desafios na história da política externa brasileira: reconstruir a reputação e a estratégia internacional de um país cuja imagem global passou por um colapso inédito ao longo dos últimos anos. Até pouco tempo atrás, um país com assento à mesa dos poderosos quando se discutiam os grandes desafios globais, o Brasil hoje é visto como uma fonte de instabilidade, marcada pela negação da ciência no combate à covid-19 e questões ambientais.

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Por que Bolsonaro ainda não caiu

Sua resiliência, espantosa diante de 600 mil mortes e crimes em série, expõe dois fenômenos perturbadores. Parte expressiva dos mais ricos já abandonou a própria ideia de país. E esquerda calcula, temerariamente, que é melhor “deixá-lo sangrar”

por Luiz Filgueiras*, em Outras Palavras

Um ano e meio de pandemia e chegamos a 600 mil mortes por covid, cifra menor apenas que as mais de 700 mil dos Estados Unidos, resultado em grande medida da política de combate à covid executada por uma espécie de Ministério da Saúde paralelo. E Bolsonaro e o seu governo não caíram. Por quê? Os crimes de responsabilidade se acumulam diariamente, desde os primeiros dias desse governo, mas principalmente a partir da pandemia; crimes contra a saúde pública, o meio ambiente, a ciência, a educação, a cultura, a democracia, a economia, os direitos sociais e a soberania do país. E Bolsonaro e o seu governo não caíram. Por quê? Como reflexo desses crimes, o número de pedidos de impeachment, acumulados durante a gestão de dois presidentes da Câmara de Deputados (Rodrigo Maia e Arthur Lira) ultrapassam uma centena. E Bolsonaro e o seu governo não caíram. Por quê? Chegamos a 14,1 milhões de desempregados (13,7% da população economicamente ativa), 27,3 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza (12,8% da população) e a destruição generalizada de direitos sociais da classe trabalhadora; tragédia acompanhada pela maior inflação dos últimos 27 anos (acima de 10% nos últimos 12 meses). E Bolsonaro e o seu governo não caíram. Por quê?

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A psicologia das massas do nazi-fascismo e a ‘nebulosa do ideário bolsonarista’. Entrevista especial com Luís Carlos Petry

O ideário do nazismo e do fascismo só pode ser combatido “por uma sociedade esclarecida, afetiva e que, intelectualmente, se organize dentro de princípios de solidariedade, direitos e redistribuição das riquezas”, diz o pesquisador

Por: Patricia Fachin, em IHU

A massa, a partir da compreensão de pensadores como Freud e Adorno, “é um corpo social e orgânico, formado por indivíduos que se identificam solidariamente e se associam a um líder”. Ela pode apresentar comportamentos sociais “construtivos e amorosos” ou ser “a expressão da destruição e do ódio”. No decurso da história, ela se manifestou e se manifesta de muitos modos: “Está presente na igreja, no exército, no campo de futebol, nos comícios políticos de esquerda e direita, nos grupos que se autodenominam getulistas, lulistas e mesmo bolsonaristas” e “no movimento de rua que organizou as manifestações do ‘forabolsonaro'”, explica Luís Carlos Petry.

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Comunidades tradicionais de Sergipe enfrentam petrolífera ExxonMobil

Fórum de Povos e Comunidades Tradicionais do estado busca mobilizar grupos e organizações do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro para evitar desastres por vazamento de petróleo; em uma audiência de sete horas, pescador teve só três minutos para falar

Por Nanci Pittelkow, em De Olho nos Ruralistas

Quando a ExxonMobil anunciou a intenção de iniciar a perfuração de um poço na Bacia Sergipe-Alagoas ainda em 2021, as comunidades lançaram o Fórum de Povos e Comunidades Tradicionais de Sergipe. O estado vem se consolidando como estado promissor à exploração do petróleo, ao mesmo tempo em que todo o litoral do Nordeste sofreu no segundo semestre de 2019 com um vazamento de óleo que afetou 130 municípios e 250 praias, comprometendo os biomas, a fauna, o turismo e, principalmente, a renda e o modo de vida das populações costeiras.

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Saiba quem é Luis Carlos Heinze, o arrozeiro negacionista

Antes de se tornar o principal defensor de Bolsonaro na CPI da Covid, senador ruralista se tornou conhecido por falas discriminatórias, como a famosa “tudo que não presta”; quarto vídeo da série De Olho no Congresso detalha seus compromissos com empresas do agronegócio

Por Alceu Luís Castilho e Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

Negacionista do clima, negacionista do vírus, negacionista da diversidade, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) é a mais completa expressão do alinhamento do agronegócio ao governo genocida de Jair Bolsonaro. “Quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta”, disse o então deputado em 2014. No mesmo ano, em enumeração similar, incluiu os sem-terra. Primeiro, em uma audiência pública no Rio Grande do Sul. Depois, no autointitulado Leilão da Resistência no Mato Grosso do Sul, quando ruralistas se juntaram numa espécie de vaquinha virtual para financiar advogados e milícia armada contra os indígenas.

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Carta Pastoral nos 50 anos da primeira Carta Pastoral de Pedro Casaldáliga : “Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social”

CPT

A Prelazia de São Feliz do Araguaia lança Carta Pastoral após 50 anos da primeira carta pastoral escrita por Pedro Casaldáliga. A Carta Pastoral de Pedro, há 50 anos, apresentou um retrato do que era a região naquele momento, denunciando a chegada de grandes empreendimentos que impactavam os povos indígenas e camponeses da região, assim como abria as portas para a sua missão pastoral em comunhão com os povos. 

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Jornada Nacional de Soberania Alimentar: entrevista com Marco Baratto

Dirigente nacional aponta o papel da soberania alimentar em um contexto de crescimento da fome e da miséria no Brasil

Por Janelson Ferreira, na Página do MST

A Via Campesina Brasil, no marco de celebração internacional dos 25 anos da definição, construção e luta pela Soberania Alimentar, realiza a Jornada da Soberania Alimentar: Contra o agronegócio para o Brasil não passar fome. A Jornada, que se iniciou no último dia 10, vai até o dia 16 (sábado), Dia Internacional de Ação por Soberania Alimentar dos Povos e Contra as Transnacionais.

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